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Educação

GRE Sertão Central divulga curso gratuito de Libras na Rede Estadual

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O Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Educação, está promovendo um curso gratuito de Libras na Rede Estadual de Ensino. As informações sobre a capacitação foram divulgadas pela Gerência Regional de Educação (GRE) do Sertão Central nessa terça-feira, 6.

De acordo com a GRE, as inscrições para professores e alunos da Rede Estadual foram encerradas ontem, mas a comunidade escolar ainda pode se inscrever nesta quarta-feira, 7, e amanhã.

Para se inscrever, basta procurar a secretaria de uma escola polo portando RG e CPF, comprovante de residência, uma foto 3×4 e declarações ou certificados – caso queira cursar o Básico II, Intermediário ou Avançado. A idade mínima para participar é de 16 anos.

Por Alvinho Patriota

           

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Educação

Censo Escolar 2023 evidencia problemas na educação básica

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O Censo Escolar 2023, divulgado pelo Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) nesta semana, evidenciou a difícil situação da educação básica no Brasil. Um dos sintomas mais contundentes é a redução no número de matrículas entre 2022 e 2023, particularmente na rede pública. Na avaliação de especialistas ouvidos pelo Correio, os dados refletem tanto a profunda desigualdade social no acesso à educação quanto a necessidade de aprimorar a qualidade de ensino.

“As matrículas caíram muito com relação às questões de repetência, evasão de distorção de idade e série. Um ponto é que sempre esses dados são muito mais fortes para alunos negros e indígenas e, por mais um Censo, conseguimos ver que o abandono e repetência, por exemplo, de indígenas, é muito alto”, comentou Fernanda Seidel, gerente de avaliação e prospecção do Itaú Social. Segundo o Censo Escolar, foram contabilizadas 47,3 milhões de matrículas nas 178,5 mil escolas de educação básica no Brasil no ano passado — cerca de 77 mil a menos, na comparação com 2022.

O levantamento ainda mostrou que, no ano passado, 6% dos estudantes desistiram da escola no ensino médio e 3% no fundamental. A população mais vulnerável é quem representa essa estatística. No ensino fundamental, por exemplo, a modalidade de educação com maior evasão foi a indígena (7,3%), seguido de educação especial (4,9%) e quilombola (4,8%). Já no ensino médio, quem mais abre mão dos estudos são os pretos e pardos (6,3%).

“De fato, os piores indicadores de evasão e até de desempenho estão no ensino médio. Mas a maior quebra é quando o aluno sai dos anos iniciais para os finais do fundamental. O abandono vai crescendo até chegar à taxa mais alta no ensino médio”, explica Seidel. Para ela, esse processo ocorre por diversas razões como o começo da adolescência, provável mudança de escola e transições socioemocionais — já que os estudantes passam a aprender com vários professores e a vivenciar muitas mudanças de vínculos.

Isso tudo reflete também em outra taxa, a de migração dos estudantes do ensino regular para a educação de jovens e adultos (EJA). “É como se fosse uma substituição da taxa de abandono e repetência. É muito interessante o Inep trazer esse olhar para migração, porque precisamos prestar atenção não só em quem abandona, mas para quem quer sair do ensino regular”, diz a especialista.

Transição para o EJA

Os dados do Censo mostram que, nos primeiros anos do ensino fundamental, não há essa migração para o EJA e a idade dos alunos nesta modalidade são pessoas acima de 40 anos, como é o proposto pelo programa. A partir do sétimo ano, começa a crescer o número de estudantes entre 15 e 20 anos no EJA, o que aumenta ainda mais no ensino médio.

“Isso acontece porque provavelmente o aluno trabalha ou está desmotivado no ensino regular e aí quer fazer uma coisa mais simples, mais rápida”, observa Fernanda Seidel. “É um fator preocupante a escola não estar fazendo tanto sentido para esses alunos que estão abandonando ou optando por outra modalidade. É como se a escola não estivesse sendo adequada ou trazendo o sentimento de pertencimento. Aí os mais vulneráveis são novamente minorizados”, acrescenta.

A especialista lembra que o ensino regular é importante para os adolescentes porque, para além das disciplinas, proporciona o desenvolvimento social e emocional adequado para a idade. “Esse cenário mostra uma crise dos anos finais e do ensino médio”, alerta.

Ao analisar a realidade brasileira em sala de aula, o professor do departamento de educação da Columbia University, Paulo Blikstein, ressalta os empecilhos na qualidade do ensino brasileiro. “Hoje em dia, a gente tem uma base comum curricular com muita coisa para ensinar, material didático antiquado e professores que não tiveram tempo de aprender a ensinar todas essas coisas”, diagnostica.

“Então, nesse contexto, não adianta a gente só aumentar os números [de matrículas]. Obviamente, isso é importante, mas a gente tem que olhar para as alavancas de qualidade — que é a formação do professor, a qualidade do material didático e a revisão da base para ser mais enxuta e profunda”, reflete.

Para Blikstein, as estatísticas do Inep são importantíssimas, mas é preciso ir além. “A gente tem uma carência muito grande de fazer outros tipos de aferição de qualidade que não sejam estatísticas de número de matrícula ou de provas nacionais. A gente sabe o número grande da educação brasileira, mas a gente não sabe o que de fato acontece escola por escola e a gente precisa ter muito mais pesquisa de qualidade. Ir às escolas, observar aulas, entrevistar professores, entrevistar gestores”, finaliza.

Fonte: correiobraziliense

           

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Educação

Número de matrículas na rede pública de ensino cai entre 2022 e 2023

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O número de estudantes matriculados na educação básica — que compreende o ensino infantil, fundamental, médio, profissionalizante e EJA — caiu entre 2022 e 2023. A rede pública representa mais de 80% dessas matrículas e sentiu o maior impacto. As informações são do Censo Escolar 2023, divulgado ontem pelo Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Ao todo, foram contabilizadas 47,3 milhões de matrículas nas 178,5 mil escolas de educação básica no Brasil no ano passado — cerca de 77 mil a menos, na comparação com 2022. Considerando apenas a rede pública, foram 500 mil alunos a menos na educação básica. Nas instituições privadas, em contraste, houve aumento de 4,7% nas matrículas.

No ensino fundamental, foram 26,1 milhões de estudantes matriculados. Esse contingente é 3% menor que em 2019, no período pré-pandemia. Nos últimos cinco anos, a redução foi mais acentuada nos anos iniciais (3,9%) do que nos anos finais do ensino fundamental (1,9%). Já no ensino médio, foram 7,7 milhões de estudantes matriculados no último ano — o que representa uma redução de 2,4% em relação a 2022.

De acordo com o Inep, a queda nas matrículas já era esperada, em razão da alta taxa de aprovação dos alunos durante a pandemia da covid-19. Nos últimos anos, a aprovação vem diminuindo e chegando ao patamar pré-pandemia.

A evasão escolar também é uma preocupação. Em 2023, 6% dos estudantes desistiram da escola nesta fase, e 3% no fundamental. A população mais vulnerável é quem representa essa estatística.

“Quando se trata de escolas indígenas, quilombolas e questões de raça, vemos a desigualdades que existem no Brasil”, refletiu o ministro da Educação, Camilo Santana. O Censo de 2023 mostrou que, no ensino fundamental, por exemplo, a modalidade de educação com maior evasão foi a indígena (7,3%), seguido de educação especial (4,9%) e quilombola (4,8%). Já no ensino médio, quem mais abre mão dos estudos são os pretos e pardos (6,3%).

Respostas

Santana destacou ações que estão sendo pensadas para combater o índice de evasão escolar, em especial, do ensino médio — quando a taxa é duas vezes maior que no fundamental.

“Não queremos deixar ninguém para trás. A gente tem procurado trabalhar de forma integrada, olhando toda a rede de educação básica. A primeira ação que o ministério lançou foi o Programa Nacional Criança Alfabetizada porque estudos mostram que, quando uma criança aprende a ler e a escrever na idade certa, ela diminui todos problemas educacionais ao longo dos anos”.

Em segundo lugar está o reforço às escolas em tempo integral. Há a intenção, ainda, de ampliar o ensino médio profissionalizante. “Vamos apresentar, em breve, uma política mais ousada para que os estados brasileiros possam ampliar as matrículas técnico-profissionalizantes nas escolas de ensino médio brasileiras”, comentou o ministro.

Ele ainda disse que esse novo incentivo para o ensino-técnico pode ser inserido no texto da reforma do Novo Ensino Médio, que tramita no Congresso Nacional.

GRAFICO MATRICULAS ESCOLAS
GRAFICO MATRICULAS ESCOLAS(foto: editoria de arte )

Como política “ousada”, Santana ressaltou também a importância do programa Pé de Meia, uma poupança estudantil que beneficiará cerca de 2,5 milhões de jovens cadastrados no Cadastro Único (CadÚnico). A poupança estudantil iniciará o pagamento no próximo mês e cada aluno ganhará até R$ 9.200 ao longo dos três anos de ensino.

EJA

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70 milhões de brasileiros, com 18 anos ou mais, não concluíram a educação básica no Brasil. O Inep considera que essas pessoas são “candidatos potenciais” para ingressar no EJA.

Dados do Censo Escolar 2023 indicam que o programa de educação para jovens e adultos recebe os alunos provenientes do ensino regular. De 2020 para 2021, aproximadamente 107,4 mil alunos dos anos finais do ensino fundamental e 90 mil do ensino médio migraram para a EJA. São alunos com histórico de retenção e que buscam meios para conclusão dos ensinos fundamental e médio.

Apesar disso, as matrículas na modalidade registraram queda entre 2022 e 2023 — de 2,7 milhões de estudantes para 2,5 milhões. Em relação a 2019, esse valor representa queda de 20% dos inscritos. Essa etapa também possui a predominância de pretos e pardos, que são 77,7% do nível fundamental e 70,7% do médio.

Educação Infantil

O único nível de educação que aumentou o número de matrículas no Brasil, em 2023, foi a educação infantil. Atualmente, são 4,1 milhões de matriculados em creches e pré-escolas no Brasil. O número está bem próximo da meta prevista pelo Programa Nacional da Educação (PNE) para 2024, em que 50% das crianças de 0 a 3 anos devem estar nas escolas.

A pesquisa estatística revelou que o Brasil está a cerca de 900 mil matrículas de atingir a meta de crianças na creche. Algo que o Inep considera possível, considerando a sequência anual de aumento de matrículas — em 2021, eram apenas 3,41 milhões.

O Censo Escolar da Educação Básica é uma pesquisa estatística anual que subsidia políticas públicas, programas governamentais e ações setoriais nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal).

Fonte:correiobraziliense

           

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Educação

Senai-PE oferece bolsas de estudo em cursos técnicos em Petrolina, Araripina e outras cidades

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Pessoas de baixa renda, a partir de 16 anos, podem se candidatar até o dia 25 de fevereiro a 563 bolsas de estudo oferecidas pelo Senai-PE em 10 cursos de Educação Profissional Técnica, nas modalidades presencial e remota. Desse total, 30 são para curso Técnico em Eletrotécnica em Araripina e 10 para a mesma capacitação em Petrolina.

Os cursos são voltados para estudantes a partir do 1° ano do Ensino Médio ou quem já concluiu o estudo. Para participar os interessados devem preencher o formulário disponível na aba “cursos gratuitos” no site do Senai-PE, anexando todos os documentos exigidos. O resultado será divulgado em 28 de fevereiro e as aulas começam no dia seguinte.

O edital determina que as bolsas oferecidas pelo Senai para a Educação Profissional devem atender requisitos como ordem de inscrição e envio da documentação requisitada. Os cursos têm carga horária que varia de 1.200 a 1.400 horas.

Por Alvinho Patriota

           

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