Ex-presidente recebeu alta após cirurgias e teve pedido de prisão domiciliar negado pelo ministro do STF.
Após cirurgias, Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar e retornou à custódia da PF em Brasília, com Alexandre de Moraes negando prisão domiciliar.
O ex-presidente Jair Bolsonaro recebeu alta hospitalar nesta quinta-feira (1º) e retornou à Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília para continuar o cumprimento de sua pena. A decisão veio após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), negar o pedido da defesa pela prisão domiciliar, mantendo a custódia do ex-mandatário na sede da corporação.
Bolsonaro estava internado no hospital DF Star desde 24 de janeiro, onde foi submetido a uma cirurgia de hérnia. Durante sua permanência, ele enfrentou picos de hipertensão e crises de soluço, necessitando de três procedimentos cirúrgicos adicionais realizados entre 27 e 30 de janeiro.
A defesa argumentou que o retorno à PF poderia agravar seu estado de saúde, solicitação que foi recusada por Moraes.
Em sua decisão, o ministro Alexandre de Moraes afirmou que “diferentemente do alegado pela defesa, não houve agravamento da situação de saúde de Jair Messias Bolsonaro, mas, sim, quadro clínico de melhora dos desconfortos que estava sentido, após a realização das cirurgias eletivas”. Ele destacou ainda que todas as prescrições médicas podem ser integralmente realizadas na Superintendência da PF, onde há plantão médico 24 horas, acesso de seus próprios médicos, medicamentos necessários, fisioterapeuta e comida preparada por familiares.
O último boletim médico, divulgado em 31 de janeiro, indicava a persistência de esofagite e gastrite, com Bolsonaro seguindo tratamento para doença do refluxo gastroesofágico, fisioterapia respiratória e uso de CPAP noturno. Ele recebeu orientações de autocuidado, como alimentação fracionada e atenção ao risco de queda.
Durante a internação, o ex-presidente também solicitou e recebeu medicação antidepressiva.
Bolsonaro cumpre pena na PF desde 22 de novembro, após ser condenado por liderar uma trama golpista pós-eleições de 2022 e por violar a tornozeleira eletrônica. Sua cela na superintendência da PF, um quarto de 12 m² com televisão, ar-condicionado e banheiro privado, oferece maior conforto que um presídio comum.
As visitas são restritas e dependem de autorização prévia de Moraes, com exceção de médicos e advogados.