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Educação

Estudantes selecionados no ProUni têm até segunda-feira para fazer matrícula

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Os candidatos selecionados para uma bolsa do Programa Universidade para Todos (Prouni) têm até a próxima segunda-feira (1º) efetuar a matrícula na instituição de ensino. É responsabilidade do estudante verificar nas unidades de educação superior os horários e o local onde deve comparecer para a comprovação das informações prestadas no momento da inscrição.

O resultado da primeira chamada do ProUni pode ser acessado na página do programa, na Central de Atendimento, pelo telefone 0800-616161, e nas instituições de ensino participantes.

A segunda chamada será divulgada no dia 12 de fevereiro, e a comprovação das informações dos pré-selecionados nesta etapa deverá ser feita até 18 de fevereiro. Quem não for pré-selecionado em nenhuma das duas chamadas poderá entrar na lista de espera, exclusivamente para o curso correspondente à primeira opção. O interesse em participar da lista de espera deve ser manifestado pelo candidato entre 26 a 29 de fevereiro de 2016, na página do ProUni.

Nesta edição, o programa ofertou 203.602 bolsas de estudos em 30.931 cursos de instituições particulares de educação superior. O número de inscritos foi recorde: foram registrados 1.599.808 candidatos e 3.108.422 inscrições — cada estudante pode fazer, em ordem de preferência, até duas opções de instituição, curso e turno dentre as bolsas disponíveis.

Por meio do programa, estudantes concorrem a bolsas de estudos parciais e integrais em instituições particulares de educação superior, com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

(Agência Brasil)

Educação

A importância da formação contínua

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Quando se refere à formação continuada, são enfatizados os seguintes aspectos do profissional: a formação, a profissão, a avaliação e as competências que cabem ao profissional.
O educador que está sempre em busca de uma formação contínua, bem como a evolução de suas competências tende a ampliar o seu campo de trabalho.
Segundo o estudioso Philippe Perrenoud, a formação profissional contínua se organiza em determinadas áreas prioritárias. Dentre elas estão as competências básicas que cabem ao educador. Refere – se como áreas de competências, devido cada uma delas abordar várias competências. Veja as dez grandes áreas de competências segundo Perrenoud:

Competências de referência
Competências mais específicas a serem trabalhadas em formação contínua (exemplos)

1. Organizar e animar situações de aprendizagem

• Conhecer, em uma determinada disciplina, os conteúdos a ensinar e sua tradução em objetivos de aprendizagem.

• Trabalhar a partir das representações dos alunos.

• Trabalhar a partir dos erros e obstáculos à aprendizagem.

• Construir e planejar dispositivos e seqüências didáticas.

• Comprometer os alunos em atividades de pesquisa, em projetos de conhecimento.

2. Gerir a progressão das aprendizagens • Conceber e gerir situações-problema ajustadas aos níveis e possibilidades dos alunos.

• Adquirir uma visão longitudinal dos objetivos do ensino primário.

• Estabelecer laços com teorias subjacentes às atividades de aprendizagem.

• Observar e avaliar os alunos em situações de aprendizagem, segundo uma abordagem formativa.

• Estabelecer balanços periódicos de competências e tomar decisões de progressão.

3. Conceber e fazer evoluir dispositivos de diferenciação • Gerir a heterogeneidade dentro de uma classe.

• Ampliar a gestão da classe para um espaço mais vasto.

• Praticar o apoio integrado, trabalhar com alunos em grande dificuldade.

• Desenvolver a cooperação entre alunos e certas formas simples de ensino mútuo.

4. Implicar os alunos em sua aprendizagem e em seu trabalho • Suscitar o desejo de aprender, explicitar a relação com os conhecimentos, o sentido do trabalho escolar e desenvolver a capacidade de auto-avaliação na criança.

• Instituir e fazer funcionar um conselho de alunos (conselho de classe ou da escola) e negociar com os alunos diversos tipos de regras e contratos.
• Oferecer atividades de formação opcionais, a La carte.

• Favorecer a definição de um projeto pessoal do aluno.

5. Trabalhar em equipe • Elaborar um projeto de equipe, representações comuns.

• Animar um grupo de trabalho, conduzir reuniões.
• Formar e renovar uma equipe pedagógica.

• Confrontar e analisar juntos situações complexas, práticas e problemas profissionais.

• Administrar crises ou conflitos entre pessoas.

6. Participar da gestão da escola • Elaborar, negociar um projeto da escola.

• Gerir os recursos da escola.

• Coordenar, animar uma escola com todos os parceiros (bairro, associações de pais, professores de língua e cultura de origem).

• Organizar e fazer evoluir, dentro da escola, a participação dos alunos.

7. Informar e implicar os pais • Animar reuniões de informação e de debate.

• Conduzir entrevistas.

• Implicar os pais na valorização da construção dos conhecimentos.

8. Utilizar tecnologias novas • Utilizar softwares de edição de documentos.

• Explorar as potencialidades didáticas dos softwares em relação aos objetivos das áreas de ensino.

• Promover a comunicação à distância através da telemática.

• Utilizar instrumentos multimídia no ensino.

9. Enfrentar os deveres e os dilemas éticos da profissão

• Prevenir a violência na escola e na cidade.

• Lutar contra os preconceitos e as discriminações sexuais, étnicas e sociais.

• Participar da implantação de regras da vida comum envolvendo a disciplina na escola, as sanções e a apreciação de condutas.

• Analisar a relação pedagógica, a autoridade, a comunicação em classe.

• Desenvolver o sentido de responsabilidade, a solidariedade e o sentimento de justiça.

10. Gerir sua própria formação contínua

• Saber explicitar as próprias práticas

• Estabelecer seu próprio balanço de competências e seu programa pessoal de formação contínua.

• Negociar um projeto de formação comum com colegas (equipe, escola, rede).

• Envolver-se nas tarefas na escala de um tipo de ensino ou do DIP.

• Acolher e participar da formação dos colegas.

Sugere-se que cada educador tenha consciência do nível de competências em que se encontra, realizando uma auto avaliação, o que irá resultar em uma grande evolução na sua função como educador.

por: Elen Cristine em Educação

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Educação

Fies abre inscrições para vagas remanescentes

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É necessário comprovar renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos.

Estão abertas, desde ontem (24), as inscrições para as vagas que não foram preenchidas no processo seletivo regular do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), referentes ao segundo semestre de 2018. Para concorrer, os interessados devem fazer um cadastro no site do programa.

Podem disputar as vagas remanescentes candidatos que tenham participado de alguma edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) desde 2010 e tenham obtido a nota mínima de 450 pontos nas provas e acima de zero na redação. Além disso, é necessário comprovar renda familiar mensal bruta per capita de até três salários mínimos.

Uma vez pré-selecionados, eles terão um prazo de dois dias úteis para complementar os dados solicitados pelo FiesSeleção e, em seguida, três dias úteis para comparecer à instituição onde serão validadas as informações inseridas. Com a validação dos dados, os candidatos poderão comparecer ao banco para efetivar a contratação do financiamento.

As datas para a inscrição, tanto de início quanto finais, variam de acordo com o perfil do estudante. A prioridade é dos estudantes que participaram do processo seletivo regular do Fies do segundo semestre de 2018 e se inscreveram em cursos nos quais não houve formação de turma no período inicial. Para esses, o prazo de inscrição termina na quinta-feira (27).

O prazo de inscrição para os candidatos que desejam concorrer a vaga em instituições nas quais não estão matriculados termina no dia 1º de outubro e, para aqueles que querem concorrer a financiamentos nas instituições nas quais já estão matriculados, no dia 9 de novembro.

O cronograma detalhado dos períodos de inscrição está disponível na página do Fies. O Fies concede financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições privadas com avaliação positiva pelo Ministério da Educação (MEC).

O novo Fies tem modalidades de acordo com a renda familiar. A modalidade Fies tem juro zero para os candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários mínimos. Nesse caso, o financiamento mínimo é 50% do curso, enquanto o limite máximo semestral é R$ 42 mil. A modalidade chamada de P-Fies é para candidatos com renda familiar per capita entre 3 e 5 salários mínimos.

Nesse caso, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito, que pode ser um banco privado ou Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento. Com informações da Agência Brasil.

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Educação

MEC anuncia ‘Sisu Transferência’ para tentar ocupar as vagas remanescentes nas universidades federais

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Anúncio foi feito nesta quinta, na divulgação dos dados do Censo da Educação Superior de 2017; MEC diz que programa será desenhado ainda no governo Temer para implantação em 2019, mas que detalhes ainda serão definidos.

O Ministério da Educação anunciou, nesta quinta-feira (20), a criação de um sistema informatizado para selecionar estudantes interessados em ocupar vagas remanescentes nas universidades federais. Inspirado no Sistema de Seleção Unificado (Sisu), o programa foi batizado de Sisu Transferência.

Ao G1, a assessoria de imprensa do MEC afirmou que o sistema será preparado ainda neste ano e estará pronto para implementação no próximo governo, a partir do ano que vem.

Mas detalhes sobre as regras de funcionamento e se ele entrará em vigor no primeiro ou no segundo semestre ainda não estão definidos. Ainda de acordo com o MEC, a Secretaria de Educação Superior (Sesu) vai consultar a equipe técnica do ministério e as instituições de ensino superior.

Pelo Sisu, a adesão das universidades não é obrigatória e o sistema oferece flexibilidade para que cada instituição decida quantas vagas vai oferecer e que critérios de seleção vai aplicar, como quantidade de vagas reservadas para cotas e exigência de notas mínimas dos estudantes.

Quase 3 milhões de vagas não ocupadas

O anúncio foi feito durante a divulgação do Censo da Educação Superior de 2017, que registrou um total de 2,8 milhões de vagas remanescentes no ensino superior brasileiro, segundo o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Dessas, o Inep destacou que a maior parte está nas universidades privadas. Mas o total de vagas remanescentes nas universidades públicas chegou a 164 mil no ano passado.

“Estas vagas ociosas representam um verdadeiro desperdício de dinheiro público, que vem sendo acumuladas há anos. Com certeza, temos muitos estudantes que sonham em estudar em uma universidade pública, mesmo tendo algum tipo de bolsa ou financiamento em instituição privada”, disse o ministro da Educação, Rossieli Soares, durante entrevista a jornalistas nesta quinta.

O Inep informou ainda que dois motivos respondem pelo aumento das vagas remanescentes: “a alta taxa de desistência nos cursos de graduação, principalmente em cursos de licenciatura”, e o Sisu – o sistema, criado em 2009, permite que pessoas de todo o país disputem vagas nas universidades federais. Segundo o Inep, “o que por um lado promove o acesso, por outro pode estar aumentando o abandono dos cursos quando o mesmo estudante consegue uma opção que considera mais adequada”.

O órgão lembrou ainda que cerca de 20% dos 329 mil estudantes que ingressaram no ensino superior nas instituições federais fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) novamente depois de se matricular na carreira.

Para Carlos Eduardo Moreno Sampaio, diretor de Estatísticas Educacionais do Inep, “Essa é uma evidência de que esses alunos buscam mudar de curso ou instituição, fenômeno que potencializa a desistência do curso e a criação de mais vagas remanescentes”.

Por G1 — São Paulo

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