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Esporte

Fifa está em alerta para interferências políticas na gestão da CBF

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A Fifa observa com atenção uma eventual influência política do Governo Federal na gestão da CBF. O estatuto da entidade que comanda o futebol proíbe a interferência externa nas atividades de qualquer federação internacional, ou seja, governos não podem influenciar na gestão do futebol de seus países.

Fontes ligadas ao comando da entidade acompanham, em estado de alerta, a crise sobre a realização na Copa América no Brasil, mas ainda não há sinais da abertura de uma investigação. Caso fique provada uma ingerência, as punições podem ir de suspensão até a exclusão das confederações de torneios organizados pela Fifa.

Questionada pelo Estadão, a Fifa ainda não se pronunciou oficialmente. Mas o sinal amarelo foi aceso nos escritórios de Zurique, na Suíça, diante da possibilidade de o presidente da República, Jair Bolsonaro, ter pedido a demissão de Tite do cargo de treinador da seleção brasileira ao então presidente da CBF, Rogério Caboclo. “A minha participação na Copa América é abrir o Brasil para que ela fosse realizada aqui. Já tem os quatro estados acertados, tudo certinho. No tocante a jogador, técnico, estou fora dessa. Não tenho nada a ver com isso aí”, afirmou Bolsonaro. Caboclo também afirmou que não pensou em demitir o treinador em entrevista à ESPN Brasil.

Outros episódios também estão no radar dos dirigentes da entidade internacional. No dia 31 de maio, após a desistência da Argentina, a Conmebol se preparava para anunciar o cancelamento do torneio quando o presidente da entidade, Alejandro Domínguez, sugeriu o Brasil como nova sede. O torneio só foi transferido para cá depois do aval do Governo Federal. Depois da confirmação, Dominguez agradeceu Bolsonaro. O “muito obrigado” se repetiu no anúncio das cidades-sede. Além disso, o presidente deve estar presente na abertura do torneio, domingo, no estádio Mané Garrincha, em Brasília.

Em 2019, na última edição da Copa América no Brasil, Bolsonaro foi chamado pelos atletas para ir ao campo para celebrar o título. O presidente tirou fotos com os atletas. A Conmebol evitou que o presidente da República entregasse o troféu para a seleção.

Embora o estatuto da Fifa traga a proibição expressa contra interferência externas, o ato de investigar em profundidade essas situações não é comum. Isso vem ocorrendo apenas ocorre em situações urgentes, quando uma ação governamental afasta o comando da administração da entidade. Isso já aconteceu duas vezes neste ano. A Fifa puniu o Chade e o Paquistão, inexpressivas no cenário internacional do futebol. No Chade, o governo local assumiu o comando da Confederação de Futebol. No Paquistão, manifestantes assumiram o controle da Federação. As duas foram suspensas.

REDES SOCIAIS – Os atritos entre Tite e o comando da CBF começaram na semana passada, quando o Governo Federal e a entidade aceitaram o pedido da Conmebol para que a Copa América fosse realizada no Brasil. Jogadores e a comissão técnica não foram consultados. Por isso, as entrevistas coletivas foram canceladas ao longo da semana. Internamente, os atletas também criticaram o fato de a própria CBF, organizadora do torneio, não ter se manifestado. Os atletas prometem falar sobre o torneio nesta terça-feira, diante do Paraguai. A Conmebol não deve reprimir manifestações sobre o torneio, desde que sigam as regras da Fifa.

Quando deixou clara sua oposição ao torneio no País, Tite foi alvo de manifestações de apoiadores do presidente nas redes sociais. A hashtag #ForaTite, movimento pedindo a saída do técnico, ganhou espaço nas redes sociais. Internautas chamaram o treinador de “esquerdopata” e “lacrador” por conta de um possível boicote ao torneio.

Por:Esporte ao Minuto

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Milan busca empate em clássico, segue invicto e mantém jejum da Juventus

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A igualdade ficou de bom tamanho para o Milan, que segue invicto, agora com três vitórias e um empate, na segunda colocação, com os mesmos dez pontos da Inter de Milão

AJuventus poderia ter encerrado o jejum no Campeonato Italiano da melhor maneira possível, vencendo o clássico deste domingo contra o Milan, em Turim, mas o rival de Milão não deixou isso acontecer. Com um gol marcado por Morata, a equipe comandada por Massimiliano Allegri ficou em vantagem no placar dos três minutos do primeiro tempo aos 30 da etapa final, quando o empate por 1 a 1 foi alcançado graças a Rebic, que marcou de cabeça.

A igualdade ficou de bom tamanho para o Milan, que segue invicto, agora com três vitórias e um empate, na segunda colocação, com os mesmos dez pontos da Inter de Milão, na frente por vantagem no saldo de gols. O Napoli, que joga amanhã contra a Udinese, pode ultrapassar os dois times milaneses e assumir a ponta. Já a Juve segue sem nenhuma vitória na disputa da liga nacional, com apenas dois pontos somados em quatro jogos, ainda tentando se reencontrar após a saída de Cristiano Ronaldo.

Em um ato que alimentou a esperança dos torcedores, a Juventus tirou o zero do placar logo no início da disputa. Com apenas três minutos de jogo, Alex Sandro roubou a bola no campo de defesa, durante investida do Milan, e tocou para Dybala, que foi rápido ao armar o contra-ataque com um toque de primeira. Morata recebeu a bola com o caminho livre pela frente, avançou em velocidade até entrar na área e tocou na saída do goleiro Maignan para fazer o gol.

Sem Ibrahimovic e Giroud, lesionados, o Milan teve dificuldades ao tentar se aventurar no campo de ataque e esbarrou em uma defesa muito organizada, eficiente na hora de interceptar a conclusão das jogadas milanistas. O setor ofensivo da Juve funcionou melhor, tanto que Maignan teve que trabalhar duas vezes, após finalizações de Morata e Dybala, para evitar que a diferença no placar fosse ampliada.

O segundo tempo começou com o Milan mostrando as mesmas limitações da etapa inicial, mas houve uma evolução conforme o tempo foi passando. Com mais posse de bola e buscando o ataque, o time visitante conseguiu empatar aos 30 minutos, quando Rebic aproveitou boa cobrança de escanteio de Tonali e desviou de cabeça para o canto do gol, sem chance para Szcesny fazer defesa.

Após o empate, os milanistas mantiveram a postura ofensiva e deram trabalho para a defesa da Juventus. Rebic e Kalulu deixaram a equipe perto de conseguir a virada, com boas finalizações que levaram perigo ao gol adversário, que chegou menos, mas teve uma boa oportunidade desperdiçada por Kean nos minutos finais.

OUTROS JOGOS – Além do Milan, outro time que perdeu a invencibilidade foi a Roma, que perdeu por 3 a 2 para o Hellas Verona, no Marcantonio Bentegodi. O time comandado por José Mourinho terminou o primeiro tempo vencendo por 1 a 0, com um gol de Pellegrini, mas sofreu a virada após Barák e Caprari marcarem para o Verona, já no segundo tempo. Um gol contra de Illic chegou a reacender a esperança romanista, que durou até os 18 minutos, quando Faraoni decretou a vitória dos donos da casa.

A derrota foi a primeira da Roma após três vitórias seguidas no Campeonato Italiano. Apesar disso, a equipe se mantém provisoriamente em terceiro lugar, com nove pontos, mas, assim como o Milan, pode perder a posição para o Napoli. Já o Verona celebrou a conquista dos primeiros três pontos, depois de três derrotas.

Grande rival da Roma, a Lazio também foi a campo neste domingo, no Olímpico, onde empatou por 2 a 2 com o Cagliari, resultado que a deixa em sexto lugar, com sete pontos. Em outros dois jogos do dia, o Atalanta venceu o Salernitana por 1 a 0 e o Spezia fez 2 a 1 para bater o Venezia.

Por Estadão Conteúdo

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Esporte

Atlético-MG x Sport opõe melhor defesa ao pior ataque do Brasileiro

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Líder isolado, com 42 pontos, o Atlético-MG é ainda o time menos vazado do Brasileiro, com apenas 13 gols sofridos em 19 jogos. Já testada por atacantes badalados, a defesa alvinegra se opõe às 19h deste sábado (18) ao pior ataque da competição, do Sport.

Além de figurar na vice-lanterna do campeonato, com apenas 17 pontos conquistados, o desesperado time pernambucano marcou somente oito gols -a título de comparação, o segundo pior ataque é o do Grêmio, também na zona de rebaixamento, mas com 14 tentos e dois jogos a menos em relação ao Sport.

O Atlético chega ao Mineirão também com outros números favoráveis. Tendo a terceira melhor campanha como mandante do Brasileiro, ficando atrás de Fortaleza e Palmeiras, que têm mais jogos em casa, o Atlético tem 19 pontos conquistados em 24 possíveis -foram seis vitórias, um empate e apenas uma derrota.

O Sport, por sua vez, é apenas o 12º melhor visitante da Série A. Em 30 pontos disputados fora de seus domínios, os pernambucanos conquistaram 10 -foram duas vitórias, quatro empates e outras quatro derrotas. Agora precisará bater um time que não perde há 12 jogos, entre diversas competições.

Quando se enfrentaram no primeiro turno do Brasileiro, no duelo válido pela segunda rodada, o Atlético levou a melhor na Ilha do Retiro ao vencer por 1 a 0, com gol do atacante Hulk. O paraíbano de 35 anos, inclusive, é o goleador atleticano na competição mais importante do país, com sete tentos anotados até o momento.

Estádio: Mineirão, em Belo Horizonte (MG)

Horário: 19h (de Brasília) deste sábado (18)

Árbitro: Vinicius Gonçalves Dias Araújo (SP)

VAR: Pericles Bassols Pegado Cortez (SP)

Transmissão: Premiere

(Fonte Esporte ao Minuto)

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Esporte

Eric Granado corre para ser primeiro campeão mundial do país na moto

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O fim de semana pode ser histórico para o esporte a motor brasileiro. No sábado (18) e no domingo (19), Eric Granado disputa as duas últimas etapas da temporada 2021 da MotoE, categoria das motos elétricas, com a possibilidade de ser o primeiro piloto do país a ser campeão mundial na motovelocidade.

O paulista de 25 anos ocupa o segundo lugar na classificação, com 73 pontos, a sete do italiano Alessandro Zaccone, que lidera o campeonato, e um ponto a frente do espanhol Jordi Torres, atual campeão, que aparece em terceiro. O suíço Dominique Aegerter é o quarto, com 69 pontos. Os 15 primeiros colocados da prova somam pontos, sendo que o vencedor leva 25 pontos. O pole position (piloto que larga na primeira posição) e o responsável pela melhor volta da corrida recebem pontos de bonificação.

“A expectativa está muito boa. Fizemos uma ótima temporada, fui rápido em todos os circuitos e estou muito confiante. Feliz de chegar com ótimas possibilidades de brigar pelo título. É a primeira vez que consigo”, celebrou Granado à Agência Brasil.

As duas provas valem pelo Grande Prêmio de San Marino e Riviera e de Rimini, no circuito de Misano (Itália). Neste sábado, a corrida inicia às 11h20 (horário de Brasília). No domingo, a largada será às 10h30.

“Em relação à estratégia, temos de ir por partes. A primeira prova será muito importante para sabermos as possibilidades reais de domingo e pensarmos em uma estratégia diferente, começarmos a usar a calculadora. Tudo pode acontecer. O mundo ideal é terminar [sábado] na frente deles [Zaccone, Torres e Aegerter]. O objetivo é manter a mesma linha de trabalho e pontuar. Serão dois dias bem diferentes. Corridas curtas, alto nível, outros pilotos brigando no bolo da frente. Serão dois dias muito intensos”, projetou o brasileiro.

Apesar da vice-liderança, Granado tem motivos para acreditar na virada. Após cinco provas, o paulista é o piloto com mais vitórias (duas), poles (quatro) e voltas mais rápidas (quatro) na temporada. O brasileiro esteve no pódio nas últimas duas etapas, ao vencer o Grande Prêmio da Holanda, em Assen, e chegar em segundo no da Áustria, em Spielberg, reduzindo de 28 para sete pontos a diferença para o líder Zaccone. Ele só não pontuou no Grande Prêmio da Catalunha, em Barcelona (Espanha), terceira corrida da competição, devido a um problema elétrico na largada.

“Foi a corrida que mais me doeu. O problema técnico não depende de ninguém, a máquina é que falha. Foi a que mais prejudicou. Mas as estatísticas são boas, favoráveis. Levo como motivação, de saber que posso ser o mais rápido e que, neste fim de semana, vou continuar na mesma linha para somar o máximo de pontos possíveis”, comentou o piloto.

Se levar o título no fim de semana, Granado entra em um seleto grupo de brasileiros campeões mundiais nos esportes a motor, atualmente composto por pilotos do automobilismo, como Ayrton Senna, Nelson Piquet e Emerson Fittipaldi, todos da Fórmula 1. O último a ingressar na lista foi Lucas di Grassi com o título da Fórmula E (categoria de carros elétricos) em 2017.

Na motovelocidade, Alex Barros foi o brasileiro que chegou mais perto de conquistar o mundo. Entre 2000 e 2002, e em 2004, o paulista terminou a categoria hoje conhecida como MotoGP, a mais importante do Mundial da modalidade, na quarta posição.

“Sei que [o título da MotoE] é algo importante para nosso esporte no Brasil. Isso dá uma motivação extra, saber que há muita gente torcendo e apoiando. Na real, não penso muito nisso [tamanho do possível feito]. Quero pensar mais no meu trabalho. Se voltar para casa no domingo com a certeza de que fiz o melhor e que ele foi suficiente para vencer, a missão estará concluída”, disse Granado.

“A única certeza é que estarei com a bandeira do Brasil [na moto]. Sempre sonhei poder comemorar um título com a bandeira, como vi várias vezes, em documentários, o Senna e outros pilotos que representam o país fazerem. O que mais penso é em como ser competitivo neste fim de semana e levar o resultado para casa”, concluiu o brasileiro.

Por:Agência Brasil

 

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