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Educação

Comissão especial da Câmara adia para terça-feira análise do projeto ‘Escola sem Partido’

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Proposta estava pautada para ser discutida nesta quarta (7). Análise do texto foi adiada mais uma vez em razão do início da ordem do dia no plenário da Câmara para votação de projetos.

A comissão especial da Câmara que analisa o projeto que ficou conhecido como “Escola Sem Partido” adiou nesta quarta-feira (7), mais uma vez, a sessão que iria debater o relatório final. Uma nova reunião foi agendada para a próxima terça-feira (13) para tentar discutir o parecer do deputado Flavinho (PSC-SP) ao projeto polêmico.

A proposta, que pretende limitar o que os professores podem falar nas escolas, proíbe abordagens de identidade de gênero na educação.

Além disso, o texto obriga as instituições de ensino a afixarem um cartaz definindo deveres do professor em salas de aula, sala de professores e em outras áreas da escola.

O presidente da Comissão Especial, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), anunciou o adiamento quase cinco horas depois do horário marcado para o início da reunião.

O painel eletrônico chegou a registrar a presença de 25 deputados da comissão, mas a reunião não pôde ser iniciada porque, naquele momento, o plenário principal da Câmara já havia iniciado a ordem do dia para votações.

Manifestantes a favor e contra a proposta do “Escola sem Partido” compareceram ao plenário da comissão e se mantiveram no recinto até ser anunciado o adiamento da sessão.

Por conta da polêmica da proposta, havia manifestantes tanto no plenário da comissão como no lado de fora, no corredor de acesso à sala.

Marcos Rogério mandou restringir o acesso ao plenário da comissão, com distribuição de senhas, para, segundo ele, garantir que os grupos favoráveis e contrários ao projeto fosse equilibrado. A comissão distribuiu 40 senhas que autorizavam a entrada no recindo: 20 para a Liderança da Minoria e 20 para a Liderança da Maioria.

“O ideal seria abrir 100% para a presença de todos, mas, por questões de segurança, nos teríamos que interromper nossos trabalhos”, justificou o presidente da comissão.

A sessão da próxima terça-feira – marcada para analisar o projeto – vai iniciar no turno da manhã para tentar avançar na discussão do relatório de Flavinho. A oposição, entretanto, promete dificultar a votação usando dispositivos previstos no regimento interno da Câmara, a chamada obstrução, por discordar do projeto.

Proposta polêmica

O projeto conhecido como “Escola Sem Partido” foi apresentado à Câmara em 2014. O texto tramita em na Comissão Especial há dois anos.

Educação

Alunos nota mil no Enem contam como conseguiram

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Dos 4,1 milhões de candidatos que fizeram o Enem em todo o Brasil, apenas 55  conseguiram ‘gabaritar’ na avaliação escrita.

Um deles foi o estudante Lucas Felpi, de 17 anos, aluno do colégio particular Rio Branco, em São Paulo. Ele tirou nota mil na redação.

Para conseguir o resultado, Lucas conta que escreveu uma redação por semana durante o ano letivo de 2018. O cronograma do colégio onde estuda exige que todos os alunos entreguem um texto por semana.

Ele garante que isso fez a diferença na hora da prova. “Oferece mais preparo, mais argumentação, mais aprimoramento de texto e assim por diante”, acrescentou.

O tema da redação neste ano foi a manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados na internet, e pegou o estudante de surpresa.

Lucas relembra que escreveu sobre como os algoritmos restringem as informações as quais as pessoas recebem na internet. Em seguida, o aluno apontou episódios da série da Netflix, Black Mirror, e passagens do livro de George Orwell, 1984.

Durante a conclusão da redação, Lucas apontou como proposta de intervenção campanha de conscientização e também a divulgação de como funciona o algoritmo. “É necessário que a sociedade saiba sobre o que acontece por trás das máquinas”, alerta.

O estudante quer cursar Ciência da Computação e vai jogar a nota na USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas).

Gabriela, nota mil

A estudante Gabriela Correa de Araújo, de 21 anos também tirou nota mil na redação do Enem e conta que conseguiu pelo mesmo motivo que Lucas: treinamento.

“Eu escrevia todos os dias, isso me ajudou muito porque eu aprendi a colocar no papel o que está na minha cabeça. Se eu pudesse dar uma dica é que você escreva algo todos os dias, nem que seja só um parágrafo. Independentemente do tema que for. Saber escrever e estar acostumado a escrever já te coloca muito à frente dos concorrentes”, diz,

Moradora da cidade de Toledo, no Paraná, Gabriela passou o ano estudando por conta própria. Ela quer fazer medicina.

Antes da decisão de estudar sozinha ela estudou em escolas particulares e passou um ano em colégio preparatório para vestibulares.

O tema da redação não assustou a aluna.

“Era um tema que eu estava batendo na tecla faz tempo, pensando muito. Juntei um pouco sobre a questão dos dados e ditadura. Falei que estamos vivendo em uma ditadura dos dados e não estamos percebendo. Já tinha estudado muito sobre isso, era algo que estava acontecendo e sendo discutido”, lembra.

No dia da prova, Gabriela escreveu três versões do texto durante as 5h30 que tinha para realizar a redação e 90 questões de múltipla escolha de Linguagens e Ciências Humanas.

O segredo para obter um bom desempenho no exame, segundo ela, foi a prática da escrita e da leitura durante os dias de estudo em casa.

Gabriela aguarda, agora, o início das inscrições para o Sisu 2019, na próxima terça-feira, dia 22. Com um desempenho que ela considera “razoável” nas outras provas e uma nota mil na redação, ela espera que, neste ano, consiga realizar o sonho de conseguir uma vaga em Medicina.

“Tive muito apoio dos outros, é mérito meu e de todas as pessoas ao meu redor. Sou exceção dentro da comunidade negra e isso é triste. O que eu tive não foi apenas esforço e boa vontade, o que eu tive foram boas oportunidades”, conclui.

(Por R7 e O Globo)

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Educação

Resultado do Enem 2018 será divulgado nesta sexta-feira

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Os candidatos que fizeram o Enem 2018 vão poder consultar suas notas a partir desta sexta-feira (18). Segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o horário de liberação será divulgado no dia, nas rede sociais da instituição.

Os participantes que realizaram o exame como treineiros só terão acesso aos seus resultados no dia 18 de março. O “espelho da redação”, que são as cópias digitalizadas dos textos e as justificativas para as notas, também será liberado em 18 de março, informa o Inep.

Como consultar o resultado

Para acessar a nota, os candidatos devem acessar a Página do Participante, incluir o CPF e a senha cadastrada. A nota do Enem 2018 só pode ser consultada individualmente.

Sisu

Com a nota do Enem 2018, os candidatos podem se inscrever no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2019. O prazo começa na próxima terça (22) e encerra na sexta-feira (25). A inscrição é feita pelo site do programa: http://sisu.mec.gov.br/Fonte: G1

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Educação

Toffoli revoga decisões que poderiam destinar bilhões da educação básica para advogados

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O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Dias Toffoli, suspendeu na sexta-feira decisões judiciais que autorizavam escritórios de advocacia a receberem, a título de honorários, recursos que deveriam ser destinados à educação básica. A Justiça reconheceu que a União deixou de repassar ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) parte dos recursos devidos. A partir dessa decisão, municípios passaram a contratar escritórios de advocacia para liberar o dinheiro. Como honorários, as bancas recebem entre 20% e 30% do valor que deveria ser repassado integralmente às administrações municipais.

Ao todo, 3,8 mil municípios, em 19 estados, têm direito a receber R$ 90 bilhões, quantia referente à diferença que a União deixou de repassar ao antigo Fundef. O dinheiro passado às bancas de advogados poderia variar de R$ 18 bilhões a R$ 27 bilhões. Agora, o dinheiro deverá ser destinado integralmente à educação básica.

Toffoli tomou a decisão a pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Em ação apresentada em dezembro ao STF, Dodge afirmou que o dinheiro deve ser usado exclusivamente em educação básica, e não para custear honorários. No pedido, a procuradora-geral não especifica quantas decisões em todo o país autorizaram os escritórios a receber honorários referentes a parte do dinheiro do Fundeb.

Garantia constitucional

A briga começou quando o Ministério Público Federal entrou com uma ação na Justiça para garantir os repasses. A decisão judicial favorável transitou em julgado, ou seja, não cabem mais recursos. Os valores foram revertidos sem precatórios, que são dívidas judiciais do poder público. Desde então, começou a ofensiva de escritórios de advocacia para representar os municípios interessados em receber os valores correspondentes aos precatórios.

Em agosto de 2018, o Tribunal de Contas da União (TCU) detectou que, até então, R$ 8,5 bilhões haviam sido efetivamente depositados nas contas de 329 municípios de 12 estados. Uma ampla auditoria teve início naquele momento para verificar se parte desse dinheiro – entre R$ 1,7 bilhão e R$ 2,5 bilhões – havia sido depositada na conta de escritórios de advocacia. Um julgamento no plenário do TCU em 2017 considerou ilegal e inconstitucional o pagamento de honorários com dinheiro da educação básica.

(Por O Globo)

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