RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Vereador de São Paulo é detido em operação contra lavagem de dinheiro do PCC

A operação Última Parada, realizada pelo Ministério Público e pela Polícia Civil, resultou na prisão de cinco pessoas, incluindo o vereador Senival Moura, em...

O Ministério Público de São Paulo, em conjunto com a Polícia Civil, deflagrou na quinta-feira (25.jun.2026) a operação nomeada Última Parada, focada em um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao PCC (Primeiro Comando da Capital) dentro do transporte público da cidade. A ação resultou na prisão de cinco alvos, incluindo o vereador Senival Moura, do PT, e o presidente da Transunião Transportes S.A.

Os mandados de prisão foram executados em diversos endereços na capital paulista, na Grande São Paulo e também em Extrema, em Minas Gerais. A operação é coordenada pelo DEIC (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) do MPSP.

Conforme informações obtidas, a operação contou com cinco mandados de prisão temporária e 103 de busca e apreensão. Entre os alvos dos mandados de prisão estão, além de Senival Moura, Jair Ramos de Freitas, conhecido como “Cachorrão”, que é apontado como diretor informal da empresa; Devanil de Souza Nascimento, o “Sapo”, motorista e confidente do vereador; Lourival Monário, o “Orelha”, atual presidente da Transunião; e Leonel Moreira Martins, o “Cabeça Branca”, supervisor operacional da companhia.

As investigações tiveram início após o assassinato de Adauto Soares Jorge, ex-presidente da Transunião, em 2020. De acordo com o MPSP e a Polícia Civil, foram reunidas evidências que indicam que a concessionária foi utilizada pelo PCC para a lavagem de dinheiro, recebendo mais de R$ 300 milhões do sistema de transporte da cidade apenas em 2025.

Os investigadores identificaram a existência de um núcleo paralelo que tomava decisões relacionadas à Transunião, incluindo transferências de valores para membros do PCC. Há também indícios de irregularidades na alteração societária da empresa, onde o capital social teria aumentado de pouco mais de R$ 100 mil para mais de R$ 50 milhões, sem uma origem clara para esses recursos.

A Justiça determinou uma série de medidas contra os investigados e a Transunião, entre as quais se destacam: o bloqueio de R$ 194 milhões em contas bancárias, sequestro de 117 veículos, bloqueio de 21 imóveis e sequestro de três embarcações. Além disso, diretores da Transunião foram afastados e a Prefeitura de São Paulo foi notificada para adotar providências administrativas e contratuais, incluindo a possibilidade de intervenção.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.