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Entrada nos EUA pode exigir histórico de 5 anos nas redes sociais

Proposta da Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) visa coletar dados digitais e familiares detalhados de viajantes, gerando debate sobre privacidade e...

Proposta da Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) visa coletar dados digitais e familiares detalhados de viajantes, gerando debate sobre privacidade e segurança.

EUA podem exigir histórico de redes sociais dos últimos cinco anos para entrada, em proposta da CBP que levanta debate sobre privacidade e segurança.

O governo dos Estados Unidos está considerando uma proposta significativa que pode alterar drasticamente o processo de entrada no país para milhões de viajantes. A Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras (CBP) apresentou uma medida que exigiria dos visitantes o histórico de atividade nas redes sociais dos últimos cinco anos, além de outras informações pessoais detalhadas.

Essa mudança, se aprovada, impactaria não apenas aqueles que participam do programa de isenção de visto, mas também diversos outros tipos de visitantes.

Atualmente, cidadãos de 42 países podem ingressar nos EUA por até 90 dias sem a necessidade de um visto tradicional, utilizando apenas uma autorização eletrônica (ESTA). O formulário ESTA solicita dados básicos como e-mail, endereço e contato de emergência, com validade de dois anos. A nova proposta da CBP, no entanto, vai muito além, buscando uma análise profunda da vida digital e familiar dos viajantes antes da aprovação de entrada.

Detalhes da Nova Exigência

As informações adicionais que a CBP pretende solicitar incluem nomes de usuários e links de redes sociais, endereços de e-mail utilizados na última década, e dados completos sobre pais, filhos, irmãos e cônjuges, como nomes, datas de nascimento e locais de residência. Além disso, a agência propõe a criação de uma taxa extra de “integridade de visto” no valor de 250 dólares.

Embora viajantes de países isentos de visto não precisem pagar essa taxa, eles ainda estariam sujeitos à rigorosa coleta de informações.

Especialistas na área de imigração veem essa proposta como uma mudança de paradigma. Bo Cooper, da consultoria Fragomen, apontou que a avaliação deixaria de focar apenas em fatos concretos, como indícios de crimes, para analisar o conteúdo que as pessoas publicam.

Essa abordagem levanta preocupações significativas sobre a privacidade e as liberdades civis. A Electronic Frontier Foundation (EFF) criticou veementemente a medida, classificando-a como uma forma de vigilância obrigatória que não se mostra eficaz na identificação de criminosos e que expõe a privacidade de viajantes e seus círculos próximos.

A proposta da CBP está agora em um período de comentários públicos de 60 dias, durante o qual indivíduos e organizações podem expressar suas opiniões. A decisão final sobre a implementação dessas novas e rigorosas exigências terá um impacto global na forma como as pessoas planejam suas viagens para os Estados Unidos, redefinindo os limites da privacidade na fronteira.

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