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Educação

Professores da rede privada de Pernambuco decretam estado de greve

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Docentes das escolas particulares de Pernambuco decretaram estado de greve. A decisão foi tomada durante assembleia virtual realizada nesta quinta-feira (13) pelo Sindicato dos Professores do Estado de Pernambuco (Sinpro-PE). A categoria reivindica, entre outros pontos, a suspensão das aulas presenciais devido à pandemia de covid-19.

“As deliberações ocorreram de forma unitária, dada à justeza da nossa pauta. Nossa defesa é pela vida e pela valorização da categoria”, ressalta o presidente do Sinpro, Helmilton Beserra.

“A decretação do estado de greve mostra nossa insatisfação. A comissão de negociação teve três rodadas com os sindicatos patronais, mas a pauta não avançou. Vamos continuar mobilizando e articulando a categoria”, complementa Helmilton.

O estado de greve não significa a interrupção das aulas. Para que os docentes deixem de ministrar as aulas tem que haver mais duas etapas, aprovadas também em assembleia: a decretação da greve e depois a deflagração do movimento. Não há data ainda para a próxima assembleia.

A rede privada de ensino de Pernambuco tem, conforme a Secretaria Estadual de Educação, 462 mil alunos, 2.347 escolas e 30.130 professores.

Pauta

Segundo o sindicato, os professores apresentaram uma pauta aos donos de escola reivindicando “reajuste salarial, a renovação da Convenção Coletiva de Trabalho, garantindo todos os direitos da categoria e a regulamentação do ensino híbrido/remoto, que vem sendo vivenciado nas escolas”.

Os docentes também denunciaram casos em que há riscos de contágio com a covid-19 nas instituições de ensino que estão com aulas presenciais.

“Diante desse quadro, a categoria decidiu acatar o estado de greve, visando assim, alertar a população pernambucana sobre os riscos que estão presentes nas escolas particulares, bem como, a exigência, quanto às suas demandas, frente as normativas presentes na Convenção Coletiva de Trabalho”, esclarece o Sinpro, por meio de nota.

Ainda conforme o sindicato, as negociações com os patrões estão acontecendo, mas sem acordo.

Donos de Escolas

O presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Pernambuco (Sinepe), José Ricardo Diniz, diz que não há muito o que comentar.

“Estamos em pleno período de discussão do dissídio coletivo. Continuaremos nos reunindo semanalmente com as mesas paritárias das duas categorias, patronal e docente, justamente para discutir as cláusulas desse dissídio”, afirma José Ricardo. A próxima rodada será terça-feira (18).

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Educação

Professores da rede municipal do Recife são contra retorno das aulas presenciais

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Professores da rede municipal do Recife defendem que não haja ainda o retorno das aulas presenciais e que, portanto, sejam mantidas as atividades remotas. A categoria está em estado de greve desde o início de maio e argumenta que a volta só deve ocorrer quando pelo menos de 60% a 80% da população da capital estiver vacinada contra a covid-19. Nesta quinta-feira (10), a Secretaria Municipal de Educação anunciou a reabertura das escolas mantidas pela prefeitura a partir deste mês. Inicialmente para docentes e equipes gestoras. A partir de 22 de julho, por etapas, divididos em três grupos, voltarão os estudantes.

“Diante do alto índice de contaminação e morte pela covid-19 no Estado, somada a 97% de ocupação dos leitos das UTIs, qualquer anúncio de retorno das atividades presenciais é uma temeridade. As escolas do Recife não conseguem garantir minimamente o distanciamento social no seu espaço interno. O histórico problema na estrutura física das escolas não foi resolvido”, afirma a coordenadora geral do Sindicato Municipal dos Profissionais de Ensino do Recife (Simpere), Cláudia Ribeiro.

A rede tem aproximadamente 92 mil alunos matriculados em 321 unidades entre escolas e creches. São cerca de 5.400 professores. Devido à pandemia, as escolas de Pernambuco tiveram aulas presenciais suspensas em 18 de março do ano passado. Mas desde 26 de abril deste ano o governo estadual autorizou a retomada dessas atividades nas redes municipais de ensino.

“Os trabalhadores em educação não concluíram o ciclo vacinal e não estamos nem perto de ter 60% da população vacinada, percentual recomendado pelas entidades científicas para se falar em segurança sanitária”, observa Cláudia. A categoria terá uma assembleia na próxima semana (a data ainda não foi marcada) e o retorno das aulas deve entrar na pauta de discussão.

Segundo a dirigente do Simpere, por enquanto não se cogita entrar em greve. “Estamos dispostos a defender nossas vidas, dos alunos e da comunidade escolar. A categoria é que decidirá se vai paralisar as aulas, mas por enquanto isso não está na pauta”, explica Claudia. “Reivindicamos que a prefeitura garanta internet e equipamentos para estudantes e professores. Até agora a Secretaria de Educação não  proporcionou às crianças e famílias pacote de dados e tecnologia para garantir aos alunos o direito aos conteúdos pedagógicos”, ressalta Claudia.

“Os professores têm utilizado seus dados e seus celulares para proporcionar os alunos esses conteúdos. Portanto, o prefeito e o secretário de Educação devem estar preocupados em assegurar os meios necessários para garantir-lhes educação adequada e manter as escolas fechadas enquanto
cientificamente não for seguro”, complementa Cláudia.

DATAS

Dividido em etapas, o retorno dos estudantes às salas de aula começa logo após o recesso escolar, no dia 22 de julho, com as turmas do 8º e 9º ano do ensino fundamental. Na semana seguinte, no dia 27 de julho, voltarão 4º, 5º, 6º e 7º anos.

Em 3 de agosto o retorno acontece para os estudantes do 1º, 2º e 3º ano e para as turmas de Educação de Jovens e Adultos (EJA). Também nesta data ocorrerá a retomada das atividades presenciais para a educação infantil (creche e pré-escola).

Mais cedo, já neste mês, no próximo dia 22 voltarão as equipes de gestão, coordenadores pedagógicos e colaboradores. Professores e demais profissionais de educação serão acolhidos para retomada das atividades presenciais a partir do dia 29 de junho.

Por:PE Notícias

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Educação

Arcoverde realiza etapa municipal do 11° Concurso Ler Bem, nesta quinta-feira

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A Secretaria de Educação de Arcoverde, em parceria com a Associação Pernambucana de Atacadistas e Distribuidores (Aspa), estará promovendo nesta quinta-feira (10), a partir 14h, no auditório da Aesa, a etapa municipal da 11ª edição do Concurso Ler Bem, para estudantes da rede municipal de ensino. A iniciativa terá todas as medidas higiênicas necessárias para controle da pandemia

A etapa municipal consiste na escolha de um aluno representante do município, através de um processo seletivo entre os candidatos participantes de todas as turmas do 4° Ano, no Ensino Fundamental I.

“São 858 estudantes da rede que estão matriculados nas turmas de 4° Ano e os professores precisaram se reinventar, mais uma vez, para atingir um número maior possível de participantes, que estarão concorrendo no município a esta importante fase do Concurso Ler Bem, do Projeto Aspa”, ressaltou o secretário municipal de Educação, professor Antônio Rodrigues.

Por Pe Notícia

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Educação

Enem: ministro da Educação diz que não vai ter acesso prévio a provas

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O ministro da Educação, Milton Ribeiro, afirmou hoje (9) que não pretende ter acesso antecipado às provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Na semana passada, durante entrevista a um veículo de comunicação, Ribeiro disse que queria ter acesso à prova para, segundo ele, evitar questões “ideológicas”.
O exame está marcado para os dias 21 e 28 de novembro. O período de inscrição começa em 30 de junho e  vai até 14 de julho.
A afirmação gerou críticas ao ministro. Nesta quarta-feira (9), durante participação em uma reunião da Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, o ministro abordou o assunto e disse que, na entrevista, manifestou apenas “a vontade de garantir que a prova do Enem seja técnica” e negou que estivesse tentando interferir no exame.
Criado em 1998, o Enem é elaborado por uma comissão técnica do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e mantido sob sigilo. O Ministério da Educação (MEC) e, consequentemente, o ministro não têm acesso prévio à prova. Entretanto, não há impedimento legal para o titular de pasta acessar o exame previamente.
“Entendo não ser necessário que eu tenha acesso prévio à prova”, disse Ribeiro. “Se houver desconfiança da sociedade de que o ministro de Estado não pode ter acesso a informações sigilosas a respeito da pasta, esse ministro não pode mais sentar na cadeira. Mas, considerando a lisura e o ambiente em que vivemos, eu abri mão de participar e de sequer conhecer previamente as questões”, afirmou.
Durante entrevista à CNN Brasil, na semana passada, o ministro citou questões de edições anteriores do Enem que tratavam sobre a diferença salarial entre os jogadores de futebol Neymar e Marta, além de outra que aborda termos relacionados a dialeto de gays e travestis. Hoje, durante reunião da Comissão de Educação, o ministro disse que as questões do Enem não devem ter este tipo de abordagem, que ele classificou como “ideológica”.
“Prova do Enem não é um certame que vai avaliar qual a visão que o aluno tem do mundo e da economia. Não é esse o sentido. Para mim, a prova do Enem deve buscar avaliar o conhecimento que o aluno tem e a condição que ele tem diante dos outros candidatos para que ele possa acessar o ensino superior”, defendeu. “Todos nós temos ideologia. Meu maior problema e maior dificuldade é quando alguém quer impor a sua ideologia”, acrescentou. (Por Diário de Pernambuco

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