O dia 1º de julho traz um quadro de severos contrastes climáticos no Brasil, com o Sul enfrentando chuvas intensas enquanto o Nordeste sofre com a seca. A situação é resultado da ação de uma frente fria estacionária, que se combina com a umidade e calor advindos da Região Amazônica.
Na Região Sul, a meteorologia indica um estado de alerta elevado, principalmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Desde as primeiras horas da manhã, o choque entre diferentes massas de ar resulta em chuvas fortes e temporais isolados, acompanhados por trovoadas. A partir da tarde, a situação se agrava devido à formação de uma nova área de baixa pressão entre o Paraguai e o norte da Argentina, que deve intensificar a instabilidade.
Esse sistema em desenvolvimento, associado a um cavado nos níveis médios da atmosfera, aumenta o potencial de tempestades severas e volumes significativos de chuva na metade norte do Rio Grande do Sul, além do oeste e sul de Santa Catarina e do sudoeste do Paraná. Enquanto isso, as temperaturas nas áreas serranas do Rio Grande do Sul podem registrar marcas negativas, enquanto o Paraná observa uma leve elevação das temperaturas devido à condição pré-frontal.
Contrapõe-se a essa situação a Região Sudeste, que permanece sob a influência de uma massa de ar seco, resultando em tempo firme e céu limpo na maior parte da região. Estados como São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais devem ter predominância de sol, com apenas alguns nevoeiros matinais em locais com vales e baixadas.
A condição de estiagem severa também se faz presente na Região Centro-Oeste, onde o sol brilha intensamente e as temperaturas se elevam rapidamente ao longo do dia. A umidade do ar pode cair para níveis críticos, abaixo dos 20%, especialmente no interior de Mato Grosso e no extremo norte de Goiás, acendendo um alerta para a saúde pública.
Na Região Nordeste, o clima apresenta uma divisão sazonal clássica, com um litoral úmido e um interior árido. Os ventos oceânicos favorecem a formação de núcleos de nebulosidade na faixa litorânea, que vai do Rio Grande do Norte ao sul da Bahia. Há risco de temporais na costa baiana, particularmente entre Salvador e Ilhéus.