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Política

Em seu aniversário, Bolsonaro viaja ao Chile para discutir Prosul

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Presidente brasileiro será homenageado em Santiago com jantar oferecido por embaixador

presidente Jair Bolsonaro, que completa 64 anos hoje, viaja nesta quinta (21) ao Chile para participar de um encontro de cúpula com outros chefes de Estado sul-americanos. Eles vão discutir a criação de um novo fórum de desenvolvimento para o continente, previamente chamado de Prosul.

Em Santiago, Bolsonaro deve fazer uma transmissão ao vivo por uma rede social às 19h desta quinta. Em seguida, será homenageado com um jantar na residência do embaixador do Brasil no Chile, Carlos Duarte.

Idealizado pelo presidente chileno Sebastián Piñera, o novo organismo regional substituiria a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), criada em 2008, em um momento em que o continente era comandado majoritariamente por presidentes ligados à esquerda.

O encontro de cúpula ocorrerá na sexta-feira (22).

No sábado (23), último dia da viagem ao Chile, Bolsonaro participará de um café da manhã com empresários e terá uma reunião privada, seguida de outra ampliada, com Sebastián Piñera. Na ocasião, os presidentes do Brasil e do Chile farão uma declaração à imprensa e almoçarão juntos.

Por Notícias ao Minuto

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Política

Bolsonaro demite aliado de Mendonça Filho

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O presidente Bolsonaro demitiu o pernambucano Leonardo de Souza Leão (ao lado de Mendonça na foto), da diretoria de Gestão, Articulação e Projetos Educacionais do FNDE – Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

Léo, como é mais conhecido, é ligado ao grupo do ex-ministro da Educação, Mendonça Filho, e estava no cargo desde a posse dele (Mendonça) no MEC.

O blog apurou que a demissão é consequência das arestas do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, com Mendonça. Ambos já foram líderes do DEM na Câmara no Governo Dilma Rousseff (PT), mas se distanciaram a partir do momento em que Michel Temer assumiu a Presidência e o partido bancou a indicação de Mendonça para o MEC.

A degola de Léo, portanto, é retaliação do poderoso ministro da Casa Civil ao ex-ministro da Educação, até porque o DEM está na base do Governo e não interessaria a Bolsonaro atingir alguém do grupo de Mendonça. A portaria da demissão é assinada por Onyx, articulador político do Governo.

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Política

Bolsonaro vai nesta terça à Bahia para inaugurar aeroporto sem a presença do governador Rui Costa

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O presidente Jair Bolsonaroparticipará nesta terça-feira (23) da inauguração do Aeroporto Glauber Rocha, em Vitória da Conquista (BA), na primeira viagem ao Nordeste após a polêmica causada pela declaração dele sobre governadores da região.

A previsão é que Bolsonaro chegue à cidade às 10h45, e o evento ocorra às 11h. O aeroporto amanheceu cercado por tapumes.

A viagem ocorre após o governador da Bahia, Rui Costa (PT), anunciar que não participará da inauguração do terminal porque a solenidade ficou restrita a poucos convidados, “como se fosse uma convenção político-partidária” (leia detalhes mais abaixo).

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia, Nelson Leal (PP), também informou que não participará, em solidariedade à decisão de Costa, assim como Paloma Rocha, filha do cineasta Glauber Rocha, que dá nome ao aeroporto.

A viagem é a segunda de Bolsonaro ao Nordeste desde a posse. Na primeira, em maio, o presidente foi a Pernambuco para participar de reunião da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste(Sudene), em Recife, e inaugurou conjunto habitacional do Minha Casa, Minha Vida, em Petrolina, no Sertão.

‘Governadores de paraíba’

Na sexta-feira (19), ao conversar com o ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, Bolsonaro disse que “daqueles governadores ‘de paraíba’, o pior é o do Maranhão”, acrescentando: “Tem que ter nada com esse cara”.

Bolsonaro disse no sábado (20) que a fala foi uma crítica aos governadores do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e da Paraíba, João Azevêdo (PSB).

Ainda na sexta, governadores do Nordeste divulgaram uma carta na qual cobraram explicações de Bolsonaro e afirmaram ter recebido “com espanto e profunda indignação” a declaração do presidente. No entendimento deles, Bolsonaro transmitiu “orientações de retaliação a governos estaduais”.

O Nordeste foi a única região na qual Bolsonaro não venceu no segundo turno da eleição presidencial de 2018. Na ocasião, Fernando Haddad (PT) obteve 69,7% dos votos válidos da região, contra 30,3% de Bolsonaro.

Governador e presidente da Assembleia ausentes

Nesta segunda (21), o governador da Bahia, Rui Costa, anunciou que não participará da inauguração do aeroporto de Vitória da Conquista.

Costa relatou em vídeo (veja acima) que convidou o governo federal para a inauguração, mas entende que a solenidade ficou restrita a poucos convidados, maior parte de apoiadores do presidente. O Palácio do Planalto não comentou a decisão do governador.

“A medida anunciada é excluir o povo da inauguração, fazer uma inauguração restrita a poucas pessoas, escolhidas a dedo, como se fosse uma convenção político-partidária. Não posso concordar com isso”, disse Costa.

No vídeo, Costa também agradeceu os esforços do ex-governador da Bahia Jaques Wagner, atualmente senador, do ex-secretário de Infraestrutura Otto Alencar, também atualmente senador, e dos ex-presidentes Dilma Rousseff e Michel Temer.

Segundo o governo da Bahia, o novo aeroporto teve investimento de R$ 106 milhões, com mais de R$ 31 milhões do orçamento estadual. A obra, segundo o governo, foi executada pelo estado.

O presidente da Assembleia Legislativa, Nelson Leal,informou por meio de nota que não participaria em solidariedade a Rui Costa, e disse que esperava que o evento fosse um “momento suprapartidário”. Por Guilherme Mazui e Judson Almeida

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Política

Bolsonaro privilegia bases eleitorais

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Nos primeiros 200 dias de seu governo, Bolsonaro tentou agradar militares, policiais, evangélicos, ruralistas e caminhoneiros

Nos primeiros 200 dias do seu governo, o presidente Jair Bolsonaro tomou decisões que agradaram aos segmentos que mais deram apoio para sua eleição no ano passado: militares, policiais, evangélicos, ruralistas e caminhoneiros. A prioridade dada a esses grupos virou motivo para ataques de partidos da oposição, que veem no gesto do Planalto um fator que mantém a polarização política no País.

Como prometido, o presidente tratou prioritariamente da facilitação da posse e porte de armas de fogo, uma pauta dos armamentistas (caçadores, atiradores esportivos e colecionadores), mas que divide opiniões entre as polícias, as Forças Armadas e no meio evangélico.

Entre as benesses, Bolsonaro abriu crédito para caminhoneiros; negociou regras mais brandas de aposentadoria às polícias e carreiras federais da segurança pública; ampliou o financiamento de comunidades terapêuticas, em sua maioria ligadas a igrejas; e deu aval para manter isenta a contribuição previdenciária sobre a produção agropecuária exportada.

Na sexta-feira, Bolsonaro pressionou publicamente o Congresso para debelar uma nova ameaça de greve dos caminhoneiros, insatisfeitos com a atualização da tabela do piso mínimo do frete. Ele pediu apoio a deputados e senadores para aprovação de projeto de lei que, entre outras medidas, aumenta a validade da carteira de motorista de cinco para dez anos.

Os evangélicos receberam os últimos acenos do presidente, como o afrouxamento de regras fiscais e o compromisso público de indicar para uma vaga no Supremo Tribunal Federal um jurista “terrivelmente evangélico”. O nome mais cotado é o do advogado-geral da União, André Mendonça, um presbiteriano. Em negociações com a frente parlamentar evangélica, também reduziu exigências na prestação de contas de filiais de igrejas.

Popularidade

O presidente decidiu manter um tom de campanha eleitoral após assumir o governo e, diante da queda nos índices de popularidade, tem pedido a parlamentares desses segmentos sugestões de iniciativas de apelo popular. “Essas pequenas medidas têm um alcance enorme no Brasil e trazem a população para o nosso lado”, disse Bolsonaro, durante encontro com a bancada evangélica, na semana passada.

Ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse que Bolsonaro adotou um estilo de governar “sinalizando para suas bases eleitorais”.

A oposição critica a postura do presidente. “Bolsonaro fez a opção de governar para os identificados com o bolsonarismo propriamente dito. Governa para um núcleo duro ligado a ele, deixando vários segmentos da sociedade sem atenção e fazendo até o contrário da demanda desses setores, alguns que votaram nele”, diz o senador Humberto Costa (PE), líder do PT.

O líder do PSB na Câmara, Tadeu Alencar (PE), diz que a desaprovação ao governo decorre de uma falta de respostas a quem não faz parte dos nichos de apoio. “Quem ganha eleição deseja um ambiente de governança de menos combustão para implementar sua pauta, mas ele faz o contrário: aposta numa tensão permanente.”

O cientista político Carlos Melo pondera que presidentes eleitos sempre privilegiaram suas bases e que o Estado é corporativo. Ele cita, por exemplo, que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso nomeou intelectuais para compor o governo e que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva levou ao poder sindicalistas, adotando parte de bandeiras do setor, como a política de valorização do salário mínimo.

“É uma praga no Brasil. Seja que governo for, você tem os amigos do rei apaniguados de alguma forma. Pode-se dizer que são as bases eleitorais, setores que fizeram campanha e elegeram o Bolsonaro, portanto, precisam ser recompensados. Mas isso não é republicano, não é impessoal, não é um governo de técnicos, sem privilégios, como se prometia fazer”, avalia Melo. Como exemplo, ele cita a pressão das carreiras de segurança pública para escaparem das mudanças propostas na reforma da Previdência.

Parte desses grupos ganhou ainda o direito de indicar ministro na equipe de Bolsonaro, caso dos ruralistas, responsáveis por emplacar a titular da Agricultura, Tereza Cristina. Apesar de não ter sido um nome levado ao presidente pela bancada, a ministra da Família, Mulher e Direitos Humanos, Damares Alves, atendeu ao anseio da bancada evangélica. A bancada da bala encampou projetos do ministro da Justiça, Sérgio Moro. E os caminhoneiros, mesmo sem congressistas, ganharam atenção dedicada do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. Os militares das Forças Armadas, berço político do presidente, compõem o maior segmento do governo, com cargos em toda a Esplanada e no Planalto.

(Por O Estado de S. Paulo)

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