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Educação

Em Pernambuco, estudantes do segundo ano do Ensino Médio retornam às aulas presenciais

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Estudantes do segundo ano do Ensino Médio da Rede Estadual voltaram, nesta terça-feira (26), às aulas presenciais. Esse processo faz parte do plano de retomada gradual das aulas presenciais no estado após suspensão, em 18 de março, devido à pandemia da Covid-19. Todas as escolas estão prontas para receber estudantes, professores e demais profissionais e seguem um rigoroso protocolo de segurança estabelecido pela Secretaria Estadual de Saúde para evitar contaminação do novo coronavírus. Este processo segue até o dia 03 de novembro, com o retorno dos estudantes do primeiro ano, Ensino Técnico Concomitante, Subsequente e da Educação de Jovens e Adultos também retomam.

Na Escola de Referência em Ensino Fundamental e Médio (EREMFM) Polivalente de Abreu e Lima os estudantes foram recepcionados ao som da Banda Marcial Vânia Araújo. Os alunos seguiram para as salas em fila indiana e respeitando o distanciamento social de 1,5 metros.  Os estudantes que aderiram ao retorno das aulas presenciais responderam a uma enquete feita pela gestão da escola para saber quem estava disposto a aderir essa modalidade. Os alunos que optaram por não retornar nesse momento assistirão aulas remotas.

A EREMFM Polivalente de Abreu e Lima conta com um rigoroso protocolo sanitário para evitar o contágio do novo coronavírus. Para isso, a unidade de ensino disponibilizou totens espalhados pelos corredores, aferição de temperatura corporal,  pias para higienização das mãos, dispenser de álcool em gel em cada entrada de sala, máscara e faceshield para professores e demais profissionais, tapetes sanitizantes e cartazes de orientação.

“O nosso maior desafio é ter esse controle de cumprimento do protocolo de segurança. Nós sabemos que quando se trata de saúde, a preocupação se torna maior porque mexe com o nosso emocional. Nestes primeiros dias vamos fazer uma recepção diferente com conversas sobre as mudanças e adaptações do nosso plano de aula”, destacou o gestor da escola, Isaias Julio.

A expectativa para voltar às aulas era grande. O desejo de reencontrar os amigos e professores após longos sete meses de isolamento social deixou a estudante Graciete Vitória com mais vontade de querer retornar à escola. Tomando todos os cuidados necessários e respeitando as normas técnicas sanitárias, a jovem foi uma das primeiras alunas a chegar neste primeiro dia de aula. “As aulas presenciais são mais explicativas e a gente consegue prestar mais atenção nos assuntos abordados pelos professores. Infelizmente, nem todos os estudantes irão retornar, mas espero poder reencontrá-los em breve”, observou.

Na EREM Maria Vieira Muliterno, também em Abreu e Lima, as turmas foram divididas por cores. Cada turma tem aproximadamente 20 alunos para atender de maneira segura os protocolos de segurança estabelecidos pela Secretaria Estadual de Saúde.  Logo no início da aula, os alunos receberam um kit com caderno, lápis, caneta e máscaras.

De acordo com o gestor da escola, Elias José da Silva, esse retorno impõe um desafio maior que o comum. “Não imaginávamos que iríamos passar por uma situação dessa e tivemos que nos reinventar. No decorrer do tempo nós fomos observando as necessidades e criando mecanismos de adaptação para poder receber os estudantes novamente na escola. Tudo foi criado com muito diálogo entre os professores”, ponderou.

O professor de língua portuguesa da EREM Maria Vieira Muliterno, Alceu Joventino, foi um dos que se adaptaram à nova realidade, que é o ensino remoto. De acordo com ele, essa modalidade fez com que os estudantes não ficassem sem os conteúdos educativos, além de ter sido uma oportunidade para estabelecer um contato maior com as famílias.

“No início foi uma tremenda dificuldade porque eu não tinha esse hábito de usar a internet para dar aula. Mas com o passar do tempo, a gente foi se adaptando e vendo resultados satisfatórios. Mas ainda assim, não há comparação com a aula presencial. O conteúdo dado na aula online dificulta o entendimento dos estudantes, mas reconhecemos que esse período específico  foi oportuno para evitar um hiato entre o ensino público e o privado”, avaliou.

“O retorno das aulas presenciais vai dar mais possibilidade de aprendizagem aos estudantes. Com esse retorno, vamos dar a oportunidade ao estudante de ter acesso à internet e de fazer as atividades que estavam em déficit, além de ter acesso a equipamentos que antes eles não tinham”, analisou Edson Júnior, gestor da EREM Eurico Pfisterer, localizada em Cruz de Rebouças.

É importante destacar que este retorno dos estudantes é opcional, e no caso dos menores de idade, a decisão de voltar à escola caberá aos pais ou responsáveis. Não irão retornar os alunos, professores e demais profissionais da Educação com fatores de risco, como os maiores de 60 anos.

Por Mikael Sampaio

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Educação

Redes de ensino ainda não sabem se terão permissão para aulas remotas em 2021

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A pouco mais de um mês do fim do ano, as redes de ensino públicas e privadas, da educação básica e do ensino superior, ainda não sabem se terão permissão para as aulas remotas em 2021.

O Ministério da Educação (MEC) ainda não homologou a permissão de estender o ensino on-line até dezembro de 2021, conforme havia sido aprovado por unanimidade em outubro pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

O conselho é responsável por assessorar o MEC nas políticas educacionais do país e conta, inclusive, com membros do ministério.

A resolução foi feita para regulamentar a Lei 14.040, sancionada pelo presidente Jair Bolsonaro em 18 de agosto, que desobriga as escolas de cumprirem os 200 dias letivos. O texto da lei prevê que o CNE formule as diretrizes nacionais para implementá-la.

Aprovação urgente

Para a presidente do Conselho Nacional de Educação (CNE), Maria Helena Guimarães, a homologação da resolução é urgente.

“Se não, isso pode criar uma insegurança jurídica”, afirma. Isso porque os protocolos sanitários que preveem a reabertura das salas de aula dizem que não será permitida a presença de 100% dos alunos.

“Quem me garante que, no mês de janeiro, as escolas vão voltar [às aulas presenciais] e que não vai ter mais nada de pandemia? E que as escolas não deverão mais cumprir protocolos sanitários? Todos eles estabelecem só 30% de alunos por turma”, afirma.

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) prepara um posicionamento em que defende a homologação da resolução.

“No começo deste ano, não tivemos como nos planejar [para a pandemia]. Agora, temos como nos preparar”, afirma a presidente do Consed, Cecilia Motta.

Segundo Motta, mesmo que as escolas reabram para 100% dos alunos, o ensino remoto ainda será necessário para suprir o déficit de aprendizagem que pode ter ficado com as aulas on-line.

No Mato Grosso do Sul, onde ela é secretária de Educação, o planejamento para o ano letivo de 2021 já está pronto, independentemente do silêncio do MEC, afirma Motta.

“Estou preparada para, no ano que vem, ter aula 100% presencial, mas mesmo assim preciso da aula remota para recuperar a aprendizagem. O plano prevê iniciar o ano com metade da turma em uma semana, e metade na outra. E prevendo que, em algum momento, fecha tudo [caso aumentem os casos de coronavírus] e eu vou ter que usar aula remota”, explica.

 

 

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Educação

UPE aprova bônus de 10% na nota para alunos que fizerem Enem para medicina, odontologia e direito

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A Universidade de Pernambuco (UPE) aprovou um bônus de 10% na nota para os estudantes que ingressarem nos cursos de medicina, odontologia e direito, por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Segundo a instituição, a regra vale para que se inscrever, a partir de 2021, no Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e seguir alguns critérios.

De acordo com o pró-reitor de Graduação, professor Ernani Martins, serão contemplados com a elevação da nota final os estudantes que se inscreverem em medicina no Recife, em Garanhuns, no Agreste, e Serra Talhada, no Sertão.

Também serão contemplados os alunos que se inscreverem em odontologia em Camaragibe, no Grande Recife, e em Arcoverde, no Sertão. Por fim, o bônus valerá para quem fizer Enem para direito no Recife e em Arcoverde.

“O estudante deverá ter feito todo o ensino médio, em escola pública ou privada, na região onde pretende fazer a faculdade. Ele também precisa morar na mesma área onde fica a unidade da UPE em que ele vai fazer o curso”, disse Martins.

O pró-reitor explicou que nos cursos do Recife e Camaragibe, o estudante deve ter estudado e ser morador da capital, Região Metropolitana e ou Zona da Mata.

Nos casos de Garanhuns e Serra Talhada e Arcoverde, é necessário ter feito o ensino médio e ser residente no Agreste e no Sertão, respectivamente.

“Esse é um processo que já estávamos avaliando para os cursos de grande demanda. O bônus de 10% vale para quem estudou em escola pública ou privada, sendo diferente das cotas já existentes”, afirmou Martins.

Segundo ele, a novidade foi aprovada pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), um dos órgãos colegiados da UPE. O aluno egresso de escola pública pode concorrer por sistema de cotas, que reserva 20% das vagas.

Para medicina, são 210 vagas oferecidas pela universidade. Direito e odontologia têm 100 oportunidades, cada.

O Enem será realizado em janeiro e fevereiro de 2021. O Sisu deverá abrir inscrições em março e abril, mas não foi divulgada a data.

 

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Educação

TCE-PE aponta irregularidades, e 4,6 mil contratos da educação de PE, devem ser suspensos

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Após o Tribunal de Contas do Estado (TCE) identificar ilegalidades, a Secretaria de Educação de Pernambuco terá que rescindir 4.646 contratos temporários de funcionários.

Um Termo de Ajustamento de Conduta, proposto pelo Ministério Público Estadual e assinado pelo secretário Fred Amâncio, foi publicado no Diário Oficial Eletrônico nessa quarta (25).

Vários cargos de diferentes níveis – a maioria professores da rede de ensino – serão desligados nos próximos meses.

 

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