Para facilitar o contato, um dos editores da revista solicitou a Geddel Vieira Lima que ajudasse na marcação de um encontro com Wagner. Naquele período, Geddel mantinha um apartamento em Salvador, que, segundo rumores, servia para guardar uma significativa quantia em dinheiro.
A confirmação do almoço com Jaques Wagner veio rapidamente, e eu, acompanhado do editor, embarquei em uma viagem rápida à Bahia. Ao chegarmos, Geddel nos aguardava na entrada do prédio, onde trocamos algumas palavras antes de subir para o andar do governador. Ao chegarmos, a secretária de Wagner nos informou que precisaríamos aguardar um momento, pois ele estava em reunião com Norberto Odebrecht.
O tempo foi passando, e a expectativa aumentava. Após cerca de quarenta minutos de espera, a secretária nos comunicou que o governador estaria disponível em cinco minutos. Antes que isso acontecesse, uma porta lateral se abriu e uma mulher, vestindo uma minissaia, saiu do gabinete, acenando de forma amigável para a secretária.
Logo após, Jaques Wagner apareceu, com o cabelo molhado e um sorriso no rosto, convidando-nos a entrar em sua sala. A presença de Norberto Odebrecht, que estava anteriormente na reunião, parecia ter se dissipado rapidamente, como se tivesse deixado o local de forma discreta antes de nossa entrada.