O jornalista Raphael Guerra, conhecido por sua coluna sobre segurança, foi laureado em duas categorias do 42º Prêmio Direitos Humanos de Jornalismo. Seu trabalho se destacou em meio a 285 inscrições de trabalhos do Brasil e do Uruguai, concorrendo em dez categorias.
Guerra conquistou o segundo lugar na categoria Texto/Impresso, com sua cobertura especial sobre o escândalo de corrupção no sistema prisional de Pernambuco. A série de reportagens detalhou as investigações da Polícia Federal que resultaram na prisão de servidores públicos acusados de crimes no Presídio de Igarassu. A cobertura, que se estendeu por quatro meses, expôs o esquema de corrupção na unidade prisional, a mais precária e superlotada do estado, e também abordou o papel dos diferentes poderes na busca por melhorias no sistema carcerário, visando à ressocialização dos detentos e ao combate à criminalidade dentro dos presídios.
Na categoria Crônica, Guerra obteve o terceiro lugar com o trabalho intitulado “E se o tiro fosse no meu filho?”. O texto, publicado em outubro, narra o impacto de uma operação policial em uma comunidade, resultando em medo e morte. Esta é a segunda vez consecutiva que Raphael Guerra é reconhecido nesta categoria, tendo recebido menção honrosa no ano anterior.
A cerimônia de premiação está agendada para o dia 10 de dezembro, em Porto Alegre, Rio Grande do Sul. O prêmio é promovido pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e pela Ordem dos Advogados do Brasil – RS (OAB/RS), com o apoio de outras entidades.
Em 2025, Guerra também foi premiado em outras duas premiações nacionais por trabalhos ísticos relacionados aos direitos humanos. A cobertura especial sobre a Chacina de Camaragibe venceu a categoria Regional do 2º Prêmio Nacional de Jornalismo do Poder Judiciário, promovido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Além disso, a reportagem especial sobre stalking, publicada em 2 de agosto de 2024, ficou em terceiro lugar na categoria Mídia da 5ª edição do Prêmio CNJ Juíza Viviane Vieira do Amaral, promovida pelo Conselho Nacional de Justiça.