O escritor e médico psiquiatra Augusto Cury revelou, nesta quarta-feira (5/8), que o ex-deputado federal Júlio Delgado será seu candidato a vice-presidente nas eleições presidenciais. A divulgação foi feita por meio de uma carta aberta à nação, onde Cury ressaltou a trajetória política de Delgado e apresentou algumas das principais propostas que pretende implementar em um eventual governo.
Na carta, Cury destacou que a escolha de Júlio Delgado recebeu o apoio do presidente nacional do Avante, Luís Tibé, e descreveu a formação da chapa como uma iniciativa voltada para a superação da polarização política, com foco em um programa de governo que priorize propostas de Estado. O presidenciável enfatizou a experiência de Delgado, que atualmente está em seu sexto mandato como deputado federal.
Cury também mencionou a atuação de Júlio Delgado em diversas comissões da Câmara dos Deputados e sua participação em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) que abordaram temas como a Lava Jato, o Mensalão, a Petrobras e Brumadinho. Além disso, o novo vice foi presidente da CPI que investigou o rompimento da barragem do Córrego do Feijão, em Brumadinho.
Caso venham a ser eleitos, Cury afirmou que delegará a Delgado a responsabilidade de conduzir as negociações de três reformas que considera prioritárias para o Brasil. A primeira proposta sugere a adoção de um sistema semipresidencialista, com a criação da figura do primeiro-ministro, que seria responsável pela administração do governo, enquanto o presidente manteria o cargo de chefe de Estado.
A segunda reforma proposta por Cury envolve mudanças na composição do Supremo Tribunal Federal (STF), que incluirá a imposição de um mandato de oito anos para os ministros, um limite de idade mínima de 50 anos para nomeações, a redução do número de integrantes da Corte e novas diretrizes para a seleção de magistrados.
Por fim, a terceira proposta busca fortalecer a política externa do Brasil, transformando o Ministério das Relações Exteriores em uma estrutura com maior relevância política e econômica, inspirada em modelos adotados pelos Estados Unidos. Cury acredita que essa medida poderá ampliar as exportações brasileiras e reforçar a presença do país no cenário internacional.