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Ataque a mesquitas na Nova Zelândia deixa ao menos 49 mortos

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Atirador filmou o momento em que matava pessoas dentro dos templos religiosos e transmitiu tudo pela internet ao vivo

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Ataques a tiros em duas mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, deixaram 49 mortos nesta sexta-feira (15, noite de quinta no Brasil), e ao menos 48 feridos por disparos. O massacre foi transmitido ao vivo pelo atirador na internet, que publicou um manifesto após o ataque, no qual chamou imigrantes de “invasores”.

Testemunhas afirmaram que por volta das 13h40 local (21h40 de quinta no horário de Brasília) um homem branco vestido com trajes militares invadiu a mesquita Al Noor, no centro da cidade, e começou a atirar.

Pessoas que estavam no local afirmaram que tiveram que sair correndo para escapar dos ataques, muitos descalços -é costume tirar os sapatos dentro da mesquita.

As testemunhas descreveram ao jornal local New Zealand Herald um cenário com muito sangue e com diversos corpos espalhados pelo chão.

O atirador teria percorrido todas as salas do local, disparando contra os frequentadores, que tentavam fugir. Mais de 200 pessoas estavam no local no momento que os tiros começaram, incluindo um time de críquete de Bangladesh, que conseguiu escapar.

Uma testemunha disse que o atirador era branco, loiro e usava capacete e colete à prova de balas.

Depois, houve tiros no centro islâmico Linwood. Não há confirmação de que um mesmo atirador tenha agido nos dois lugares.

Na mesquita de Al Noor, 41 pessoas foram mortas. Outras sete morreram na de Linwood e uma no hospital.

A polícia também encontrou explosivos em dois carros. A bomba em um deles foi detonada em segurança, e a outra segue em processo de neutralização.

Perto da meia-noite de sábado na Nova Zelândia (16, 8h de sexta em Brasília), policiais protegiam mesquitas, hotéis e outros possíveis alvos na cidade. Todas as escolas de Christchurch fecharam as portas e toda a região central da cidade, de 404 mil habitantes, a terceira maior da Nova Zelândia, entrou em toque de recolher.

Quatro pessoas foram presas por envolvimento na ação, mas uma delas pode não ter nada a ver com o caso, segundo a polícia. Um homem, com cerca de 30 anos, foi indiciado por assassinato. Seu nome não foi revelado.

O atirador que transmitiu as imagens online foi identificado como Brenton Tarrant, 28, um australiano. Ele publicou um manifesto de 74 páginas em uma rede social, no qual elenca líderes racistas americanos como seus heróis.

No manifesto, Tarrant disse que suas motivações incluíram “criar uma atmosfera de medo” e incitar a violência contra muçulmanos. Ele descreve o ataque como um ato terrorista e disse que transmitiria a ação pela internet.

TRANSMISSÃO AO VIVO

Um vídeo, transmitido ao vivo pelo Facebook durante o ataque, mostra uma pessoa carregando um fuzil em um carro. Enquanto isso, ouvia uma canção chamada “Serbia Strong” (Sérvia Forte, em tradução livre), um cântico nacionalista que louva Radovan Karadzic, ex-presidente da Sérvia condenado por crimes de guerra e contra a humanidade devido ao massacre de Srebrenica, na Bósnia, em 1995.

Em determinado momento, ele chega até uma mesquita, entra no local e começa a disparar contra os frequentadores.

As autoridades neozelandesas criticaram a divulgação das imagens, que seguiam disponíveis em redes sociais horas após o ocorrido. Facebook, Google e Twitter disseram que estão trabalhando para remover o material, mas foram questionadas pela demora em tomar providências. A polícia pediu aos usuários para não compartilharem esse tipo de conteúdo.

A primeira-ministra da Nova Zelândia, Jacinda Ardern, afirmou que o episódio é um dos mais sombrios da história do país. “Claramente o que aconteceu aqui é um ato impressionante e sem precedentes de violência”, afirmou em entrevista coletiva. Ela classificou o ato como terrorista.

Ela não quis comentar se a ação poderia ser considerada um crime de ódio. Segundo a primeira-ministra, “muitas das pessoas diretamente afetadas pelo ataque podem ser imigrantes, podem ser refugiados, eles escolheram fazer da Nova Zelândia sua casa”.

Casos semelhantes são pouco comuns no país. O último massacre a tiros que se tem registro na Nova Zelândia aconteceu em 1990, quando 13 pessoas foram mortas por um atirador.

Mesquitas se tornaram alvo de ataques em diversos países recentemente. Em junho de 2017, um homem foi morto e dez ficaram feridos quando uma van avançou sobre um grupo que estava em uma mesquita no norte de Londres.

O manifesto do atirador cita Darren Osbourne, numa referência ao nome de um terrorista que atacou a mesquita em Londres e cumpre prisão perpétua, e também o assassino em massa norueguês Anders Behring Brevik, terrorista de extrema-direita que realizou ataques em 2011.

Por Folhapress

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Desabamento de escola na Nigéria mata ao menos 8 crianças

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Segundo as autoridades, pelo menos 100 alunos estavam no local

ANSA – Pelo menos oito crianças morreram nesta quarta-feira (13) no desabamento de um edifício de três andares que abrigava uma escola na cidade de Lagos, na Nigéria.

De acordo com a “BBC”, pelo menos 100 alunos estavam na instituição de educação básica particular, no último andar do prédio, localizado na região de Ita-faji.

O desmoronamento ocorreu por volta das 10h (horário local) e, até o momento, cerca de 40 alunos foram retirados com vida. As causas da tragédia ainda não foram determinadas. As equipes de emergência ainda buscam sobreviventes sob os escombros. Os pais das vítimas permanecem próximo ao local para acompanhar o resgate. Frequentemente, a Nigéria registra colapso em edifícios e prédios. Em 2016, pelo menos 160 pessoas morreram após o desmoronamento de uma igreja no sudeste do país.

Por Ansa

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Após nova rejeição de acordo, Europa volta a discutir bretix

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Parlamento britânico barrou texto apresentado pela primeira-ministra britânica, Theresa May, pelo placar de 391 votos a 242, nesta terça-feira (12)

Parlamento Europeu volta hoje a debater o brexit, numa discussão que conta com o negociador-chefe da União Europeia (UE) e ocorre um dia após o parlamento britânico ter rejeitado novamente o acordo de saída do Reino Unido.

Além de Michel Barnier, o debate marcado para as 10h locais (6h no Brasil) conta também com a presença do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e será feito no âmbito da sessão plenária do Parlamento Europeu, em Estrasburgo, França.

Na ocasião, os eurodeputados irão analisar o novo veto e avaliar as suas consequências.

Nesta terça-feira à noite (12), o parlamento britânico barrou acordo de saída do Reino Unido da UE, com 391 votos contra e 242 votos a favor.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, não conseguiu fazer passar o texto, apesar dos três documentos adicionados. Segundo o governo, eles tinham as alterações necessárias para conseguir uma maioria de deputados favorável

Na sequência, o líder do principal partido da oposição, Jeremy Corbyn, salientou que o acordo para o brexit está “claramente morto”.

“Esgotou o tempo e o relógio corre contra ela. É tempo de eleições gerais para que o povo britânico possa escolher o governo que quer ter”, disparou Corbyn. 

“UE fez tudo o que estava ao seu alcance”

Reagindo ao novo veto, Michel Barnier defendeu, também ontem à noite, que a UE fez tudo o que podia para ajudar à aprovação do acordo.

“O impasse [do brexit] só pode ser resolvido no Reino Unido. Os nossos planos de contingência para um não acordo são mais importantes do que nunca”, publicou ele, no Twitter.

Além do acordo de saída e da declaração política sobre as relações futuras, foram votados, no âmbito da proposta apresentada pela chefe de governo britânica, três novos documentos, que só foram finalizados ao fim da segunda-feira (11), em Estrasburgo, por Theresa May e pelo presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

O texto negociado com Bruxelas foi submetido ao parlamento britânico pela segunda vez, depois de ter sido barrado em 15 de janeiro, por uma margem de 230 votos, incluindo 118 de deputados do partido do governo, o Partido Conservador.

A rejeição por maioria esmagadora do documento é uma derrota pesada para a primeira-ministra do Partido Conservador, que negociou até ao último minuto o texto, de 600 páginas, podendo colocar em xeque a sua sobrevivência à frente do executivo britânico.

O maior partido da oposição, o Partido Trabalhista, mas também o Partido Democrata Unionista (DUP), partido norte-irlandês aliado do governo no parlamento, e os conservadores eurocéticos já tinham anunciado que iriam votar contra.

Depois da votação e rejeição, os deputados britânicos votam, também hoje, a possibilidade de o Reino Unido sair da União Europeia sem acordo, um cenário particularmente temido nos meios econômicos.

Se também essa possibilidade for afastada pela Câmara, será então votado se Londres pede aos líderes europeus um adiamento do brexit para depois da data prevista, de 29 de março.

Por Lusa

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EUA retiram todos os funcionários de embaixada da Venezuela

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Nas redes sociais, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou que a decisão foi tomada pela “deterioração” da situação no país vizinho

governo dos Estados Unidos anunciou a retirada de todos os diplomatas e funcionários da embaixada norte-americana da Venezuela. Nas redes sociais, o secretário de Estado norte-americano, Mike Pompeo, afirmou que a decisão foi tomada pela “deterioração” da  situação no país vizinho.

“Os EUA irão retirar o restante pessoal da embaixada esta semana. Esta decisão reflete a deterioração da situação na Venezuela, bem como a conclusão de que a presença de funcionários [dos EUA] tornou-se um constrangimento para a política dos Estados Unidos”, disse Pompeo no Twitter.

Em comunicado do Departamento de Gabinete do Tesouro de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), o governo norte-americano anunciou ontem (11) sanções a um banco com sede na Rússia por manter negócios com o presidente “ilegítimo” da Venezuela, Nicolás Maduro.

O Evrofinance Mosnarbank (VTB Bank), banco de propriedade russa e venezuelana, é a primeira instituição financeira estrangeira punida por seus vínculos com a Venezuela. No caso, o banco mantinha negócios com a estatal Petróleos de Venezuela (PDVSA).

Pela decisão, serão congelados ativos e proibidas transações com indivíduos ou entidades dentro dos Estados Unidos ou em trânsito no país.

“O regime ilegítimo de Maduro se beneficiou do sofrimento do povo venezuelano”, disse o secretário do Tesouro, Steven T. Mnuchin. “Esta ação demonstra que os Estados Unidos vão tomar medidas contra instituições financeiras estrangeiras que sustentam Maduro, regime ilegítimo e que contribui para o colapso econômico e crises humanitárias, que assolam o povo da Venezuela.”

O texto informa ainda que assim como os Estados Unidos, mais de 50 países apoiam Juan Guaidó, autodeclarado presidente da Venezuela, como representante do governo venezuelano.

No documento, há detalhes sobre a parceria firmada entre o então presidente Hugo Chávez, em 2011, e os russos no banco VTB Bank. Segundo o Tesouro norte-americano, VTB Bank é o segundo maior banco da Rússia.

Por Notícias ao Minuto

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