O deputado Jonas Donizette, líder do PSB na Câmara, manifestou apoio à candidatura de Márcio França ao governo de São Paulo. Donizette considera que o ex-governador pode ser um nome forte para a disputa, aumentando a chance de que a eleição não seja decidida no primeiro turno. Ele afirma que é essencial para o partido ter um palanque próprio e, assim, conseguir um maior número de deputados eleitos.
França, que já ocupou o cargo de governador, é visto por Donizette como um candidato com experiência e conhecimento, especialmente nas regiões do interior de São Paulo. O congressista destaca que as pesquisas já indicam uma boa aceitação do nome de França entre os eleitores, o que torna sua candidatura uma possibilidade a ser considerada seriamente.
Atualmente, o governador Tarcísio de Freitas, do Republicanos, é o principal candidato à reeleição e lidera as intenções de voto. Com a desistência de outros concorrentes, como o deputado Kim Kataguiri e o ex-prefeito de Santo André, Paulo Serra, Donizette acredita que surgem novas oportunidades para o PSB, que se posiciona como um dos partidos prontos para lançar um candidato.
De acordo com Donizette, o cenário atual pode levar a uma configuração de eleição que se assemelha a um segundo turno já no primeiro. Ele ressalta a importância de debates, afirmando que a ausência de um dos principais candidatos pode impactar a dinâmica eleitoral. Para ele, essa situação é um indicativo de que a disputa será acirrada e precisa ser acompanhada de perto.
A eleição em São Paulo é considerada fundamental para a campanha de reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, já que o PT obteve 4,3 milhões de votos a mais em 2022 em comparação a 2018, quando Fernando Haddad foi o candidato ao Planalto. França, por sua vez, também se coloca como pré-candidato ao Senado, buscando um entendimento com o pré-candidato do PT ao governo, Fernando Haddad, podendo até mesmo se oferecer para ser vice do petista.
Jonas Donizette acredita que a mediação de Lula será importante neste processo. Ele menciona que, caso o presidente convoque França para discutir a candidatura, isso pode resultar em um entendimento positivo entre as partes. A expectativa é que haja uma reunião entre Lula, Haddad e França no dia 24 de junho de 2026.