Condenada por homicídio em primeiro grau, Cherie Townsend assassinou Susan Leeds em 2018 para financiar a viagem da filha, em caso com reviravolta de DNA.
Mulher é condenada nos EUA por matar enfermeira para roubar dinheiro e pagar viagem da filha. O caso, com reviravolta de DNA, levou quase sete anos para ser concluído.
Uma mulher foi condenada nos Estados Unidos pelo assassinato brutal de uma enfermeira aposentada, motivada pelo desespero em conseguir dinheiro para a viagem da filha. Cherie Townsend foi considerada culpada de homicídio em primeiro grau pela morte de Susan Leeds, um caso que chocou a comunidade e levou quase sete anos para ter um desfecho judicial.
O crime ocorreu em 3 de maio de 2018, quando Susan Leeds, de 66 anos, foi encontrada esfaqueada 17 vezes no pescoço e no tronco dentro de seu Mercedes-Benz, estacionado em um shopping. A promotoria revelou que Townsend atacou a vítima com a intenção de roubar aproximadamente 2 mil dólares, valor que precisava para custear a participação da filha em um acampamento e competição de cheerleaders na Flórida. A investigação apontou que Townsend foi ao shopping especificamente procurando uma vítima vulnerável para assaltar.
A reviravolta na investigação
Inicialmente, Cherie Townsend chegou a ser detida pelo Departamento de Polícia de Los Angeles no mesmo mês do crime, mas foi liberada seis dias depois por falta de provas concretas. Durante esse período, ela negou veementemente qualquer envolvimento no assassinato, apesar de admitir sua presença no shopping no dia dos fatos.
Posteriormente, Townsend chegou a mover uma ação judicial contra as autoridades, alegando detenção ilegal, difamação, discriminação racial e danos emocionais.
O impasse no caso perdurou até agosto de 2023, quando uma nova e decisiva evidência surgiu. A polícia conseguiu deter Cherie Townsend novamente após encontrar um celular com vestígios de seu DNA dentro do carro da vítima.
O aparelho continha, inclusive, uma foto da própria Townsend, confirmando de forma irrefutável sua presença e ligação com o local do crime.
De acordo com informações divulgadas pelo New York Post, a motivação de Townsend era a pressão financeira para arcar com os custos da viagem da filha. Ela chegou a considerar a criação de uma vaquinha online, mas desistiu da ideia por medo de envergonhar a jovem.
A vítima, Susan Leeds, era uma enfermeira aposentada que dedicou sua vida a cuidar de pacientes com diabetes grave, sendo descrita como uma pessoa dedicada e gentil.
Com a condenação, quase sete anos após o brutal assassinato, Cherie Townsend aguarda a leitura de sua sentença, marcada para 23 de janeiro. Ela poderá enfrentar uma pena de até 26 anos de prisão, encerrando um longo e complexo processo judicial que trouxe justiça à família de Susan Leeds.