Na madrugada de sexta-feira, 19, forças israelenses realizaram uma ofensiva contra alvos do Hezbollah no sul do Líbano, intensificando as tensões entre Israel e o Irã, em um momento em que um acordo de paz entre os Estados Unidos e o Irã está em jogo. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu continua a desafiar as diretrizes do pacto, que busca encerrar os conflitos no Oriente Médio.
O Hezbollah, grupo militante respaldado pelo regime iraniano, confirmou a ocorrência de combates intensos na região e, segundo uma agência estatal libanesa, 16 pessoas foram mortas devido aos ataques aéreos israelenses. O governo israelense não faz parte do acordo de paz, que inclui a cessação das hostilidades contra o Líbano como uma exigência do Irã.
As negociações referentes ao programa nuclear iraniano, que estavam agendadas para iniciar na mesma data, foram adiadas. A emissora Al-Mayadeen, que possui sede no Líbano e é considerada aliada do Hezbollah, informou que o Irã optou por não enviar uma delegação à Suíça em virtude da ofensiva militar israelense.
Além disso, a visita do vice-presidente americano, J.D. Vance, à Suíça, que estava programada para a mesma data, também foi postergada devido ao impasse nas negociações. O governo de Israel justifica a manutenção de seu controle sobre parte do sul do Líbano como medida de defesa contra as ações do Hezbollah.
A situação no Líbano e as repercussões no cenário internacional continuam a ser monitoradas atentamente, especialmente em relação ao impacto que esses eventos podem ter nas negociações em andamento sobre o programa nuclear do Irã.