Durante uma reunião ministerial realizada no Palácio do Planalto nesta quarta-feira, 3 de junho de 2026, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez críticas contundentes ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio. Lula afirmou que Rubio "não gosta da América Latina e muito menos do Brasil", referindo-se à escalada das tensões entre Brasília e Washington.
As declarações de Lula surgem como resposta a comentários feitos por Rubio na véspera, em que o secretário de Estado classificou o Brasil como um país "não amigável" aos interesses norte-americanos. O presidente brasileiro enfatizou que o governo busca manter uma relação institucional com os EUA e que não tem a intenção de fomentar conflitos diplomáticos.
"É importante que eles saibam que nós não queremos guerra. É importante que eles saibam que nós queremos construir a narrativa verdadeira de uma relação que já dura 201 anos", declarou Lula, reforçando seu compromisso com o diálogo.
Além disso, o presidente criticou a maneira como os Estados Unidos anunciaram novas medidas comerciais contra o Brasil, afirmando que o país não pode aceitar o tratamento recebido na semana anterior. Lula expressou surpresa com a decisão de Donald Trump, ressaltando que o governo brasileiro havia mantido negociações com autoridades norte-americanas nos meses anteriores.
"Confesso a vocês que fui pego de surpresa", afirmou Lula, indicando que planeja enviar uma nova carta ao presidente dos EUA para contestar os argumentos apresentados por membros do governo americano.
O presidente também destacou a importância de uma política externa multilateral, atribuindo os conflitos internacionais recentes a "decisões unilaterais". Lula reiterou que o Brasil continuará a defender o fortalecimento das instituições internacionais e a democracia.