Em 2025, o número de mortes em intervenções policiais no Brasil chegou a 6.602, com um aumento significativo de 5,4% em relação a 2024. Este dado representa o maior registro desde que a série histórica começou em 2016, conforme aponta o Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado em 23 de julho de 2026 pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública.
O levantamento revela que, em média, 18 pessoas morreram por dia em decorrência de intervenções policiais durante o ano passado. Além disso, essas mortes corresponderam a 16,2% do total de mortes violentas intencionais registradas no país, o que equivale a uma em cada seis fatalidades.
Entre os estados, o Amapá destacou-se com a maior taxa de letalidade policial, registrando 17,1 mortes por 100 mil habitantes. Seguiram-se a Bahia, com 10,6, Sergipe, com 8,4, e Pará, com 7,7. Em termos absolutos, as cidades que apresentaram o maior número de mortes em intervenções policiais foram Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo e Curitiba.
A análise também mostrou que a taxa de mortes em intervenções policiais entre homens foi de 6,19 por 100 mil habitantes, enquanto que entre mulheres, o índice foi de apenas 0,04 por 100 mil habitantes. Entre a população negra, a taxa foi de 3,5 por 100 mil, contrastando com 1,0 por 100 mil entre pessoas brancas, evidenciando que a letalidade policial entre negros foi 3,5 vezes maior do que entre brancos.
Esses dados refletem uma realidade alarmante e trazem à tona questões sobre a Segurança Pública e a atuação das forças policiais no Brasil, especialmente em um cenário onde os números de mortes violentas continuam a ser uma preocupação constante para a sociedade.