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TRE-PE tem novo desembargador e corregedor eleitoral

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O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), Luiz Carlos de Barros Figueirêdo, empossou, ontem, o novo desembargador eleitoral que integrará a Corte no próximo biênio (2018/2019) na classe Juiz de Direito, Gabriel de Oliveira Cavalcanti Filho. O magistrado substitui José Henrique Dias, cujo mandato de desembargador eleitoral terminou no último dia 3 de novembro. Minutos depois da posse no gabinete da Presidência do Tribunal, Gabriel Cavalcanti Filho já participou da sessão plenária que escolheu, por unanimidade, o novo desembargador-corregedor do Tribunal, Alexandre Freire Pimentel.

“Venho para somar e multiplicar as ações que estão sendo e que serão desenvolvidas neste Tribunal”, disse Gabriel Cavalcanti Filho após assinar o termo de posse. Ele também destacou a experiência que acumulou na Justiça Eleitoral. Em 2011 e 2012, foi o juiz da 5ª Zona Eleitoral e da Propaganda Eleitoral no Recife. Em 2016, coordenou a chamada votação paralela realizada pelo TRE. A votação paralela é uma espécie de auditoria para checar o funcionamento e a segurança do sistema eleitoral. “O mundo dá suas voltas, Deus tem seus desígnios e aqui estou eu tendo o privilégio de integrar uma Corte extremamente coesa”, complementou. O termo de posse foi lido pela diretora-geral do TRE-PE, Isabela Landim.

O presidente do TRE-PE, Luiz Carlos Figueirêdo, deu as boas-vindas ao novo desembargador, destacando sua capacidade de trabalhar em equipe e seu espírito solidário.

À tarde, com o auditório do pleno lotado, houve a posse solene do Des. Gabriel de Oliveira Cavalcanti Filho. Compondo a mesa de honra estavam o presidente do TRE-PE, desembargador Luiz Carlos de Barros Figueiredo; o vice-presidente do TRE-PE, Agenor Ferreira de Lima Filho; o corregedor regional eleitoral, Alexandre Freire Pimentel; o desembargador Vladimir Souza Carvalho; a desembargadora Érika de Barros Lima; o procurador regional eleitoral, Francisco Machado Teixeira e o desembargador Delmiro Campos Dantas Neto.

Também estavam compondo a mesa os convidados: prefeito do Recife, Geraldo Júlio; o vice-governador de Pernambuco, Raul Henry, representando o governador; o presidente do Tribunal de Justiça de Pernambuco, Leopoldo de Arruda Raposo; o desembargador federal, Élio Siqueira representando o presidente do Tribunal Regional Federal da 5º Região; o presidente do Tribunal Regional do Trabalho da 6º Região, Invan de Souza Valença Alves; o procurador-geral de Justiça de Pernambuco, Francisco Dirceu Barros; o defensor Público-Geral de Pernambuco, Manoel Jerônimo de Melo Neto e o presidente da OAB-PE, Ronnie Duarte.

Em seu discurso o desembargador Gabriel de Oliveira, destacou: “Aos colegas deste TRE, registro que procurarei vivenciar esta nova experiência de forma intensa, aprendendo com os mais experientes, participando das ações estratégicas da gestão e objetivando prolatar decisões onde o exercício sagrado do voto livre do cidadão/eleitor seja respeitado. Participarei das colegiadas decisões desta forma, consciente da minha missão e do relevante momento político pelo qual passa o nosso país.” E registrou os agradecimentos aos seus pais, Gabriel e Júlia, a esposa Ângela e aos filhos Gabriel Neto e Daniel.

O novo desembargador é formado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), advogou durante dois anos e entrou na magistratura em 1991, aos 26 anos. Foi juiz das comarcas de Ibimirim e Inajá, onde coordenou as eleições de 1992. Dois anos depois, já em Alagoinha e Pesqueira, coordenou o pleito de 1994. Antes de chegar à 5ª Zona na capital, em 1995 exerceu o cargo de juiz eleitoral em Jaboatão dos Guararapes. No processo de escolha no Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), em outubro passado, Gabriel Cavalcanti obteve 42 dos 44 votos. (Do Blog do Magno)

 

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De olho em prêmio milionário, Timão encara Fla por vaga na decisão

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Uma vitória por um gol garante a classificação para qualquer uma das duas equipes, já que a primeira partida terminou em 0 a 0.

prêmio de cerca de R$ 60 milhões acumulados para o campeão da Copa do Brasil é grande atrativo para os quatro semifinalistas do torneio. Para o Corinthians, por exemplo, seria a solução de muitos problemas enfrentados ao longo deste ano.

É por esse motivo que a equipe alvinegra encara a partida de volta das semifinais contra o Flamengo, às 21h45, em Itaquera, como uma decisão de campeonato.

Uma vitória por um gol garante a classificação para qualquer uma das duas equipes, já que a primeira partida terminou em 0 a 0 – nesta edição gols marcados fora de casa não têm um peso maior.

Eliminado da Libertadores nas oitavas de final e 17 pontos atrás do São Paulo, líder do Brasileiro, o Corinthians passa por um 2018 difícil.

Atual campeão nacional, o time de Parque São Jorge iniciou o ano com a conquista do Campeonato Paulista sobre o arquirrival Palmeiras e parecia que mais uma vez surpreenderia os adversários, mesmo com poucos destaques em seu elenco.

No entanto, justamente a perda de alguns jogadores importantes é que fizeram o desempenho da equipe cair.

Primeiro foi o centroavante Jô, negociado ainda em dezembro. Durante o ano, o time também vendeu o volante Maycon e o meia-atacante Rodriguinho, tudo isso para fazer caixa em um momento financeiro bem complicado.

Em balancete recente apresentado pelo clube, referente ao mês de julho, foram registrados mais de R$ 107 milhões em negociações de jogadores. Mas o saldo negativo é preocupante. A dívida da agremiação supera R$ 500 milhões.

Em abril, a Folha de S. Paulo mostrou que o débito corintiano com o fundo que gere o Itaquerão aumentou 382% em 15 meses – de fevereiro de 2017 a abril deste ano saltou de cerca de R$ 11 milhões para aproximadamente R$ 53 milhões.

Para piorar a situação, o técnico campeão brasileiro no ano passado e bicampeão paulista, Fábio Carille, aceitou em maio uma proposta milionária para assumir o Al-Wehda, da Arábia Saudita.

Para o jogo decisivo contra o Flamengo, nesta quarta, o técnico Jair Ventura fez mistério em relação ao time que levará a campo. O treinador sabe que está pressionado pela diretoria para conquistar a classificação e o título, que desafogaria a questão financeira.

“Ele jogou uma pressão para mim [o presidente Andrés Sanchez], falou isso e depois me trouxe. Mas faz parte, você não pode achar que vai chegar aqui e não terá pressão. No Corinthians você tem pressão desde antes de chegar. Vamos fazer o nosso melhor para deixar o presidente feliz”, disse Ventura.

O último treino da equipe, realizado nesta terça (25) na arena, foi aberto para que milhares de torcedores incentivassem os jogadores antes do confronto contra os cariocas.

O Flamengo, além da Copa do Brasil, disputa o título do Campeonato Brasileiro.

Está a apenas três pontos da ponta da tabela, em quarto lugar, mas enfrenta cobranças de seus torcedores por um título de expressão. Assim como o Palmeiras, os cariocas investem alto em contratações.

Pressionado, o técnico Maurício Barbieri ressaltou o peso da partida desta quarta e da sequência do Brasileiro.

“É o jogo mais importante do ano. Vamos fazer de tudo para passar, mas não diminui a responsabilidade no Campeonato Brasileiro, disse.

Há uma chance de a final da Copa do Brasil de 2017 se repetir neste ano, caso Flamengo e Cruzeiro avancem à decisão.

CORINTHIANS

Cássio; Fagner, Léo Santos, Henrique, Danilo Avelar; Ralf (Gabriel), Douglas, Jadson; Romero, Mateus Vital, Clayson. T.: Jair Ventura

FLAMENGO

Diego Alves; Pará, Réver, Léo Duarte, Renê; Cuéllar, Willian Arão, Lucas Paquetá, Everton Ribeiro, Diego (Matheus Savio); Henrique Dourado (Uribe). T.: Maurício Barbieri

Estádio: Itaquerão, em São Paulo

Horário: 21h45 desta quarta

Juiz: Ricardo Marques Ribeiro

(Da Folhaopress)

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Veja as capas dos principais jornais de PE, dessa quarta-feira(26)

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O centro, como se chega ao centro?

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Haddad e Bolsonaro devem se afastar dos extremos para convencer eleitores.

Tudo indica que Jair Bolsonaro e Fernando Haddad disputarão o segundo turno. Na última pesquisa do Ibope, um tem 28% das preferências e o outro ficou com 22%. Ciro Gomes, Geraldo Alckmin, Marina Silva, Alvaro Dias, Henrique Meirelles e João Amoêdo têm juntos 31%. Esse percentual, somado ao total dos que não responderam e aos que preferem o voto nulo ou em branco, vai a 49%. Portanto, perto da metade do eleitorado ainda estaria potencialmente disponível num segundo turno.

Os candidatos dos partidos de Lula e de Levy Fidelix (o do Aerotrem) deverão buscar a diferença no mar dos disponíveis, ambos procurando afastar a imagem de radicais. O centro não foi à campanha, mas Bolsonaro, com 46% de rejeição e Haddad, com 30%, tentarão buscá-lo. Será um exercício de acrobacia política, e a responsabilidade final ficará para os eleitores que vierem a acreditar na versão light do PT ou na de Bolsonaro.

O capitão reformado dizendo que nada tem contra as mulheres poderá até ser verdade, mas nesse caso, não se deve acreditar nele, pelo que disse através dos tempos. O mesmo pode ser dito de Haddad quando ele repete que acredita nos mecanismos de combate contra a corrupção, apesar de nunca ter concordado com a prisão de um só petista condenado por corrupção.

Uma coisa é certa: por mais que se deteste o PT, ele tem um comprovante factual de respeito à democracia: governou o país durante 14 anos respeitando a Constituição. Ocorreram alguns incidentes de violência, mas eles não afetam essa constatação. Petistas quebraram o nariz de um manifestante nos primeiros meses do mandato de Lula e em abril passado um cidadão que protestava em frente ao Instituto Lula foi espancado por companheiros do ex-presidente.

Bem outra é a trajetória de Bolsonaro e de seu candidato a vice-presidente, o general Hamilton Mourão. Um negou que o Brasil tenha vivido uma ditadura entre 1964 e 1985. O outro expôs críptica e didaticamente uma hipotética situação de desordem, usando a palavra “autogolpe”, coisa que “já houve em outros países”, mas “aqui nunca houve”. Engano, na ditadura que ditadura não teria sido, deram-se três autogolpes. O primeiro, em 1965, com o AI-2, que extinguiu as eleições diretas. O segundo, em 1968, com o AI-5, que fechou o Congresso e suspendeu o habeas-corpus. O terceiro, em 1969, quando foi deposto o vice-presidente Pedro Aleixo, empossando-se a “Junta dos Três Patetas”, nas palavras de Ernesto Geisel (em privado) e de Ulysses Guimarães (em público).

Bolsonaro tem um longo caminho a percorrer para chegar a um centro no qual se coloque como defensor das instituições democráticas. Seus eventuais eleitores terão a tarefa de acreditar nele. Nesse aspecto, vale uma ressalva: é considerável o número de defensores da sua candidatura com bom nível de escolaridade e sobretudo de renda que flertam com o colapso das instituições democráticas. Essa camada de viúvas da ditadura foi magistralmente tipificada pelo marechal Castello Branco quando se referiu às “vivandeiras alvoroçadas, (que) vêm aos bivaques bolir com os granadeiros e provocar extravagâncias do Poder Militar.” Ele as sentiu na pele em 1965 e morreu dois anos depois, supondo que poderia impedir o encantamento dos granadeiros em 1968.

As vivandeiras de hoje sonham com um governo de Bolsonaro com o economista Paulo Guedes no Ministério da Fazenda. Quando podem, escondem-se atrás do que se chama de “mercado”. Se pusessem a cara na vitrine, estariam batalhando pelo tão apreciado Henrique Meirelles (2%) ou por João Amoêdo (3%). Preferiram o atalho Bolsonaro. (Por Elio Gaspari – Folha de S.Paulo)

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