RENT3: R$ 43,60 ▼ 2,29%
IBOVESPA: 179.639,91pts ▼ 0,43%
VALE3: R$ 76,99 ▼ 2,49%
ITUB4: R$ 42,05 ▼ 1,55%
PETR4: R$ 47,05 ▲ 1,44%
B3SA3: R$ -- --
USD: R$ -- --
EUR: R$ -- --

Iniciativa indígena registra espécies e promove conservação na Amazônia

Um projeto na Terra Indígena Panará, na Amazônia, realiza o inventário de espécies da fauna e flora local, unindo saberes indígenas e científicos. A...

Uma iniciativa que combina o conhecimento ancestral dos Povos Indígenas com a ciência busca catalogar as espécies da Terra Indígena (TI) Panará, situada na Amazônia. Até o momento, cerca de 15.000 indivíduos de flora e fauna já foram registrados em uma área de 500 mil hectares, na divisa entre os estados do Pará e Mato Grosso.

O projeto é realizado pela Conservação Internacional (CI-Brasil), em colaboração com a Rede Xingu+, a Associação Indígena Iakiô, universidades públicas e diversas organizações sociais. Essa ação faz parte de uma estratégia voltada para a conservação da biodiversidade em uma região que enfrenta pressão devido ao garimpo ilegal e outras atividades irregulares.

Pesquisadores, tanto indígenas quanto acadêmicos, percorrem trilhas no território para coletar amostras e imagens de espécies, além de realizar a análise da água do Rio Rriri, um afluente do Rio Xingu que corta a TI. Kiarysy Kaiabi Panará, um dos pesquisadores envolvidos, expressou a importância dessa colaboração: "Foi muito bom trabalhar junto com pesquisadores não indígenas. Um ensinou ao outro".

Renata Pinheiro, diretora do programa Povos Indígenas e Comunidades Locais da CI-Brasil, ressaltou que os acadêmicos contribuem com conhecimento tecnológico, enquanto os indígenas trazem um entendimento profundo sobre o território. "Os Panará sabem ler a floresta de um jeito que nenhum instrumento científico consegue substituir. Eles conhecem a alimentação de cada animal e como se movimenta, e esse conhecimento alimenta diretamente a ciência que construímos juntos", afirmou.

Para facilitar a coleta de dados, os pesquisadores indígenas receberam treinamento em ferramentas como GPS, aplicativos de catalogação de espécies e instalação de câmeras trap, que são ativadas por movimento ou calor. A pesquisadora Pentê Panará destacou que o uso dessas câmeras possibilitou a observação de espécies que são difíceis de avistar a olho nu.

"Quando as câmeras capturaram os bichos de pelo, conseguimos identificar mais animais do que conseguiríamos sem a ajuda das câmeras com sensores", explicou. Essa colaboração também se estende à produção de trabalhos acadêmicos, onde um protocolo para a liberação de publicações foi desenvolvido pela CI-Brasil.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e Instagram. Você também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9155-5555.