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Autopromoção sufoca planos de governo em campanhas online, aponta estudo

Pesquisa internacional revela que a comunicação política digital prioriza a imagem do candidato, ofuscando o debate sobre propostas concretas. Um estudo internacional revela que...

Pesquisa internacional revela que a comunicação política digital prioriza a imagem do candidato, ofuscando o debate sobre propostas concretas.

Um estudo internacional revela que a autopromoção de candidatos domina campanhas online, sufocando a discussão de planos de governo em plataformas digitais.

As campanhas eleitorais nas redes sociais deixaram de priorizar o confronto de projetos de governo e passaram a operar como disputas centradas na autopromoção dos candidatos. Esta é a principal conclusão de um estudo internacional desenvolvido por equipes de pesquisa de 14 universidades ibero-americanas, que analisou 32.416 publicações feitas por candidatos presidenciais em 15 países, incluindo o Brasil.

A pesquisa examinou conteúdos publicados nas plataformas X, TikTok, Instagram e Facebook. O objetivo central foi compreender como se estrutura, atualmente, a comunicação política digital, que se mostra cada vez mais distante de um debate substantivo e focada na construção de uma imagem pessoal.

O recorte temporal da análise incluiu períodos de campanha realizadas entre março e junho de 2024 na Argentina, Chile, Equador, Peru, Bolívia e Paraguai. Já para Espanha, Portugal, Costa Rica, Panamá, México, El Salvador, Honduras, Brasil e Uruguai, foram considerados os períodos de março a junho de 2025, abrangendo suas últimas campanhas eleitorais.

A Metodologia por Trás da Análise

Os pesquisadores analisaram os conteúdos dos dois candidatos mais votados de cada país. Foram exploradas diversas variáveis relacionadas às narrativas utilizadas nas campanhas, incluindo os formatos das histórias contadas nos posts, os tipos de conteúdo, a gramática digital empregada, o uso de hashtags, os cenários apresentados, o grau de interação, o estilo de comunicação, a temática abordada e as reações do público, como curtidas, comentários e compartilhamentos.

Essa metodologia abrangente permitiu identificar um padrão claro: a prevalência de mensagens que enaltecem a figura do candidato em detrimento de discussões aprofundadas sobre políticas públicas e planos de governo. O estudo sugere que essa mudança impacta diretamente a qualidade do debate democrático, transformando as eleições em concursos de popularidade digital.

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