Marjane Satrapi, renomada autora franco-iraniana, faleceu aos 56 anos na França, conforme comunicado do governo francês divulgado na quinta-feira, 4 de junho de 2026. Satrapi se destacou como artista plástica, escritora e ativista, sendo amplamente reconhecida pela graphic novel "Persépolis", lançada em 2000, que retrata sua infância em Teerã durante a Revolução Islâmica.
A obra "Persépolis" foi adaptada para o cinema em 2007, com direção de Marjane Satrapi e Vincent Paronnaud. O longa-metragem conquistou o Prêmio do Júri no Festival de Cannes em 2007 e recebeu uma indicação ao Oscar, solidificando ainda mais a relevância da autora no cenário cultural internacional.
O Palácio do Eliseu, residência oficial da presidência francesa, emitiu uma nota lamentando a morte de Satrapi, destacando que sua obra “cativou uma audiência global”. O comunicado ressalta que a perda da artista representa um marco significativo na cultura francesa, ressaltando seu compromisso com a liberdade e a mensagem universal contida em seu trabalho.
Marjane Satrapi era uma crítica do regime iraniano e apoiava o movimento “Mulher, Vida, Liberdade”, que emergiu após a morte de Mahsa Amini, de 22 anos, sob custódia policial em 2022. O incidente gerou intensos protestos e resistência no Irã, e Satrapi se tornou uma voz significativa nesse contexto.
O governo da França também manifestou que “o presidente da República e sua esposa prestam homenagem a uma grande artista que transformou a infância iraniana em uma fábula universal”, ressaltando o impacto duradouro de Satrapi na literatura e na arte contemporânea.