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Teresa Leitão defende Davi Alcolumbre após críticas do PT sobre tramitação da PEC

A senadora Teresa Leitão respondeu às críticas do deputado Pedro Uczai em relação à condução da PEC do fim da 6 X 1, destacando...

A senadora Teresa Leitão (PT-PE) manifestou-se na quarta-feira (8.jul.2026) em defesa do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), após críticas feitas pelo líder do PT na Câmara, deputado Pedro Uczai (PT-SC). Uczai questionou o ritmo da tramitação da PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que visa o fim da 6 X 1. Em entrevista, a nova líder do Governo no Senado ressaltou que a opinião de Uczai é individual e que a bancada do PT na Casa Alta não compartilha dessa visão.

Teresa também abordou a tensa relação entre Davi Alcolumbre e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se deteriorou após a indicação de Jorge Messias ao STF em novembro de 2025. O Senado rejeitou a nomeação em 29 de abril, marcando a primeira vez em 132 anos que um nome indicado foi barrado. Alcolumbre teve papel central na articulação que levou à rejeição, uma vez que o senador Rodrigo Pacheco (PSB-MG), amigo de Alcolumbre, não foi o escolhido por Lula.

No dia 25 de junho, Lula nomeou Teresa Leitão como líder do Governo no Senado, sucedendo Jaques Wagner (PT-BA), que deixou o cargo após ser alvo da Polícia Federal na operação Compliance Zero, relacionada ao Banco Master e seu fundador, Daniel Vorcaro. Durante a quarta-feira, a bancada do PT expressou sua solidariedade a Wagner, que busca se reeleger e se defender das acusações.

Em relação à sua nova função, Teresa Leitão destacou a importância de avançar com a PEC da 6 X 1, que considera prioritária, e afirmou que sua intenção é destravar o processo legislativo. Ela mencionou que outras propostas ainda necessitam de discussões e aperfeiçoamentos, mas que o governo já manifestou publicamente sua posição sobre as prioridades.

Questionada sobre a possibilidade de adiar a pauta até após as eleições, a senadora afirmou que não deseja submeter todo o trabalho legislativo ao calendário eleitoral. Ela enfatizou que haverá atividades no Congresso em agosto e setembro, mesmo que em formato semipresencial, e que será necessário um esforço concentrado para aprovar as matérias essenciais. Para isso, Teresa acredita que é imprescindível alcançar um consenso entre os líderes e o governo sobre o que é considerado essencial para ser pautado.

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