O Partido dos Trabalhadores (PT) está se organizando para utilizar a quantia máxima que pode ser autorizada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2026. Embora os números ainda não tenham sido definidos, a expectativa é que os valores permitidos em 2022 sejam mantidos para as próximas eleições.
A definição sobre o montante que poderá ser reservado por cada candidatura deve ser anunciada em breve. Nas eleições de 2022, o total disponível para cada candidato à Presidência foi de R$ 133,4 milhões, considerando os dois turnos da disputa. Para a campanha de Lula, isso se traduz em R$ 88,94 milhões para o primeiro turno e R$ 44,44 milhões para um eventual segundo turno.
Em 2022, Lula contou com R$ 130 milhões em recursos, que representavam um valor ligeiramente inferior aos R$ 132 milhões que poderia gastar. Em 2026, os 30 partidos políticos receberão, em conjunto, R$ 4,9 bilhões do Fundo Eleitoral, o mesmo montante disponibilizado nas eleições anteriores.
O PT, por sua vez, terá acesso a R$ 615 milhões em 2026, um aumento em relação aos R$ 499,6 milhões que recebeu em 2022. Esse valor torna o PT o segundo partido que mais receberá recursos, ficando atrás apenas do PL, que receberá R$ 881,7 milhões.
Na quarta-feira, 17 de junho de 2026, o presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, se reuniu com presidentes de partidos políticos. Durante o encontro, os representantes reforçaram o pedido para que o teto de gastos permitido pela Corte seja o mesmo de 2022. Argumentaram que o limite de despesas para as candidaturas não deve ser ajustado pela inflação, uma vez que o Fundo Especial de Financiamento de Campanha também não sofreu correção nesse período. Essa proposta já está sendo analisada pelo tribunal.