Na próxima quinta-feira, o PL se reunirá às 10 horas para deliberar sobre os rumos da legenda nas eleições deste ano. A convocação ocorre após cobranças do pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro, que questionou a formação de um palanque próprio em Pernambuco. Embora tenha discutido com Anderson Ferreira a possibilidade de um palanque liderado por um candidato ao Senado ou ao Governo, a legenda está considerando uma candidatura ao Executivo devido à resistência dos principais nomes da sigla, como Ferreira e o deputado federal Mendonça Filho, em concorrer ao Senado.
Em entrevista a este blog, Anderson Ferreira ressaltou que ainda não há uma posição definida em relação a uma candidatura ao governo de Pernambuco. "Não temos ideia fixa sobre isso. Vamos reunir as lideranças partidárias e discutir abertamente que posição devemos tomar para ajudar Flávio, mas também os nossos candidatos proporcionais", explicou. Ele não descarta a possibilidade de uma candidatura ao Senado, mas enfatizou que, se a escolha for por um candidato ao governo, este deverá ter um vínculo com Flávio ou ter atuado na administração de Jair Bolsonaro.
A discussão sobre uma candidatura ao governo pelo bolsonarismo ultrapassou as fronteiras do PL, envolvendo lideranças de direita como o ex-ministro Gilson Machado, do Podemos, e Técio Telles, presidente estadual do Partido Novo. Ambos expressaram preocupações, afirmando que, se o PL seguir por esse caminho, poderá favorecer as candidaturas do PSB e do PT. Segundo suas análises, um candidato de direita teria menos de 10% dos votos, mas isso poderia resultar em um segundo turno, beneficiando João Campos.
Anderson Ferreira optou por não se aprofundar nesse debate, limitando-se a afirmar que está focado nas questões do seu partido e nas candidaturas que pretende apoiar. No entanto, a manifestação de lideranças externas ao PL causou desconforto dentro da legenda, com alguns membros argumentando que críticas a iniciativas que visam apoiar Flávio Bolsonaro não deveriam partir de quem não está alinhado com as diretrizes do partido.
Enquanto isso, a cidade de Serra Talhada enfrenta um momento difícil, com a suspensão dos festejos juninos após um tiroteio que resultou na morte do autor dos disparos, Edson Alves da Rocha, e deixou mais de 10 pessoas feridas, incluindo policiais. O incidente ocorreu na Estação do Forró durante as festividades e está sendo investigado pela Polícia. A falta de segurança e revista adequada no local gerou descontentamento entre os presentes.
Com os desdobramentos políticos em Pernambuco e os eventos trágicos em Serra Talhada, a PERGUNTA que não quer CALAR permanece: qual será o tamanho do palanque de Flávio Bolsonaro em Pernambuco?