Conecte-se Conosco

Educação

Professores do Projovem Urbano dão exemplo e desenvolvem atividades on-line com alunos durante a quarentena

Publicado

em

Para garantir o acompanhamento educacional durante o período de quarentena, devido à covid-19, causada pelo novo coronavírus, os professores do Projovem Urbano, da GRE Sub Médio São Francisco, desenvolveram um cronograma on-line para trabalhar atividades complementares com os alunos do programa. O cronograma também permite que os educadores possam discutir o planejamento das atividades entre eles. Ao todo, sete professores dividem a responsabilidade de atender entre dois a três alunos, para assim, contemplar todas as turmas. Além da Sub Médio São Francisco, a GRE Metro Norte também vem realizando as atividades.

A coordenadora estadual do programa, Antonia Lima, explicou que os professores seguem as orientações da Secretaria Estadual de Educação e Esportes de Pernambuco para aplicação das atividades. “Nossa Coordenação Pedagógica envio para todos os polos, que aderiram ao Projovem Urbano no Estado, as recomendações para utilização do material de apoio de estudos e atividades durante este período de suspensão das aulas. A iniciativa dos educadores mostra que esta edição do programa é realmente uma edição especial, por garantir mesmo durante o período de quarentena, o suporte aos nossos alunos”, frisou a coordenadora.

Assim como os alunos da GRE Sub Médio São Francisco, que trabalha com cinco núcleos, Tacaratu, Petrolândia, Floresta, Belém de São Francisco e Itacuruba, com cinco turmas e cerca de 250 alunos, a aluna do Projovem Urbano da Escola Estadual Pastor Amaro de Sena, da GRE Metro Norte, Josilene Maria, também dá exemplo, e mostra sua atividade passada pelos professores. “Eu assisti um filme sobre ‘Bullying Virtual’ e desenvolvi uma atividade da disciplina de Participação Cidadã. Entendi que cyber bullying não é brincadeira e pode levar uma pessoa ao suicídio. Um comentário ofensivo pode criar um mal-estar e prejudicar muita gente, por isso, percebi que não é brincadeira se ofende ao próximo”, disse a aluna. (Por Educação-PE)

 

 

Seja sempre o primeiro a saber. Baixe os nossos aplicativos gratuito.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e InstagramVocê também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9937-6606 ou 9 9101-6973.

 

Educação

Internet não chega a 34% dos alunos da rede pública que fizeram Enem

Publicado

em

Na escola privada, 3,7% disseram não ter internet em casa

BRASÍLIA, DF E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Alunos de escola pública, estudantes mais pobres e negros enfrentam condições desfavoráveis de acesso à internet. Análise no perfil de participantes do Enem de 2018, os mais atuais disponíveis, revela que 3 em cada 10 participantes que concluíam o ensino médio na rede pública naquele ano não tinham acesso à internet. Na escola privada, 3,7% disseram não ter internet em casa.

Os estudantes do 3º ano do ensino médio, chamados de concluintes, compõem o público cuja preparação para o Enem foi mais afetada pelo fechamento de escolas por causa do coronavírus, em março.

Entre pobres e ricos, o abismo é ainda maior. Ao dividir os concluintes no Enem em quatro faixas de renda, 51% do quartil mais pobre não tem internet. Na outra ponta, o acesso atinge 96%.

Somente 1/4 dos concluintes mais pobres têm computador, e, entre os mais ricos, o índice é mais de três vezes maior.

O acesso a celular é disseminado e atinge mais de 90% dos estudantes em todos os recortes. Mas os desafios se impõem mesmo para aqueles precariamente conectados.

Quando as aulas a distância da rede começaram, Iris de Almeida Perruti Cruz, 17, sentiu que teria dificuldades sem ter computador. No início, ela diz, estudava pelo celular ou por um tablet.

Em sua casa, em Guarulhos, a conexão wi-fi foi instalada neste ano. Apesar de dispor do mínimo, ela considera o processo falho. “Tenho uma irmã pequena, às vezes ela chora, pede atenção. Não é fácil estudar assim”, afirma ela.

“Tem gente que não tem o básico na escola, como vão ter acesso à internet e estudar?”, diz a aspirante ao curso de tecnólogo em produção cultural.

Na casa de Gabriela da Silva Tavares, 17, aluna da ETEC (Escola Técnica) na Vila Leopoldina, em São Paulo, o pacote de dados é dividido entre ela, a irmã e os pais.

“Já aconteceu de não conseguir entregar trabalhos da escola e perder as aulas”, diz. “Ou a internet acaba ou fica lenta”.

Todas as redes estaduais do país, que concentram mais de 80% dos alunos de ensino médio, interromperam aulas. A principal aposta das secretarias foi em atividades online para manter o ensino, embora haja iniciativas pela TV.

A legislação brasileira veta o ensino a distância na educação básica, com exceção de uma carga limitada a 20% no ensino médio (percentual pode chegar a 30% na Educação de Jovens e Adultos). Essa é a tendência mundial nos melhores sistemas educacionais.

O princípio de que a escola seja responsável por uma formação além do conhecimento cognitivo, sobretudo para crianças e adolescentes, tem levado a refutar a adoção sistemática do EAD, mesmo que a tecnologia esteja cada vez mais presente nas escolas.

Com um sistema educacional menos regulado, os Estados Unidos registram um fenômeno crescente da modalidade. Em 2016, já havia cerca de 280 mil alunos da educação básica recebendo ensino totalmente virtual por lá.

Nas escolas onde há testes cognitivos, porém, os resultados são piores do que os obtidos nas escolas presenciais, segundo descrito em análise de 2018 do Iede (Interdisciplinariedade e Evidências no Debate Educacional), que se cita relatório do National Education Policy Center da Universidade do Colorado em Boulder.

No Brasil, há apostas em estados como o Amazonas de uma modalidade chamada educação mediada por tecnologia, sobretudo para áreas de difícil acesso físico.

A diferença nessa iniciativa é que aulas são transmitidas ao vivo, e os alunos distantes, mas juntos em uma escola, têm oportunidade de fazer perguntas, interagir com colegas e ter auxílio de um tutor –algo impossível na pandemia.

De acordo com a última Pnad, 79% dos estudantes de 5 a 17 anos da rede pública tinham acesso à internet. Entre os alunos da rede privada, são 97%, segundo tabulação da Consultoria Idados.

Há ainda diferenças de acesso por região. Enquanto 26% dos estudantes do norte não usaram a internet no 90 dias anteriores à pesquisa, o percentual é de 10% no sul, indica a pesquisa TIC Educação 2018.

As desigualdades também aparecem no recorte por raça. Enquanto 35% dos concluintes negros não tinham acesso à internet, esse percentual era de 14% para os brancos. Entre os indígenas, a exclusão atinge 44%, segundo os dados.

Medida provisória do governo, de abril, dispensou o cumprimento de 200 dias aulas e permitiu computar atividades como carga horária mínima. Mas o MEC não acompanha as ações nos estados.

Tais abismos levaram os estados a pedirem para adiar o Enem deste ano. O ministro da Educação, Abraham Weintraub, insistia na manutenção das datas e só adiou a prova em 60 dias, sem dia definido, ante iminente derrota no Congresso sobre o tema.

O exame é a principal porta para o ensino superior público e um critério para bolsas do ProUni (Programa Universidade para Todos) e do Fies (Financiamento Estudantil).

Em 2018, 421.828 concluintes de escola pública não tinham acesso à internet, 34% do total desse grupo. Da escola privada, os 3,7% de estudantes não conectados representavam 7.909 inscritos.

Em transmissão online na semana passada, Weintraub disse que entre 80% e 90% dos participantes do Enem estavam conectados. Questionado sobre a afirmação, o MEC não respondeu qual a fonte usada.

Fred Amancio, secretário de Educação de Pernambuco e presidente em exercício do Consed (que representa os dirigentes estaduais de Educação), diz que a transmissão de aulas pela TV tem ajudado em muitos estados, e há escolas organizando de modo autônomo a manutenção de aulas.

Mas o acesso à internet, diz ele, dá maiores possibilidades de oferta de conteúdos e acompanhamento. “O adiamento do Enem é um alívio pela importância de fazermos o máximo para ampliar as aulas presenciais [após redução do isolamento]”, afirma.

“O exame [deste ano] vai beneficiar quem já é mais beneficiado”, diz Daniel Cara, professor da USP e membro da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Segundo ele, mesmo com as cotas haverá prejuízo para quem mais precisa.

Em nota, o MEC afirma que mantém diálogo com secretários de Educação e com as “comunidades escolar e acadêmica com o intuito de estabelecer medidas conjuntas para apoiar as redes na manutenção de aulas durante a pandemia”.

Por Folhapress

Seja sempre o primeiro a saber. Baixe os nossos aplicativos gratuito.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e InstagramVocê também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9937-6606 ou 9 9101-6973.

Continue lendo

Educação

Prorrogada Medida Provisória sobre o ano letivo da Educação Básica e Ensino Superior

Publicado

em

Foi publicado nesta quinta-feira (28/05) o Ato do Congresso Nacional nº 42, de 27 de maio de 2020, prorrogando por 60 dias a Medida Provisória nº 934, de 1º de abril de 2020, que estabelece normas excepcionais sobre o ano letivo da educação básica e do ensino superior decorrentes das medidas para enfrentamento da situação de emergência de saúde pública causada pela pandemia do novo coronavírus.

A medida se dirige tanto à educação básica, como à educação superior, dispensando em ambos os casos a observância ao mínimo de dias de efetivo trabalho escolar e acadêmico, respectivamente. Porém, vale destacar que permanece a exigência de cumprimento da carga horária mínima anual estabelecida.

Seja sempre o primeiro a saber. Baixe os nossos aplicativos gratuito.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e InstagramVocê também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9937-6606 ou 9 9101-6973.

Continue lendo

Educação

Isolamento social e as dificuldades de dar aula a distância(EAD)

Publicado

em

Em meio à este tempo de Pandemia os alunos e professores estão sentindo muitas dificuldades. De um lado a questão do professor ter que adaptar suas atividades para os alunos que não tem sequer acesso a tecnologia. Muitos alunos não têm computador e nem conseguem se adequar  à tecnologia, porque trabalha e precisa realizar suas atividades!
Vivemos um momento de crise, que vai desde  saúde pública a educação e economia. Com esse isolamento escolas suspenderam as aulas, aderiram à educação à distância,  conhecida por EAD. Nesse momento ocorre  uma desigualdade muito grande do ponto de vista social e econômico: como dar aula à distância, se muitos alunos não têm um aparelho de celular ou computador? Isso é muito complicado do ponto de vista da realidade brasileira, onde a desigualdade prevalece com grande força e fervor econômico.
De várias formas, não há como dar aula sem as ferramentas necessárias. Se já tínhamos dificuldades em dar aula presencial, quanto mais online. O exame Nacional do ensino médio(enem) outro programa mais que comprometido, devido uns terem acesso aos meios de comunicação e outros nem livros tem. Devido também  a defasagem do sistema público do Brasil, pouco investimento nos pilares essenciais, como saúde e educação. Vivemos em um momento de muitas crises que vão da saúde colopsada à política atual. Parecemos que a cada dia entramos em uma ditadura moderna, onde a maior parte de nossos representantes estão pouco se importando com essa questão, pois cada um faz o que lhe convém, sem se preocupar com o povo. Uma grande distorção social de modo generalizado, estamos indo de frente com o pior cenário em que o Brasil já viveu em tempos atuais. Por fim vale ressaltar um apelo e a conscientização dos políticos neste momento tão drástico e traumático, onde os mesmo possam agir para o povo, pois mais que nunca precisamos de todos unidos sem politicagem.
Por Bruna Ibiapino  – Pedagoga e Romi da Silva pereira – Geógrafo

 

Seja sempre o primeiro a saber. Baixe os nossos aplicativos gratuito.

Siga-nos em nossas redes sociais FacebookTwitter e InstagramVocê também pode ajudar a fazer o nosso Blog, nos enviando sugestão de pauta, fotos e vídeos para nossa a redação do Blog do Silva Lima por e-mail blogdosilvalima@gmail.com ou WhatsApp (87) 9 9937-6606 ou 9 9101-6973.

Continue lendo
Propaganda  

Trending