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Toffoli ignora PGR na véspera de Natal e impõe confronto entre dono de banco e diretor do BC

Ministro decidiu na véspera de Natal manter audiência entre banqueiro, ex-presidente do BRB e diretor do Banco Central, apesar de alerta de Paulo Gonet sobre precipitação da medida.

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), indeferiu a solicitação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, e manteve a realização da acareação no âmbito das investigações sobre o Banco Master. A decisão foi proferida na noite de quarta-feira (24), véspera de Natal, garantindo que a audiência ocorra na próxima terça-feira (30), durante o recesso do Judiciário.

O embate jurídico se deu em torno da oportunidade da medida. Enquanto Gonet argumentou que a acareação (entenda o que é acareação clicando aqui) seria prematura — visto que sequer houve depoimentos individuais prévios para estabelecer contradições formais —, Toffoli sustentou que os autos do inquérito, que tramita sob sigilo, já apresentam inconsistências suficientes para justificar o confronto de versões.

A ordem do magistrado causou surpresa entre investigadores da Polícia Federal e membros do Ministério Público, uma vez que a diligência foi determinada de ofício, ou seja, sem provocação dos órgãos de controle. Há, nos bastidores, a preocupação de que a medida possa constranger a diretoria do Banco Central, autarquia responsável por barrar a operação e denunciar as irregularidades.

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