O câncer colorretal, que atinge o intestino grosso e o reto, se destaca como uma das neoplasias mais frequentes no Brasil. A boa notícia é que a doença pode ser prevenida e, quando diagnosticada de forma precoce, apresenta altas taxas de cura. A realização de exames preventivos é crucial nesse processo, conforme explica o médico oncologista e professor do curso de Medicina da Universidade de Cuiabá (Unic), Marcelo Bumlai.
De acordo com Bumlai, um dos aspectos que torna o câncer colorretal especial é que ele frequentemente se origina a partir de pólipos, formações que podem ser detectadas e removidas antes de se tornarem malignas. "Por isso, os exames preventivos desempenham um papel fundamental na redução da mortalidade associada a essa doença", destaca o especialista.
Entre os principais exames recomendados para a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer colorretal, destaca-se a colonoscopia, indicada a partir dos 45 anos para indivíduos sem fatores de risco. Este exame é essencial, pois permite a visualização completa do intestino grosso e do reto, possibilitando a identificação e remoção de pólipos que poderiam evoluir para tumores. "Além de detectar lesões precoces, a colonoscopia atua na prevenção, pois possibilita a remoção de alterações suspeitas durante o exame", explica Dr. Bumlai.
Outro exame importante é a pesquisa de sangue oculto nas fezes, que também deve ser realizado a partir dos 45 anos, conforme orientação médica. Este teste identifica pequenas quantidades de sangue que não são visíveis a olho nu e é um método simples e não invasivo, utilizado em programas de rastreamento populacional. Para sua realização, é necessária uma dieta prévia.
Além disso, o teste imunoquímico fecal (FIT) é recomendado a partir dos 45 anos e se assemelha à pesquisa de sangue oculto, mas apresenta maior sensibilidade para detectar sangramentos associados a lesões intestinais. Caso o resultado do FIT seja positivo, a realização da colonoscopia é geralmente indicada.
Marcelo Bumlai alerta que é fundamental realizar consultas periódicas com especialistas, independentemente da faixa etária, principalmente diante de sintomas ou fatores de risco. "O acompanhamento médico é essencial para determinar quais métodos de rastreamento são mais adequados para cada indivíduo", completa.