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Governo federal restabelece orçamento da ANTT após bloqueio

O Ministério dos Transportes anunciou a recomposição de R$ 50 milhões no orçamento da ANTT, que havia sido reduzido em R$ 57 milhões. A...

Na quarta-feira, 3 de junho de 2026, o Ministério dos Transportes confirmou a reposição de R$ 50 milhões no orçamento da ANTT (Agência Nacional dos Transportes Terrestres). Essa ação ocorre após um bloqueio orçamentário que resultou na redução de R$ 57 milhões, o que representou a maior diminuição entre as agências reguladoras do país.

Com esse aporte financeiro, o ministério busca restabelecer o limite orçamentário da ANTT em 90%. Apesar de também ter enfrentado cortes em seu orçamento, o Ministério dos Transportes conseguiu realizar uma economia de despesas, permitindo que recursos fossem direcionados para a agência reguladora.

Desde o anúncio do bloqueio, houve diálogo entre representantes da ANTT e do ministério sobre a necessidade de um eventual aporte financeiro. As duas instituições compartilham diversas atribuições, incluindo a condução de processos de concessões de rodovias e ferrovias, o que torna a colaboração essencial para a continuidade dos trabalhos.

Em uma entrevista realizada na terça-feira, 2 de junho, o diretor-geral da ANTT, Guilherme Theo Sampaio, destacou que o bloqueio orçamentário poderia impactar o cronograma de leilões programados para o ano, os quais estão previstos para ocorrer até dezembro. O ministro dos Transportes, George Santoro, ao anunciar o auxílio à ANTT, afirmou que a intenção é manter a programação de leilões para 2026.

O Ministério dos Transportes estabeleceu como meta para 2026 a realização de 13 leilões. Até o momento, apenas dois leilões foram realizados: o da Rotas Gerais, em Minas Gerais, e o da Rota dos Sertões, que abrange Pernambuco e Bahia. O leilão da Régis Bittencourt (BR-116) em São Paulo e Paraná está programado para julho, sendo o único com data definida até agora.

Caso as metas sejam cumpridas, o ministério igualará o número de leilões realizados em 2025. Para isso, será necessário realizar pelo menos dois leilões por mês até o final do ano. A lista inclui oito leilões ferroviários e três rodoviários, que são fundamentais para a infraestrutura de transporte do país.

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