A ação, que recebeu o nome de Operação Status On, resultou na apreensão de 10 porções de cocaína fracionadas e prontas para a comercialização. Além disso, os policiais recolheram um celular utilizado para as transações e um relógio. A análise do telefone revelou que ele era produto de furto, com registro na 26ª Delegacia de Polícia, localizada em Samambaia Norte.
A investigação teve início quando a Polícia Civil do DF (PCDF) identificou o perfil do traficante, que divulgava os entorpecentes em seu status. Nas postagens, a expressão “on”, acompanhada de setas, indicava que a droga estava disponível para entrega imediata. Para dificultar a identificação da atividade criminosa, o suspeito utilizava emojis como códigos para designar os produtos.
O emoji de golfinho era associado à cocaína, enquanto a bandeira da Colômbia representava a maconha. O símbolo de uma balinha indicava o ecstasy (MDMA) e a folha de papel simbolizava o LSD, popularmente conhecido como “papel” ou “selo”. As imagens exibidas no status também continham uma tabela de preços, evidenciando a comercialização visível das drogas.
Os preços eram variados: a porção de cocaína era vendida a R$ 50, com uma promoção de três unidades por R$ 130. A maconha colombiana tinha o valor de R$ 80 para cada cinco gramas, com um mínimo de 2g para compra. O ecstasy e o LSD eram comercializados a R$ 40 cada.
De acordo com a PCDF, o esquema permitia que os interessados escolhessem rapidamente a droga desejada de forma discreta, diretamente pelo status do aplicativo. O suspeito, cuja identidade não foi revelada, permanece preso e enfrentará acusações de tráfico de drogas e receptação.