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Saúde

Sequelas da Covid podem ir de insuficiência renal a perdas cognitivas

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Arritmias, miocardites -inflamação do miocárdio- e comprometimentos semelhantes a pequenos infartos são alguns dos sintomas relatados em pacientes internados com Covid-19

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – Além do pulmão, como o vírus afeta rins, cérebro e coração?Após quase seis meses desde o primeiro caso em Wuhan, na China, e mais de 5 milhões de seres humanos afetados, a Covid-19 continua a desafiar médicos e especialistas.Vista no início como uma pneumonia, a doença, sabe-se hoje, tem efeitos em vários órgãos do corpo, não apenas no pulmão.

Isso ocorre porque a via de entrada do vírus nas células, os receptores conhecidos como enzima conversora da angiotensina 2 (ECA2), está presente em diversos sistemas do corpo, não apenas o respiratório. Intestino, rins e vasos sanguíneos também possuem ECA2 em suas células.

Segundo a National Kidney Foundation, instituição de pesquisa e apoio a doentes renais dos Estados Unidos, entre 3% e 9% dos pacientes de Covid-19 desenvolvem insuficiência renal aguda e, em alguns casos, necessitam de diálise.Já foram publicados também alguns casos de inflamação no tecido cerebral, chamada de encefalite.

Arritmias, miocardites -inflamação do miocárdio- e comprometimentos semelhantes a pequenos infartos são alguns dos sintomas relatados em pacientes internados com Covid-19.

Por Folhapress

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Saúde

Pernambuco sem casos de sarampo: marco nacional rumo à eliminação da doença

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Pernambuco está desde 2021 sem registrar caso de sarampo. Esse período sem ocorrências no Estado reforça o marco alcançado em todo o Brasil na última semana, quando o País completou dois anos sem casos autóctones de sarampo – ou seja, sem transmissão em território nacional. Isso marca um importante passo na luta contra essa doença altamente infecciosa.

Esse período sem registros locais do vírus coloca o Brasil mais próximo de recuperar sua certificação como ‘país livre de sarampo’, título conquistado em 2016 e temporariamente perdido em 2018, devido a fatores como o intenso fluxo migratório de países vizinhos e a queda nas taxas de vacinação em diversas regiões. Em 2022, o País reportou 41 casos de sarampo, uma queda significativa em relação aos 20.901 registros em 2019.

No início de maio, o Brasil recebeu a visita da Comissão Regional de Monitoramento e Reverificação da Eliminação do Sarampo, Rubéola e Síndrome da Rubéola Congênita na Região das Américas e do Secretariado da Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).

O objetivo foi dar continuidade ao processo de recertificação do Brasil como livre da circulação de sarampo e com sustentabilidade da eliminação da rubéola e da síndrome da rubéola congênita (SRC).

Ainda neste ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou o aumento de casos da doença na Europa como “alarmante”. Foram mais de 58 mil infecções pelo vírus em 41 países ao longo de 2023 – um aumento em relação aos últimos três anos.

“Para que o Brasil possa continuar sem casos, é fundamental alcançar coberturas vacinais de, no mínimo, 95% de forma homogênea, visando a proteção da nossa população diante da possibilidade de ocorrência de casos importados do vírus e reduzindo assim o risco de introdução da doença. Além do que, garante a segurança até mesmo das pessoas que não podem se vacinar”, explica o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti.

Ele destaca ainda a importância da continuidade da estratégia de microplanejamento que, em 2023, repassou R$ 151 milhões para Estados e municípios. O método, que é recomendado pela OMS, consiste em diversas atividades com foco na realidade local e em fortalecer e ampliar o acesso da população à vacinação, durante todo o ano.

No caso do sarampo, o Brasil é um dos poucos países do mundo que não enfrentam uma nova epidemia atualmente. “É por isso que retomar as altas coberturas vacinais é tão importante. Queremos manter nossas crianças e jovens seguros sem as sequelas dessa grave infecção, como ocorre em países da Europa e Estados Unidos”, reforça a ministra da Saúde, Nísia Trindade.

Vacina tríplice viral protege contra sarampo, caxumba e rubéola

A tríplice viral é uma das vacinas ofertadas no Calendário Nacional de Vacinação, cujo esquema vacinal corresponde a duas doses para pessoas de 12 meses até 29 anos de idade, e uma dose para adultos de 30 a 59 anos.

Esse imunizante protege contra o sarampo, a caxumba e a rubéola – três doenças altamente infecciosas que podem causar sequelas graves e foram responsáveis por epidemias no passado.

A cobertura da primeira dose dessa vacina aumentou de 80,7% em 2022 para 87% em 2023. Mas a taxa ainda está abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS). A meta é de 95% para a tríplice viral.

Os dados de 2023 ainda são preliminares e podem subir, já que alguns Estados têm bases próprias, e as atualizações podem demorar a chegar à rede nacional.

Caso importado de sarampo no Rio Grande do Sul

Em janeiro deste ano, o Brasil confirmou um caso importado de sarampo registrado no Rio Grande do Sul.

Trata-se de uma criança de três anos, sem histórico de vacinação contra o sarampo, que residia no Paquistão (país endêmico para a doença) e se mudou para o Brasil em 26 de dezembro de 2023.

Passados mais de 90 dias desde o início dos sintomas, não foram identificados casos secundários.

Durante esse período, o monitoramento no Estado foi reforçado, e todas as ações necessárias foram realizadas pelo Ministério da Saúde e pelas secretarias de saúde, incluindo busca ativa de casos e vacinação da população local, incluindo familiares, vizinhos e profissionais de saúde.

“A retomada das altas coberturas vacinais protege a população brasileira, inclusive em cenários como esse, uma vez que impede a transmissão interna do vírus no país mesmo com o registro de casos importados”, reforça o diretor do Programa Nacional de Imunizações (PNI), Eder Gatti.

Fonte: JC

           

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Saúde

90% das queimaduras em crianças são provocadas por líquido quente, eletricidade e álcool

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As queimaduras causam, no Brasil, cerca de 150 mil internações por ano. Desse total, 30% das vítimas são crianças. Esse é um dos alertas deste Junho Laranja – iniciativa que busca combater e prevenir acidentes com queimaduras. A campanha chega para conscientizar a população sobre a importância de adotar medidas preventivas, como o uso de fogos de artifício com segurança e a atenção ao manusear objetos quentes.

No Recife, ao longo deste mês de junho, os profissionais do Centro de Tratamento de Queimados do Hospital da Restauração (HR) se engajam na campanha contra queimaduras, promovida pela Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ). Neste ano, o movimento Junho Laranja tem como slogan Queimaduras. Na minha casa não! e chama atenção sobre os cuidados para evitar acidentes no ambiente doméstico.

De acordo com o médico Marcos Barretto, chefe do setor de queimados do HR, diariamente chegam ao hospital casos de pessoas que se feriram em casa.

“Durante este período junino, nós, profissionais de saúde, fazemos o alerta sobre o assunto, mas (queimadura) é atemporal e faz vítimas o ano inteiro, principalmente em casa. E a maioria delas faz parte das classes mais vulneráveis, C e D, que não têm instrução”, afirma o médico.

No Hospital da Restauração, 600 crianças atendidas por queimadura em 2023

Segundo ele, 90% das crianças queimadas têm como causas principais as ocorrências provocadas por líquidos quentes, eletricidade e álcool. Em 2023, quase 600 crianças deram entrada na unidade devido a queimaduras.

Quando envolve adultos, os casos mais comuns são os de queimaduras provocadas por álcool, descargas elétricas, incêndios, suicídios e agressões, além dos casos em que as vítimas são alcoolistas.

Acontece quando as pessoas chegam em casa, vão fumar, por exemplo, e, por desatenção ou descuido, acabam pegando fogo em objetos e até na casa toda. Ou vão mexer em postes e telhados dos imóveis e acabam levando choque. Também é muito comum as mulheres se queimarem fazendo comida, utilizando álcool, porque não têm dinheiro para comprar botijão de gás”, destaca Marcos Barretto.

Ele acrescenta que esses casos mostram diariamente que a educação é fundamental para prevenir queimadura, “ligada a condições sociais das pessoas”.

Em caso de queimaduras leves, deve-se colocar a parte queimada debaixo da água corrente fria, com jato suave, por aproximadamente dez minutos, até resfriar o local.

Já em situações em que as queimaduras acometem grandes extensões do corpo e são causadas por substâncias químicas ou eletricidade, a vítima deve procurar um serviço de saúde o mais rápido possível para receber os cuidados adequados.

Casos de queimaduras no Nordeste

Na região Nordeste, o assunto entra em evidência neste mês com a tradição das festas juninas. É um período em que as fogueiras e o uso de fogos de artifício comemoram os santos da época (Santo Antônio, São João e São Pedro). Essas são as ocasiões mais frequentes para a ocorrência de queimaduras.

“Não é recomendado pular fogueira, uma vez que a pessoa pode cair, ter queimadura de até terceiro grau e até morrer, dependendo da extensão da lesão. Também é preciso tomar cuidado com os fogos de artifício, principalmente as crianças, uma vez que podem acontecer queimaduras graves e até mutilação de membros com a explosão dos fogos”, adverte o bombeiro civil Almir Lima, do Hospital Miguel Arraes (HMA).

A unidade de saúde localizada em Paulista, na Região Metropolitana do Recife, fica em alerta para atendimentos neste período.

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 180 mil pessoas morrem, por ano, em consequência de queimaduras, que são a quinta causa mais comum de lesões não fatais na infância.

De acordo com o coordenador de Ortopedia e Traumatologia do HMA, Adauto Telino, as queimaduras não fatais podem causar hospitalização prolongada, desfiguração e incapacidade – muitas vezes resultam em cicatrizes e deformidades.

“O trauma provocado pode trazer graves consequências à vida do paciente, como sequelas permanentes que dificultam as simples tarefas do dia a dia, a exemplo das amputações e de lesões na visão e na audição. Tudo isso por um acidente que poderia ser evitado pelo simples fato de não manipular fogos de artifício ou de ter cuidados redobrados ao fazê-lo”, explica o especialista.

O que fazer em caso de queimadura?

Primeiramente, deve-se lavar o local com água corrente por até 15 minutos. Devem ser retirados anéis e alianças. Depois disso, o local da queimadura deve ser envolto por um pano limpo. Imediatamente procurar atendimento médico.

O que não fazer em caso de queimadura?

A lesão limpa é fundamental para a avaliação médica após a queimadura. Por isso, não se deve colocar manteiga, pó de café, clara de ovo, creme dental, pomadas ou qualquer receita caseira.

A vítima não deve tocar na área queimada, não deve furar as bolhas e nem retirar qualquer tipo de tecido aderido à pele queimada.

Queimaduras: um grave problema de saúde pública

Para o diretor-geral do Hospital da Restauração (HR), Petrus Andrade Lima, as queimaduras representam um grave problema de saúde pública.

“As queimaduras têm muitas consequências, a depender da gravidade da lesão. Há as sequelas estéticas, que não prejudicam as funções, e as sequelas funcionais, que comprometem movimentos, por exemplo, de membros”, explica Petrus, que é médico cirurgião-geral e de emergência.

“Além disso, algumas queimaduras, anos depois, podem se tornar cancerígenas. Então, essas vítimas acabam gerando custos diretos e indiretos a mais para o sistema público de saúde.”

Sobre o serviço de tratamento de queimados do HR

O Centro de Tratamento de Queimados (UTQ) do Hospital da Restauração é referência no atendimento e tratamento de queimaduras. Acolhe, diariamente, entre oito e dez pacientes, de várias causas.

Localizada no segundo andar do hospital, a estrutura conta com 40 leitos divididos em três enfermarias (pediátrica, feminina e masculina).

As equipes multiprofissionais são compostas por enfermeiros, técnicos de enfermagem, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, psicólogos, nutricionistas e médicos de especialidades como clínica-geral, cirurgia geral, cirurgia plástica e pediatria.

Em alguns casos, de acordo com a extensão das lesões, outros especialistas assistem o paciente, como ortopedistas e vasculares.

Veja 17 orientações para prevenir acidentes queimaduras:

  1. Evite fumar dentro de casa, principalmente deitado;
  2. Nunca manipule álcool líquido próximo a objetos inflamáveis e nem utilize diretamente sobre o fogo (principalmente na churrasqueira);
  3. Evite utilizar álcool líquido, prefira água e sabão para fazer a limpeza doméstica ou álcool em gel;
  4. Possíveis vazamentos de gás devem ser investigados constantemente;
  5. Mantenha as crianças longe da cozinha durante o preparo dos alimentos;
  6. Lembre-se de direcionar os cabos das panelas para a área do meio do fogão;
  7. Mantenha cabos e alças em bom estado, para evitar derramar o conteúdo das panelas, canecas ou chaleiras;
  8. Antes de dar banho ou molhar a criança, teste a temperatura da água com o dorso da mão;
  9. Evite pegar bebidas quentes enquanto tiver com crianças no colo;
  10. Guarde objetos de limpeza e produtos químicos fora do alcance de crianças;
  11. Mantenha o ferro de passar roupas longe das crianças;
  12. Utilize protetor em todas as tomadas elétricas da casa;
  13. Chame um profissional para resolver os problemas elétricos ou fazer instalações diversas;
  14. Em época de festas juninas, dê preferência às fogueiras pequenas, que só devem ser acesas longe de matas, depósitos de papel ou produtos inflamáveis;
  15. Nunca deixe fósforos e isqueiros ao alcance de crianças;
  16. Evite exposição prolongada ao sol e use protetor solar;
  17. Evite espalhar velas pelos cômodos da casa, mas, se for necessário, mantenha as chamas distantes de tecidos inflamável.

Fonte: JC

 

 

           

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Saúde

Idosos com câncer, até avançado, devem fazer exercício

A pesquisa foi liderada pelo oncologista da Oncoclínicas&Co, Paulo Bergerot.

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A prática de exercícios físicos pode beneficiar até idosos com câncer em estágio avançado, segundo novo estudo brasileiro apresentado no Encontro Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (Asco 2024), o maior congresso de oncologia do mundo, realizado em Chicago, nos Estados Unidos, entre os dias 31 de maio e 4 de junho.

A pesquisa foi liderada pelo oncologista da Oncoclínicas&Co, Paulo Bergerot, que também é representante da América Latina na recém-formada Sociedade Internacional de Oncologia do Exercício. Os resultados evidenciaram que pacientes com mais de 65 anos e sob tratamento oncológico tiveram melhora na qualidade de vida e alívio de alguns efeitos colaterais dos medicamentos de imuno e quimioterapia após 12 semanas cumprindo uma rotina de atividade física moderada.

“A grande mensagem desse estudo é que o paciente em tratamento oncológico deve ficar ativo. Não existe mais essa história de manter o paciente resguardado, economizando energia por causa do tratamento. É exatamente o contrário”, afirma Bergerot.

ROTINA PERSONALIZADA

Todos os 41 participantes do estudo tinham mais de 65 anos e tratavam cânceres de estágios 3 ou 4, considerados avançados ou metastáticos. Além disso, eram pacientes que estavam começando uma linha de tratamento sistêmico, ou seja, com medicamentos – quimioterapia ou imunoterapia, de um modo geral.

“Para qualquer pessoa a gente sabe que é difícil a adesão e a continuidade na atividade física. Para o paciente com câncer é mais desafiador ainda, e se for idoso é uma missão quase impossível”, comenta Bergerot. Para driblar essa barreira, os pesquisadores apostaram em uma estratégia personalizada, em que cada participante tinha a própria rotina de exercícios.

As atividades foram estipuladas por um educador físico, que considerou o quadro clínico de cada paciente e sua realidade no cotidiano, como o uso de acessórios que eles dispunham nas próprias casas. Ao fim das 12 semanas, os participantes apresentaram uma melhora na qualidade de vida de cerca de 10 pontos na escala FACT-G. O método considera a percepção de bem-estar físico, social e familiar, emocional e funcional em uma régua que vai de 0 a 108 pontos. Além disso, a prática física também se mostrou capaz de atenuar alguns dos sintomas do câncer e dos efeitos colaterais comuns no tratamento da doença.

Foto Reuters

Por O Estado de S. Paulo.

           

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