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Política

Eleições 2022: Bolsonaro confirma que Tarcísio de Freitas disputará governo de SP

O chefe do Executivo disse que, se o ministro for eleito, fará um trabalho “semelhante” ao seu.

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O presidente Jair Bolsonaro (PL) confirmou nesta quinta-feira, 13, que o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, vai disputar o governo de São Paulo neste ano. Durante transmissão ao vivo nas redes sociais, o chefe do Executivo disse que, se o ministro for eleito, fará um trabalho “semelhante” ao seu.

“Eu vou responder essa aí porque o Tarcísio não pode responder, não. Eu conversei com o Tarcísio e ele topou ser pré-candidato ao governo do Estado de São Paulo”, disse Bolsonaro, em resposta a uma pergunta feita ao ministro durante a “live”.

Na primeira participação de Tarcísio nas transmissões ao vivo de Bolsonaro no ano eleitoral, o presidente aproveitou para fazer campanha para o ministro. “No nosso governo, ele tem feito um trabalho que é reconhecido por todos. É um tocador de obras, é um empreendedor e sabe realmente dos problemas do Brasil todo”, afirmou o chefe do Executivo.

Bolsonaro frisou que Tarcísio se formou, como ele, na Academia Militar das Agulhas Negras e trabalhou na Comissão de Transportes da Câmara, quando foi deputado. “Logicamente, ele não vai saber com profundidade, com particularidade, certos problemas do Estado de São Paulo, assim como eu não sei do Brasil. Agora, o Tarcísio pode, sim, ser uma esperança para São Paulo”, afirmou.

Pressão política

Ao dizer que sofreu pressões políticas no começo de seu governo para preencher a Esplanada dos Ministérios, Bolsonaro sugeriu que Tarcísio seguisse seu exemplo. Segundo o presidente, apesar da entrega da Casa Civil ao senador Ciro Nogueira (PP-PI) e da Secretaria de Governo à deputada Flávia Arruda (PL-DF), ambos do Centrão, ele não cedeu às pressões políticas.

A ministra Flávia Arruda pediu licença do cargo a partir desta quinta-feira e ficará afastada da pasta até o dia 21 de janeiro para tratar de “assuntos particulares”. A licença da titular consta em publicação do Diário Oficial da União desta sexta-feira, 14.

“Pode ter certeza, ele ganhando as eleições, porventura, vai fazer um trabalho semelhante ao meu, a começar pela escolha do seu secretariado, que tem que ser tecnicamente escolhido”, acrescentou Bolsonaro.

Durante a “live”, ao falar de eleições, o chefe do Executivo também disse que quando ele sair do governo, vai entrar outro presidente com o mesmo perfil. “Pretendo não ficar a minha vida toda por aqui, não”, declarou Bolsonaro.

Por Estadão Conteúdo

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Política

Ato por cartas une sociedade com falas duras contra golpismo de Bolsonaro

A Faculdade de Direito da USP promoveu um ato em manifestação por democracia.

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A mais ampla manifestação por democracia sob o governo de Jair Bolsonaro (PL) teve ápice na manhã desta quinta-feira (11) com um ato na Faculdade de Direito da USP em que foi lida, sob aplausos e falas contra o autoritarismo, a carta iniciada na instituição e assinada por mais de 945 mil pessoas.

O texto, que não cita diretamente Bolsonaro, mas prega a manutenção do Estado democrático de Direito e o respeito às eleições diante das ameaças golpistas do presidente de contestar o resultado e questionar as urnas eletrônicas, foi precedido da leitura de outro manifesto, endossado por mais de cem instituições.

O movimento, a menos de dois meses do primeiro turno das eleições, é considerado um marco simbólico na reação da sociedade civil à escalada de ameaça às instituições promovida por Bolsonaro, que insufla apoiadores para saírem às ruas no 7 de Setembro, data do Bicentenário da Independência.

A “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito” remete à histórica “Carta aos Brasileiros”, apresentada em ato público em agosto de 1977, na mesma Faculdade de Direito da USP, que marcou a luta contra a ditadura militar (1964-1985) e por redemocratização.

Após a leitura, no pátio das Arcadas da faculdade, o público entoou coros de “fora, Bolsonaro”. O hino nacional foi executado na sequência.

Oradores repudiaram, em tom de espanto e indignação, a necessidade de em 2022 a sociedade ter que brigar novamente por democracia e respeito à Constituição de 1988. O Poder Judiciário, que Bolsonaro frequentemente ataca, também foi defendido, assim como a Justiça Eleitoral.

O salão nobre e o pátio da faculdade, no largo São Francisco, região central de São Paulo, foram tomados por organizadores e convidados, dos mais diferentes segmentos e correntes políticas ideológicas.

Signatários e apoiadores também se concentraram do lado de fora do prédio, inicialmente sob frio e garoa, que depois arrefeceram. A plateia acompanhou as falas por um telão. Organizações como a UNE e a OAB fizeram marchas até o local.

Atos simultâneos em outras universidades em todos os 26 estados brasileiros também tiveram a leitura da carta.

Faixas com referência ao regime militar foram estendidas no pátio das Arcadas da faculdade, com mensagens como “ditadura nunca mais”, “para que não se esqueça”, “para que jamais aconteça”. Outros apelos eram por “Estado de direito sempre” e “democracia sem fome”.

“Temos aqui a reunião de sindicalistas, empresários e movimentos sociais da sociedade civil. Isso mostra que as eleições já têm um vencedor”, disse o diretor da Faculdade de Direito da USP, Celso Fernandes Campilongo.

“Esse vencedor é o sistema eleitoral brasileiro. Esse vencedor é a legalidade do Estado democrático de Direito sempre. E, principalmente, o mais importante, o vencedor das eleições é o povo brasileiro”, completou.

O presidente da República acabou por legitimar as reações da sociedade ao falar nos últimos dias que as “cartinhas”, como se referiu aos documentos, têm o objetivo de atingi-lo. Bolsonaro disse que jamais desafiou o regime democrático e ofendeu quem assinou os textos. Chamou os signatários de sem caráter e caras de pau e afirmou que entre eles há “empresários mamíferos”.

Bolsonaro, que busca a reeleição, está em segundo lugar na corrida ao Planalto e tem 29% das intenções de voto, segundo a mais recente pesquisa Datafolha, de julho. Seu principal rival, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), lidera com 47%. O petista assinou o manifesto capitaneado pela USP.

Antes da “Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito”, foi lido também na Faculdade de Direito outro manifesto em favor da democracia, assinado por entidades como a Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) e a Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

Apelidado de “carta dos empresários”, o documento “Em Defesa da Democracia e da Justiça” conseguiu unir parceiros improváveis, como a Fiesp, centrais sindicais (como CUT, Força Sindical e UGT), a Febraban, a Academia Brasileira de Ciências e a UNE (União Nacional dos Estudantes).

Por Folhapress

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Política

Miguel garante presença em debates de TV e rádio e lamenta desistência dos adversários

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O candidato a governador Miguel Coelho lamentou o cancelamento do primeiro debate que ocorreria na próxima sexta-feira (12), em Caruaru. O evento foi desmarcado pela Rádio Cidade após a desistência de Marília Arraes e Anderson Ferreira.

Miguel se posicionou publicamente por meio de um vídeo em suas redes sociais. O candidato do União Brasil disse que estará em todos os debates promovidos pelas rádios e TVs do estado e também fará um esforço para participar do máximo de sabatinas possíveis nos meios de comunicação para se apresentar à população.

Sobre a desistência dos adversários no primeiro debate, Miguel considerou a atitude equivocada diante do desconhecimento que existe em torno das propostas e perfis dos candidatos que disputam o Governo de Pernambuco. “Já tem candidata e candidato querendo se esconder para não falar das ideias para tirar Pernambuco do atraso, do desemprego, da fome. Não adianta se esconder, a campanha vai chegar e o povo vai saber quem está preparado para defender Pernambuco.”

Assessoria de Imprensa de Miguel Coelho

 

 

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Política

STJ nega recurso e mantém decisão que obriga Dallagnol a indenizar Lula por dano Moral

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A Quarta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou recursos impetrados pela defesa de Deltan Dallagnol e da Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) ao manter a decisão judicial que força o ex-procurador a indenizar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) por dano moral. O caso refere-se a uma apresentação realizada por Dallagnol, enquanto membro da Lava Jato, que divulgou um ‘PowerPoint’ atrelando o petista às expressões “mensalão”, “enriquecimento ilítico”, “perpetuação criminosa no poder”, “governabilidade corrompida”, “petrolão e propinocracia”, entre outros

O entendimento dos ministros foi de que houve excesso na ação do ex-procurador. Na decisão final da Quarta Turma, os magistrados fixaram a indenização em R$ 75 mil além dos juros e correção monetária. De acordo com o ministro relator da ação, Luís Felipe Salomão, o pagamento total deverá superar os R$ 100 mil. Os representantes de Dallagnol argumentam que o ex-procurador não deveria ser responsabilizado já que o mesmo era um agente público e o Estado deveria ser o alvo da ação.

 

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