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Saúde

Levantamento do TCE mostra situação do atendimento a pacientes com TEA

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Os resultados de um levantamento do Tribunal de Contas de Pernambuco sobre a situação do atendimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) no Estado mostraram que os municípios pernambucanos ainda estão na fase inicial para o estabelecimento de uma política pública voltada ao tema. Um dos motivos é a falta de dados sobre a quantidade de pacientes com o transtorno em cada localidade, e de ações eficazes para o diagnóstico e tratamento.

Outro problema observado é a ausência, ou insuficiência, de médico especialista e de uma equipe multidisciplinar mínima para realizar as terapias necessárias ao desenvolvimento da pessoa autista.

Os dados da pesquisa apontaram que 37% das 184 cidades pernambucanas (68 municípios) não possuem ao menos um profissional de saúde apto ao diagnóstico do transtorno, em sua rede de atendimento pública. O mesmo vale para terapeutas ocupacionais, onde somente 39 municípios contam com ao menos um em seu quadro de profissionais de saúde.

Em relação à capacitação, dos 846 profissionais que atendem usuários com TEA em Pernambuco, apenas 10% (82) possuem formação para essa finalidade.

Ainda, segundo o levantamento, 159 municípios (86%) informaram não ter realizado qualquer capacitação relacionada ao TEA aos seus profissionais, nos últimos três anos. A fila de espera para consulta com esses especialistas, hoje, é de cerca de 10 mil pessoas com indícios do transtorno, em 102 dos municípios do Estado.

Além disso, apenas 36,8% das localidades avaliadas realizam o atendimento em unidades de saúde especializadas e 30% (55) em unidades básicas de saúde (UBS), enquanto somente seis fazem atendimento em unidades exclusivas para pessoas autistas.

Os dados enviados pelas prefeituras foram comparados a indicadores elaborados pela equipe de auditoria do TCE. As cidades foram enquadradas em seis níveis de infraestrutura: “Alto”, “Muito Alto”, “Moderado” (2), “Baixo” (27), “Muito Baixo” (95) e “Crítico” (58). Nenhuma delas chegou aos níveis “Alto” ou “Muito Alto”.

“Essa é uma realidade que precisa ser mudada, porque trata da saúde e do futuro de pessoas até então esquecidas pelo Poder Público, incluindo os seus familiares”, destacou o auditor de Saúde do TCE, João Francisco Assis, um dos responsáveis pelo estudo. O autismo é uma das políticas públicas ligadas à Primeira Infância que vem sendo acompanhada pela instituição desde o ano de 2020, e uma das prioridades da atual gestão do presidente Ranilson Ramos.

Atualmente, o Tribunal aguarda posicionamento do governo do Estado para a assinatura de um novo Termo de Ajuste de Gestão (TAG), como o que foi assinado pela gestão anterior, sob relatoria do conselheiro Dirceu Rodolfo, com propostas para melhorar o diagnóstico e o atendimento de autistas em Pernambuco.

“O Tribunal vai orientar o Poder Público nas políticas voltadas ao TEA, mas há duas premissas básicas que precisam constar nesse termo, que são o diagnóstico precoce e o tratamento precoce, para que os resultados no desenvolvimento dos pacientes possam acontecer”, disse o conselheiro Dirceu.

O assunto vem sendo discutido com a equipe de saúde do Governo Estadual, que ficou de avaliar o caso. O relator dos processos da Secretaria de Saúde em 2023 é o conselheiro Carlos Neves.

 

 

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Saúde

Smartwatches não devem ser usados para medir glicose, diz Anvisa

A regulamentação exige que tais dispositivos sejam aprovados pela agência.

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A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu uma nota sobre o uso de smartwatches (dispositivos eletrônicos) para medição de índice glicêmico e de oxigênio.

A regulamentação exige que tais dispositivos sejam aprovados pela agência. Até o momento, apenas cinco sistemas de relógios inteligentes (smartwatches) foram aprovados para medir pressão arterial, eletrocardiograma e notificação de ritmo cardíaco irregular.

Não há dispositivos regularizados para medição não invasiva de glicose ou oximetria (oxigênio) devido à falta de estudos que comprovem sua segurança e eficácia.

Dispositivos que medem apenas frequência cardíaca e respiratória não são regulamentados pela Anvisa. O processo de regulamentação visa garantir a segurança e eficácia dos produtos por meio de estudos científicos rigorosos.

A medição não invasiva de glicemia por smartwatches ainda está em desenvolvimento e não foi regulamentada devido à necessidade de comprovação de sua precisão, evitando assim doses inadequadas de insulina e complicações relacionadas ao controle da diabetes.

IMPORTÂNCIA DA MEDIÇÃO DE GLICEMIA

A medição de glicemia é utilizada para monitorar os níveis de glicose no sangue, sendo de grande importância para pessoas com diabetes, pois ajuda a avaliar o controle do açúcar no sangue ao longo do tempo.

Manter os níveis de glicose dentro do limite é essencial para prevenir complicações de saúde relacionadas ao diabetes, como problemas cardiovasculares, danos nos nervos, nos rins e nos olhos.

A medição de glicemia também é importante para ajustar a dieta, o exercício físico e a medicação conforme necessário para controlar a doença.

OXIMETRIA É USADA PARA MEDIR OXIGÊNIO NO SANGUE

O processo de medição da saturação de oxigênio no sangue (SpO2) é chamado de oximetria. Geralmente, esse método é realizado por meio de um dispositivo chamado oxímetro de pulso -que é dispositivo colocado no dedo, orelha ou outra parte do corpo e funciona emitindo luzes de diferentes comprimentos de onda através do tecido. Essa técnica é considerada não invasiva.

A oximetria é uma ferramenta importante na avaliação da função pulmonar e da oxigenação do corpo, sendo amplamente utilizada em ambientes clínicos, como hospitais, consultórios médicos e em casa para monitorar a saúde respiratória.

A Anvisa também fez um alerta acerca da veiculação de anúncios falsos sobre as ferramentas disponíveis nos smartwatches, que podem ser denunciadas à agência, assim como a venda de aparelhos médicos não regulamentados, sendo uma infração sujeita a penalidades.

Foto  iStock

Por Folhapress

           

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Saúde

Densitometria óssea: como é feito o exame que detecta osteoporose

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O nome pode parecer complicado, mas o exame é muito simples. A densitometria óssea é um exame de imagem que, do ponto de vista do paciente, praticamente não tem diferenças em relação a um raio-X. Além de ser indolor e rápido, o teste permite a detecção precoce de problemas como a osteopenia e a osteoporose.

Em geral, a densitometria óssea faz isso a partir de imagens do fêmur e das vértebras. Como o nome sugere, o objetivo é avaliar a densidade mineral desses ossos: quando há perda nessas regiões, isso é indício de que o problema também está acontecendo no restante do corpo.

Como é feita a densitometria óssea?

Para fazer a densitometria óssea, o paciente fica deitado em uma maca. Sobre ele, uma máquina chamada densitômetro passa emitindo uma quantidade muito baixa de radiação, que permite captar as imagens dos ossos analisados. O exame leva cerca de 15 minutos.

É recomendado remover joias ou itens de roupa com peças de ferro. Em geral, não é necessário estar em jejum.

Mas atenção: suplementos ou remédios que contenham cálcio não podem ser ingeridos nas 24 horas anteriores ao exame.

Você também precisa informar ao médico caso tenha realizado um exame com contraste – como tomografias ou urografias – até 14 dias antes da densitometria. Esse intervalo é necessário para não haver risco de que os resultados da densitometria sejam alterados pelos resquícios do contraste no corpo.

Para que serve a densitometria óssea?

A vantagem da densitometria óssea é o diagnóstico da osteopenia ou da osteoporose de forma precoce, permitindo um tratamento mais eficaz. Quando a perda óssea é detectada em um raio-X, em geral os problemas já se encontram em um estágio mais avançado.

A osteopenia é uma fase anterior à osteoporose, em que já há perda de massa nos ossos, mas não na intensidade da osteoporose, quando há um aumento significativo no risco de fraturas.

Para quem esse exame é recomendado?

O processo de diminuição da densidade óssea é natural com o avançar da idade – mas o risco de fraturas e outros danos pode ser diminuído com tratamento e mudanças no estilo de vida.

Por isso, em geral, a densitometria óssea é recomendada para mulheres com mais de 65 anos e homens com mais de 70 anos.

Outros fatores, no entanto, favorecem a perda óssea e aumentam o risco para osteopenia e osteoporose. Para pessoas que possuem esses fatores de risco, o exame pode ser indicado mais cedo na vida.

Confira situações que podem levar à indicação de densitometria óssea:

  • Investigação da causa de fraturas em pessoas com mais de 50 anos;
  • Casos de artrite reumatoide, lúpus, espondilite anquilosante, bem como usuários de medicamentos corticoides;
  • Pessoas que tomam medicamentos para câncer, epilepsia, anticoagulantes e esteroides;
  • Histórico familiar de osteoporose;
  • Tabagismo e alcoolismo;
  • Doenças que aumentam risco de fraturas (como diabetes);
  • Mulheres após a menopausa (as mudanças hormonais enfraquecem os ossos);
  • Disfunções da tireoide;
  • Doenças gastrointestinais.

A densitometria óssea é contraindicada para grávidas. No Brasil, o exame pode ser realizado no Sistema Único de Saúde.

Fonte : Veja Saúde

 

 

           

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Saúde

Prolactina: o que é, e o que significa quando ela está alta no exame

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prolactina, também resumida como PRL, é um hormônio produzido na hipófise, tanto por homens quanto mulheres. Embora seja mais conhecida pela relação com a amamentação, ela tem outras funções relacionadas à vida sexual e à saúde reprodutiva – daí também porque médicos pedem exames para medir se a prolactina está alta ou baixa.

Além do papel estimulante para produção de leite materno, a prolactina é parte essencial da regulação do ciclo menstrual, já que o processo de liberação do óvulo tem participação do hormônio. Ela também é importante para o pós-parto, agindo desde antes do nascimento do bebê para inibir a liberação de outros hormônios.

Com um aumento do PRL, há uma supressão da libido na parturiente. É um mecanismo de defesa do corpo para reduzir a chance de novas gestações imediatamente após o nascimento da criança, possibilitando um foco maior no recém-nascido durante o período da amamentação.

Em geral, a prolactina baixa só costuma ser um problema para lactentes, já que reduz a produção de leite. O PRL alto demais, porém, tem consequências para mulheres e homens – neles, o hormônio em excesso pode reduzir a libidoalém de causar perda muscular e levar à disfunção erétil. Conheça outras consequências da hiperprolactina abaixo.

O que significa a prolactina alta

O hormônio aumenta em até 20 vezes durante a gravidez, já que tem diversas funções no processo de gestação. Para grávidas, essa elevação não é necessariamente um problema, mas, em condições normais, o nível de prolactina em mulheres deve ficar próximo de 29 nanogramas por mililitro de sangue (ng/ml). Para os homens, as medidas devem ficar próximas de 20 ng/ml.

Como a prolactina é um hormônio, as alterações na taxa de produção sempre estão conectadas com glândulas. Tumores na região da hipófise, pituitária e rins podem causar alterações, assim como o uso de medicações que afetam o funcionamento dessas partes do corpo, como é o caso dos antidepressivos e anticoncepcionais.

Em mulheres, consequências dessas mudanças nos níveis de PRL podem gerar lactação fora do período, irregularidade no ciclo menstrual, infertilidade, baixa libido, menor lubrificação natural e inchaço.

Em homens, a prolactina alta também provoca redução de libido e outros impactos pelo corpo. Em casos extremos, mais raros, pode haver aumento dos peitos e até produção de leite.

O que significa a prolactina baixa

A redução de PRL é mais rara e está ligada ao hipopituitarismo, que não é apenas uma deficiência na produção de prolactina, mas de diversos outros hormônios que vêm da hipófise. Não existem indícios de que os níveis baixos de PRL causem algum problema perceptível para a saúde, com exceção de uma redução na produção do leite materno.

Como é o exame para medir a prolactina

É um exame de sangue simples e não exige preparação especial, como jejum. A medição é feita para detectar os níveis de PRL calculados em ng/ml. Se houver suspeita de algum tumor nas glândulas relacionadas ao hormônio, podem ser solicitados também exames complementares, como uma tomografia.

Como normalizar os níveis de PRL

O tratamento depende da origem desse desequilíbrio hormonal. O mais comum é que o excesso de prolactina seja enfrentado com medicamentos que reduzem os níveis de PRL no organismo. Mas, se for o caso de um tumor, geralmente é necessária a remoção dessa massa para que a produção atinja níveis normais novamente.

           

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