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Senado debate estratégias para prevenção da cegueira no Brasil

Em audiência pública, participantes discutem a importância do diagnóstico precoce e do acesso à Saúde Ocular, com foco em populações vulneráveis. Medidas incluem atualização...

A Comissão de Assuntos Sociais do Senado (CAS) realizou uma audiência pública no dia 8 de julho de 2026 para debater o combate à cegueira evitável no Brasil. Durante o encontro, os debatedores enfatizaram a necessidade de priorizar o atendimento a crianças, visando a correção precoce de problemas visuais, além de promover maior equidade no acesso à Saúde Ocular, especialmente para populações que residem em áreas rurais, periféricas e comunidades indígenas.

A audiência foi solicitada pelo senador Dr. Hiran, membro do Partido Progressista de Roraima e médico oftalmologista. O evento contou com a participação de representantes do governo federal, entidades médicas, comunidades indígenas e organizações internacionais, que trouxeram diversas perspectivas sobre o tema.

Entre as propostas discutidas, destacaram-se a atualização dos protocolos de tratamento para catarata e glaucoma, a adoção de inteligência artificial e a atuação de profissionais locais para ampliar o atendimento em comunidades remotas e indígenas. Essas iniciativas visam aumentar a cobertura e a eficácia do cuidado ocular no Brasil.

O debate se insere no contexto de preparação do país para a Cúpula da Saúde Ocular, programada para novembro de 2026 em Antígua e Barbuda. Além disso, a Comissão de Assuntos Sociais planeja constituir um grupo de trabalho que será responsável pela elaboração de um Plano de Ação Nacional de Saúde Ocular.

O senador Hiran destacou que as consultas e exames oftalmológicos não devem estar restritos a hospitais de média e alta complexidade. Ele argumentou que a oftalmologia deve ser integrada aos núcleos de saúde da família, enfatizando que é crucial garantir acesso aos serviços nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), principalmente nas regiões mais isoladas do país.

Camila Carloni Gasparro, do Ministério da Saúde, ressaltou a relevância de desenvolver políticas voltadas para a infância, especialmente até os sete anos, a fim de prevenir e reverter complicações visuais. Segundo ela, a primeira infância é um período crucial para resolver problemas de Saúde Ocular, evitando complicações futuras.

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