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Nobel de Economia destaca a relevância da imigração para a inovação no Vale do Silício

Joel Mokyr, Nobel de Ciências Econômicas de 2025, afirmou que o populismo e a xenofobia ameaçam a inovação tecnológica. Ele ressaltou a importância dos...

O economista Joel Mokyr, naturalizado norte-americano e laureado com o Nobel de Ciências Econômicas de 2025, fez uma análise crítica durante sua palestra no 14º Fórum de Lisboa, realizado no dia 3 de junho de 2026. Em sua apresentação, Mokyr enfatizou que a inovação tecnológica enfrenta importantes desafios, sendo o populismo e a xenofobia as principais ameaças que podem comprometer esse avanço. Ele destacou que a migração é um fator crucial para o progresso em ciência e tecnologia.

Mokyr declarou que a alta tecnologia nos Estados Unidos, especialmente no Vale do Silício e nas universidades, depende significativamente do trabalho de imigrantes, que têm mostrado desempenho superior à média. Durante sua fala de aproximadamente 50 minutos, o professor da Universidade Northwestern argumentou que a movimentação de pessoas em busca de melhores oportunidades é uma das chaves para o desenvolvimento tecnológico.

O Nobel também abordou a questão da imigração sob a perspectiva de seus benefícios para a economia. Segundo ele, estudos indicam que imigrantes não apenas contribuem para o crescimento econômico, mas também oferecem vantagens significativas para os trabalhadores nativos. No entanto, Mokyr alertou que os discursos anti-imigração, frequentemente fundamentados em preconceitos e desinformação, têm ganhado força, colocando em risco esses avanços.

Além disso, o economista criticou a desvalorização de intelectuais e acadêmicos promovida por políticas populistas. Ele argumentou que esses movimentos podem levar ao retrocesso no progresso social e científico, substituindo uma elite por outra, ainda mais prejudicial. Mokyr mencionou autocracias como Rússia, Hungria, Turquia e China como exemplos de regimes que se opõem à liberdade de pesquisa e ao intercâmbio de ideias.

Em sua palestra, o professor também fez referência a um estudo que compara o desempenho em inovação entre democracias liberais e regimes autocráticos. Ele destacou que, embora tecnologias como as máquinas quânticas possam gerar inovações, o verdadeiro florescimento da ciência ocorre em ambientes livres de interferências externas. Mokyr expressou sua preocupação com a situação atual nos EUA, que, apesar de ser uma nação líder em tecnologia, parece contradizer essa lógica.

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