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Política

Pesquisa: Governo de Bolsonaro cai 4 pontos percentuais no quesito ótimo/bom, em apenas 30 dias, segundo Ibope

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Instituto também quis saber dos entrevistados se o Congresso Nacional deveria ou não abrir um processo de impeachment contra o presidente Bolsonaro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

O Datafolha divulgou nesta sexta-feira (22) uma nova pesquisa sobre a avaliação do presidente Jair Bolsonaro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Em julho de 2019, 33% dos brasileiros consideravam o desempenho de Bolsonaro ótimo ou bom. Em agosto, 29%. Em dezembro, 30%. Em abril de 2020, já em meio à pandemia, 33%. Em maio, 33% de novo. 32% em junho. Em agosto, eram 37%. E dezembro, manteve 37%. E agora a aprovação recuou para 31%.

Consideravam o desempenho do presidente como regular: em julho de 2019, 31%; 30%; 32%; 26%; 22%; 23%; 27%; 29%; e, agora, 26%.

Em julho de 2019, 33% achavam o governo Bolsonaro ruim ou péssimo; 38%; 36%; 38%; depois, 43%; 44%; 34%; e, em dezembro, 32%. Agora a reprovação subiu para 40%.

Não sabiam, eram 2% em julho de 2019; 2% novamente; 1%; 3%; 2%; 1%; 1%, 3% em dezembro de 2020; e, agora, 2%.

O Datafolha também quis saber dos entrevistados se o Congresso Nacional deveria ou não abrir um processo de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro.

No fim de abril de 2020, 48% responderam que o Congresso não deveria abrir um processo para afastar o presidente. Em maio, 50%; e agora, 53%.

Na primeira pesquisa, 45% disseram que o Congresso deveria abrir um processo de impeachment contra o presidente. Em maio, 46%; e agora, o número dos que querem a abertura do impeachment oscilou negativamente para 42%.

Na primeira pesquisa, 6% não sabiam. Depois, 4%; e agora, 4% de novo.

O Datafolha ouviu 2.030 pessoas, por telefone, quarta (20) e quinta-feira (21). (Do JN – Imagem mera ilustração)

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Política

Bolsonaro diz que o povo não quer Lula nas eleições

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O presidente Jair Bolsonaro criticou, hoje, a decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, de anular as condenações contra o ex-presidente Lula na Operação Lava Jato.

“Qualquer decisão dos onze ministros, é possível você prever o que eles pensam e o que botam no papel. O ministro Fachin tem uma forte ligação com o PT, não nos estranha uma decisão nesse sentido. É uma decisão monocrática, mas vai ter que passar pelo plenário para que tenha a devida eficácia”, declarou Bolsonaro à CNN Brasil.

Ao ser questionado sobre o impacto da decisão desta segunda no cenário eleitoral para 2022, o presidente afirmou que “as bandalheiras que esse governo fez estão claras perante toda a sociedade”.

“Foi uma administração catastrófica do PT no governo. Acredito que o povo brasileiro não quer ter um candidato desse nas eleições. A Bolsa foi lá para baixo e o dólar foi lá para cima”, completou Bolsonaro.

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Política

Carlos Veras afirma que se for para afastar Marília Arraes o PT terá que expulsar mais 15 deputados

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Na eleição interna da Câmara Federal, a deputada Marília Arraes derrotou o candidato oficial do partido, João Daniel (PT-SE), e saiu como vencedora na disputa pela segunda secretaria da Casa. A atitude incentivada pelo presidente eleito Arthur Lira, desagradou caciques petistas.

Em recente entrevista a Rádio Cidade FM o Deputado tabirense Carlos Veras foi provocado a falar sobre a possível punição do PT contra a Deputada Marília Arraes. Na oportunidade o parlamentar respondeu que a questão já estaria praticamente resolvida com a deputada recebendo o perdão e que se fosse para expulsar Marília, o PT teria que mandar embora mais 15 deputados que votaram nela, inclusive o próprio Carlos Veras.

Neste final de semana a coisa fedeu de vez. Em decisão interna, realizada no sábado (06.03), a Executiva Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) decidiu, por 16 votos a 4, abrir um processo na Comissão de Ética da sigla contra a deputada federal Marília Arraes (PT).

As críticas a parlamentar são as mais diversas, inclusive de colegas do PT de Pernambuco.(Blog do Nill Júnior)

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Política

Governo barra novo cadastro para auxílio

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A nova rodada do auxílio emergencial a vulneráveis deve contemplar apenas brasileiros que já estavam recebendo o benefício em dezembro de 2020, sem possibilidade de novo cadastro para alcançar quem também perdeu a fonte de renda no período mais recente. A estratégia do governo já desperta críticas de organizações da sociedade civil, que consideram urgente a abertura de um novo prazo para pedidos de auxílio. As entidades também dispararam um movimento para ampliar o limite de R$ 44 bilhões aprovado pelo Senado para o pagamento do benefício.

As críticas surgem antes mesmo da aprovação final da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que abre caminho para nova rodada do auxílio. O texto ainda precisa do aval da Câmara dos Deputados, em dois turnos de votação. A previsão é que as discussões na Casa tenham início nesta terça-feira.

A Rede Brasileira de Renda Básica alerta para a urgência de o Ministério da Cidadania abrir um novo cadastramento para incluir pessoas que perderam o emprego ou renda e ficaram em situação de vulnerabilidade a partir do segundo semestre de 2020. A primeira rodada do auxílio considerou quem estava registrado no Cadastro Único de programas sociais até 20 de março. Para os “invisíveis”, também foram aceitos pedidos por site ou aplicativo até 2 de julho do ano passado – prazo que nunca foi reaberto.

Segundo apurou o Estadão, o governo não vê espaço para abrir um novo cadastramento e quer “aproveitar o que já existe”. A avaliação é que a base de dados pré-existente já contemplaria um número robusto – 56 milhões de brasileiros recebiam o auxílio em dezembro – e foi preciso desenhar novos critérios para conseguir focalizar o benefício nos cerca de 45 milhões que devem ser alcançados agora com a nova rodada.

Além disso, mesmo quem não estava no CadÚnico em março do ano passado tem boa chance de ter conseguido o auxílio por meio do site ou aplicativo da Caixa, argumentam técnicos ouvidos pela reportagem. Por outro lado, trabalhadores que tenham eventualmente perdido o emprego no segundo semestre de 2020, sem conseguir recolocação, podem ficar sem proteção.

Outro obstáculo citado pelos técnicos é a demora para operacionalizar novos cruzamentos de dados, o que é rebatido pelas entidades, uma vez que o número de pedidos desta vez seria menor do que na primeira rodada. Procurado, o Ministério da Cidadania não se manifestou.

Medida provisória

O risco de brasileiros ficarem sem renda mesmo com a nova rodada do auxílio emergencial levará as organizações da sociedade civil a pressionar no Congresso pela alteração da medida provisória que será editada pelo governo para detalhar o funcionamento da nova rodada do benefício. O objetivo dessas entidades é mudar as regras de acesso e determinar novos cruzamentos de dados e registros de vulneráveis, para garantir que ninguém fique de fora.

Uma MP tem vigência imediata, mas precisa ser votada em até 120 dias para não perder a validade. Como o auxílio só dura quatro meses (exatamente, 120 dias), a estratégia do governo é impedir a votação da MP e deixar que o texto expire, justamente para evitar mudanças no texto. O mesmo caminho teve a MP 1.000, que em setembro do ano passado criou o auxílio residual com quatro parcelas de R$ 300 e apertou as regras de acesso. Ela perdeu validade sem ter sido votada, tirando as chances do Congresso de impor qualquer alteração ou acréscimo ao texto.

Para a diretora de relações institucionais da Rede Brasileira de Renda Básica, Paola Carvalho, é preciso vencer nos próximos dias a etapa de cruzamento de dados, principalmente a de atualização de sistema. Para isso, o Ministério da Cidadania teria de abrir um novo recadastramento, para inclusão das famílias.

“Dá tempo. O auxílio emergencial já foi implementado por um aplicativo”, afirma ela, que ao longo de 2020 trabalhou como um “elo” de comunicação entre pessoas com dificuldades para terem o auxílio aprovado, Defensoria Pública da União (que ajudou cidadãos na busca do direito ao benefício) e o próprio Ministério da Cidadania.

Para Paola, o auxilio é segunda arma mais importante para o combate da pandemia, depois da vacinação. E que o auxilio tem de ser dado até que aja a imunização em massa. “Não existe retomada econômica, empurrar as pessoas para arrumar emprego se a vacina não chegar e não tiver um imunização em massa.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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