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Política

E agora?

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Ataque a Jair Bolsonaro poderá mudar o rumo da campanha que se iniciava.

Os índices disponíveis sobre o atentado sofrido por Jair Bolsonaro(PSL) na quinta-feira (6) em Juiz de Fora apontam para um gesto de insanidade mental por parte do agressor. Todas as forças relevantes do país rejeitaram com veemência o ato torpe, solidarizando-se com o atingido. 

Ainda que sem conteúdo político, no sentido específico do termo, o dramático gesto de Adelio Bispo de Oliveira poderá mudar o rumo da campanha que se iniciava. Embora seja difícil prever o que vem pela frente, é plausível que a breve janela de racionalidade aberta pelo aumento da rejeição a Bolsonaro se feche com a natural simpatia que toda vítima produz. 

O imediato recuo de Geraldo Alckmin (PSDB), que buscava desconstruir no horário eleitoral a imagem do capitão reformado, seria um sinal antecipado.

Haveria igualmente mudanças de conteúdo. O debate econômico, que dominou as disputas presidenciais pós-redemocratização, pode tornar-se subtema de assunto maior: como reconstruir o país depois da crise geral vivida nos últimos anos? A sensação de que se chegou ao fundo do poço, para a qual o incêndio do Museu Nacional também contribuiu, pediria um discurso generalizante. 

Posto no centro da cena, o bolsonarismo dispôs da primeira fala na nova fase. Os bolsonaristas não perderam tempo: pouco depois de operado, o candidato gravou um vídeo aos eleitores. O acento religioso trazido pelo senador e pastor Magno Malta (PR-ES) conota perfeitamente o sentido conservador da produção.

Por outro lado, a centralidade adquirida por Bolsonaro disputa com a de Lula, o qual conseguiu manter-se à tona apesar de preso há cinco meses. 

Mas, talvez, sendo o antipetismo o principal mote do deputado de ultradireita, os holofotes acesos sobre ele acabem por iluminar igualmente o seu objeto de ódio. 

A polarização entre lulismo e bolsonarismo, um dos cenários possíveis desde o início, ganharia, então, novas tinturas. 

Lula tem à mão uma cartada, com a provável oficialização de Fernando Haddad na próxima terça (11) como candidato a presidente da República, uma vez que a postulação do próprio Lula foi impugnada pelo TSE na madrugada do último dia 1º. 

Embora prevista há muito tempo, a decisão a ser tomada pelo ex-presidente em Curitiba quem sabe soe como resposta à nova conjuntura, marcada pelo trauma do esfaqueamento. 

Para ela, Lula terá que achar uma nota ao mesmo tempo respeitosa com aquele que passou perto da morte e clara no que respeita às diferenças futuras. Se conseguir, o diálogo entre os dois polos resultantes do impeachment de 2016 quiçá dê o tom das três semanas que restarão até o primeiro turno. (Por André Singer – Folha de S.Paulo)

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Política

PF afirma ter identificado nova joia negociada por aliados de Bolsonaro

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A Polícia Federal afirmou que encontrou mais uma joia que emissários do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) teriam tentado vender de forma ilegal nos Estados Unidos. A informação reforça evidências que podem levar ao indiciamento de Bolsonaro ao fim da investigação que apura a suspeita de desvio de presentes recebidos pela Presidência da República. Segundo o diretor-geral da PF, delegado Andrei Passos Rodrigues, o inquérito deve ser encerrado ainda este mês.

A descoberta da existência da nova joia ocorreu durante investigações feitas pela PF nos Estados Unidos. “Nessa diligência no exterior, com o FBI, descobrimos que houve a negociação de uma outra joia que não estava no foco dessa investigação. Não sei se a joia já foi vendida, se está na casa de joias. Mas houve um encontro de um novo bem que tentaram vender no exterior”, disse o diretor-geral do órgão, em conversa com a imprensa, ontem. “Isso robustece a investigação que tem sido feita.”

Procurada, a defesa de Bolsonaro não havia se manifestado até a publicação deste texto.

Apreensão

Em março do ano passado, o Estadão revelou que o governo Bolsonaro tentou trazer ilegalmente para o País colar, anel, relógio e um par de brincos de diamantes avaliados por peritos da PF em R$ 5,1 milhões. As joias foram um presente do regime saudita para o então presidente e para a primeira-dama Michelle Bolsonaro e acabaram apreendidas no aeroporto de Guarulhos.

Os itens estavam na mochila de um militar, assessor do então ministro de Minas e Energia, Bento Albuquerque. A apreensão dos diamantes ocorreu no dia 26 de outubro de 2021, durante uma fiscalização de rotina entre os passageiros que desembarcaram nos terminais de Cumbica, com origem na Arábia Saudita. Após a passagem das malas pelo raio X, os agentes da Receita decidiram vistoriar a bagagem de um assessor que acompanhava Bento Albuquerque.

O governo brasileiro poderia ter recebido as joias, caso elas tivessem desembarcado como um presente oficial para o presidente da República e a primeira-dama. Os bens, porém, ficariam para o Estado brasileiro, e não com a família Bolsonaro. Em julgamento realizado em 2016, o Tribunal de Contas da União (TCU) determinou à Secretaria de Administração da Presidência da República que todos os presentes recebidos por presidentes devem ser restituídos ao patrimônio da União. Segundo a decisão da Corte de Contas, os ex-presidentes só podem ficar com lembranças de caráter personalíssimo ou de uso pessoal, como roupas e perfumes.

Operação

Em agosto, a PF deflagrou a Operação Lucas 12:2, que mirou um grupo, composto por aliados do ex-presidente, suspeito de tentar vender no exterior joias e outros objetos de valor recebidos por Bolsonaro na condição de chefe de Estado. Essas peças deveriam ter sido incorporadas ao acervo da União, mas, segundo os investigadores, foram omitidas dos órgãos públicos e negociadas para fins de enriquecimento ilícito.

A operação alcançou o general Mauro César Lourena Cid, pai do tenente-coronel Mauro Cid; o advogado Frederick Wassef; e o tenente Osmar Crivelatti, que, assim como Mauro Cid, foi ajudante de ordens da Presidência da República no governo Bolsonaro.

Na ocasião, a PF já havia identificado a negociação ilegal de dois kits de joias da marca suíça Chopard, de duas esculturas e de um relógio da marca Patek Philippe. Ontem, o diretor-geral da PF não quis informar detalhes sobre a nova joia encontrada.

Outros inquéritos

O delegado Andrei Passos disse ontem que o inquérito que apura suspeita de falsificação do cartão de vacina de Bolsonaro também deve ser concluído em junho. Já a investigação sobre tentativa de golpe de Estado, que atinge o ex-presidente e aliados militares, deve ser encerrada em julho.

Fonte : Estadão Conteúdo

 

 

           

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Política

Câmara conclui votação de incentivo para veículos menos poluentes e taxação até US$ 50

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A Câmara dos Deputados aprovou 11 emendas do Senado ao projeto de lei que institui o Programa Mobilidade Verde e Inovação (Mover) e prevê a taxação de produtos importados de até 50 dólares. Entre as emendas aprovadas está a que exclui regras sobre exigência de conteúdo local em exploração de petróleo. O texto segue para sanção presidencial.

O relator da proposta, deputado Átila Lira (PP-PI), ressaltou que a criação do Programa Mover é de extrema relevância para a economia brasileira. “Por meio do Programa Mover, teremos um incentivo para a produção nacional e para o desenvolvimento tecnológico e ambiental, com repercussão evidente na geração de emprego e renda em nosso País”, disse.

No âmbito do Mover, o projeto prevê incentivos financeiros de R$ 19,3 bilhões em cinco anos e redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) a fim de estimular a pesquisa e o desenvolvimento de soluções tecnológicas e a produção de veículos com menor emissão de gases do efeito estufa.

A medida consta do Projeto de Lei 914/24, do Poder Executivo. Um decreto presidencial e uma portaria do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDICS) já regulamentaram o tema quanto à redução do IPI e à habilitação dos projetos das indústrias e montadoras do setor para acessar os incentivos financeiros, orçados em R$ 3,5 bilhões para 2024.

Debate em Plenário

O deputado Sidney Leite (PSD-AM) afirmou que o Brasil precisa estar atualizado em relação às políticas industriais nos desafios da transição energética e na adoção de tecnologia. “O projeto vem ao encontro do que precisamos para o avanço da indústria automobilística do País”, declarou.

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Política

Indenizações podem chegar a R$ 120 mil por unidade habitacional nos prédios-caixão

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PELO FIM DOS PRÉDIOS-CAIXÃO
O governo federal e o governo de Pernambuco assinaram acordo para que proprietários de 431 prédios-caixão sejam indenizados. O presidente Lula da Silva (PT) e a governadora, Raquel Lyra (PSDB), assinaram o acordo de indenização no valor de R$ 120 mil, por unidade habitacional. “O que nós estamos fazendo é uma reparação pelo descaso que muitas vezes a elite que governa o nosso país, a nossa cidade, tem com o povo. O povo pobre nunca foi levado muito em conta, tudo para ele tem que ser o mais barato”, disse o presidente.

O SOLO DA REGIÃO
Para a governadora Raquel Lyra, “o solo de Recife é um solo onde haviamanguezais, é um solo de barro, então acabaram formando piscinas embaixo desses prédios e essa é a razão pelaqualos prédios caem”, justificou. Por isso, “A região não é propícia” para esse tipo de edificação. As 431 unidades habitacionais estão localizadas no Recife, no Paulista, em Camaragibe, Jaboatão dos Guararapes e em Olinda.

TAPAS E BEIJOS

O presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-AL), anunciou a apresentação de mudança no regimento interno da Casa para “punir com agilidade” parlamentares que se envolverem em confusão.
Lira disse ter ficado incomodado com as “negativas repercussões” das ingresias de dias atrás, no Conselho de Ética, quando os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e André Janones (Avante-MG) só não foram às vias de fato por falta de coragem. Um dia depois, a deputada Luiza Erundina (Psol-SP) passar mal, dentro da Comissão de Direitos Humanos em meio a uma discussão com parlamentares bolsonaristas.

VAPT VUPT

Na proposta de Lira, parlamentares que se envolverem em brigas – mesmo que não cheguem a trocar sopapos – poderão vir a ter o mandato suspenso, exclusão da comissão que integre ou perda de relatoria em projetos que estejam em andamento.“Não podemos mais continuar assistindo aos embates quase físicos que vêm ocorrendo na Casa e que desvirtuam o ambiente parlamentar, comprometem o seu caráter democrático e – principalmente – aviltam a imagem do Parlamento na sociedade brasileira”, disse Lira.

ARROZ VIRA PÓ

De um governista que já dividiu o copo com o presidente Lula da Silva (PT) e hoje não é lembrado nem para solenidades no Planalto: “assim, fica difícil defender esse governo, primeiro eles alegam que vai faltar arroz, agora insinuam que não analisaram a ficha de quem ganhou o leilão do arroz, o que parece é que o leilão foi montado para segundas intenções”.

FEIJÃO COM ARROZ

O deputado Afonso Hahm (PP-RS) usou a tribuna da Câmara para acusar o governo de “é tão ruim” que se colocar na mesma panela: arroz e feijão, dificilmente vai saber identificar o que é um e ou que é outro. “O governo que não sabe ‘mexer’ feijão com arroz, imagine se vai tomar conta da cidade dos brasileiros”.

ASILO POLÍTICO

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) disse que está “na expectativa” de que o presidente da Argentina, Javier Milei “conceda asilo político” a brasileiros foragidos da Justiça. Ao menos, 50 condenados por participarem dos atos de 8 de janeiro de 2023, no quebra-quebra na Praça dos Três Poderes. “[A fuga] mostra que essas pessoas não mais confiam na Justiça brasileira, que lhes negou direitos básicos do devido processo legal”, escreveu.

PENSE NISSO!

Imagine o que está ocorrendo com o governo Lula e eu vou fazer uso de uma figura de linguagem.
O presidente Lula da Silva e o seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad, decidiram passear pela orla de Boa Viagem, sentido Pina. O presidente e seu ministro falavam da necessidade de aumentar a arrecadação, uma vez que eles tinha chegado a um consenso de que não haverá corte de despesa, nem a máquina pública passará por nenhum processo de enxugamento.

– Presidente, vamos mandar uma medida provisória [que entra em vigor na hora da assinatura] para aumentar a carga tributária do setor produtivo, ainda que de forma indireta.

– Mas Haddad, querido, não seria melhor um projeto de lei [só vale após aprovação no Senado e na Câmara]. A gente está podendo brigar com o Congresso?

Haddad insistiu, mandou a MP, confederações chiaram, as frentes parlamentares não aceitaram a medida. Nisso, ainda em Boa Viagem, Haddad olha do outro lado da rua. Lula dá com a mão, o trânsito para. O presidente e seu ministro da Fazenda chegam à calçada do outro lado da rua. Haddad tinha enxergado uma casca de banana. Lula e o ministro vão ao chão.

Em Brasília, o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), devolveu a medida provisória alegando “inconsistência jurídica”.Assim é o governo!

Pense nisso!

Fonte: JC

 

           

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