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Esporte

STJ definirá validade da condenação de Robinho

Robinho, 40, foi condenado pelas autoridades italianas a nove anos de prisão.

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Marcado para esta quarta-feira (20), o julgamento do STJ (Superior Tribunal de Justiça) sobre o ex-jogador Robson de Souza, o Robinho, não analisará se ele cometeu ou não o crime de estupro, mas apenas se ele deverá cumprir no Brasil a pena à qual foi condenado na Itália.

Robinho, 40, foi condenado pelas autoridades italianas a nove anos de prisão. Sua primeira condenação foi em 2017 e ele recorreu e teve suas tentativas esgotadas em 2022, com trânsito em julgado.

Segundo a investigação na Itália, o atleta e outros cinco brasileiros praticaram violência sexual em grupo contra uma mulher de origem albanesa em uma boate de Milão, em 2013. Ele sempre negou o crime.

Inicialmente, o país europeu demandou a extradição de Robinho, mas a legislação impede que isso ocorra com brasileiros natos.

A Itália, então, solicitou que a pena seja cumprida no Brasil, o que será avaliado pela corte especial do STJ, que reúne os 15 ministros mais antigos do tribunal.

No processo, a defesa de Robinho defenderá que o pedido italiano não seja validado, o que faria o ex-jogador ser novamente processado -desta vez, no Brasil.

A defesa usa como argumento um decreto de julho de 1993 sobre a cooperação jurídica em matéria penal entre o Brasil e a Itália.

O acordo diz que essa cooperação “não compreenderá a execução de medidas restritivas da liberdade pessoal nem a execução de condenações”.

“Nós não estamos querendo escapar da Justiça, só achamos que ele tem que ser julgado aqui”, afirma o advogado José Eduardo Rangel de Alckmin, que defende Robinho, à Folha de S.Paulo.

“O que está em jogo não é só o caso Robinho, é o direito de todos nós cidadãos brasileiros. Abrir mão da soberania nacional para fazer bonito para a imprensa, com todo respeito, é o fim do mundo”, afirma o advogado.

Segundo Alckmin, provas do processo italiano podem, inclusive, ser usadas pelo Ministério Público no caso de uma ação que tramite no Brasil. Também afirma que não há risco de prescrição.

No julgamento da quarta-feira, antes de os ministros começarem a votar, a defesa, o Ministério Público Federal e as partes interessadas (amicus curiae) se manifestam.

A Procuradoria já disse que entende que deve ser aceito o pedido feito pelo Tribunal de Milão de validação da sentença italiana.

Segundo o subprocurador-geral Carlos Frederico Santos, “todos os pressupostos legais e regimentais para o prosseguimento de execução penal foram cumpridos”.

Após as manifestações, votará o relator do processo, o ministro Francisco Falcão. Na sequência, votam os demais ministros, por ordem de antiguidade.

Para que a sentença italiana seja homologada, é necessário o voto de maioria simples -a metade mais um dos ministros presentes.

Há possibilidade de que, na quarta, haja um pedido de vista (mais tempo para análise) de algum dos ministros e o julgamento seja paralisado. Integrantes do STJ consultados pela reportagem, porém, afirmam que não deve haver essa solicitação.

Especialistas consultados pela reportagem afirmam que no julgamento podem ser definidas, além da possibilidade de Robinho cumprir no Brasil a pena definida pela Itália, outras questões relacionadas aos parâmetros do cumprimento dessa pena.

Ao contrário da defesa de Robinho, veem possibilidade na legislação brasileira de que a pena seja cumprida no Brasil.

“[Pode ser definido se] Será mantida a reprimenda? Há algum redutor, já que a legislação é difusa? Ele cumprirá em regime fechado?”, elenca o advogado e mestre em direito processual penal Daniel Bialski.

Segundo ele, o cumprimento de pena “é possível pela própria legislação vigente que permite que o Brasil execute a pena”.
“Só um detalhe que, apesar de ser óbvio, precisa ser dito, não se discute se ele cometeu o crime. Isso é ponto superado. Foi condenado. Apenas se dirá se ele cumprirá ou não essa pena no nosso país”, afirma Bialski.

O advogado especializado em ciências criminais Berlinque Cantelmo diz que o reconhecimento da sentença italiana estaria “alinhada com os tratados internacionais que o Brasil é signatário, os quais preveem a cooperação jurídica entre países para o cumprimento de sentenças penais”.

Segundo ele, o Brasil “tem um histórico variado” ao analisar casos semelhantes.

“Em geral, o país segue os tratados internacionais que facilitam a cooperação jurídica internacional, incluindo a execução de sentenças estrangeiras, desde que estas não violem a ordem pública brasileira e os direitos fundamentais reconhecidos pela Constituição Brasileira”, afirma.

“Cada caso, no entanto, é único e é julgado com base em suas próprias circunstâncias e méritos.”

Já o advogado criminalista André Damiani afirma que há poucos precedentes a respeito do assunto, e, por isso, não dá para prever o resultado do julgamento. “No entanto, é certo que ele servirá como paradigma para novos casos semelhantes”, diz.

Apesar de Robinho sempre ter negado o crime publicamente, a polícia italiana gravou conversas do ex-atleta com amigos nas quais ele confirma o estado de inconsciência da vítima.
“Por isso que eu estou rindo, eu não estou nem aí. A mina estava extremamente embriagada, não sabe nem quem que eu sou”, disse o ex-jogador.

As gravações fizeram parte do material usado pelo Ministério Público da Itália no processo que condenou o brasileiro por estupro coletivo.

Por Folhapress

           

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Esporte

Barcelona anuncia demissão do técnico Xavi Hernández após idas e vindas

Xaxi deve ser substituído pelo alemão Hansi Flick.

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Após idas e vindas, a direção do Barcelona anunciou a demissão do técnico Xavi Hernández nesta sexta-feira. O ex-jogador, que deve ser substituído pelo alemão Hansi Flick, fará seu último jogo como técnico da equipe catalã no domingo, contra o Sevilla, pela rodada final do Campeonato Espanhol.

“O presidente do FC Barcelona, Joan Laporta, informou nesta tarde a Xavi Hernández que não continuará como treinador da equipe principal para a temporada 2024-25”, informou o clube espanhol, em comunicado. “O FC Barcelona agradece a Xavi pelo seu trabalho como treinador, que se soma a uma carreira ímpar como jogador e capitão do time, e deseja-lhe toda a sorte do mundo.”

A decisão do Barça marca a segunda reviravolta no comando da equipe em poucos meses. A primeira aconteceu há poucas semanas quando Xavi anunciara publicamente que continuaria no clube para mais um ano após informar, em janeiro, que sairia ao fim da atual temporada.

Entre um anúncio e outro, a relação entre Xavi e Laporta degringolou, de acordo com a imprensa espanhola, entre resultados abaixo do esperado e problemas financeiros do clube. O Barça encerra a temporada europeia sem nenhum título, incluindo queda precoce na Copa do Rei e uma dura eliminação na Liga dos Campeões, com direito a goleada para o Paris Saint-Germain.

No Espanhol, Xavi obteve seu melhor rendimento. O técnico assumiu o time na nona colocação e vai entregar o cargo com o vice-campeonato, atrás apenas do Real Madrid, campeão por antecipação. Apesar da forte reação, a diretoria avaliou que o desempenho da equipe ainda está abaixo do esperado, principalmente em comparação ao arquirrival, que disputará mais uma final de Liga dos Campeões, no dia 1º de junho.

De acordo com a imprensa europeia, Hansi Flick é o favorito a substituir Xavi. O clube já estaria em negociação avançada com o alemão, ex-técnico do Bayern de Munique e da seleção alemã. “Nos próximos dias, o Barcelona informará sobre a nova estrutura da equipe titular”, anunciou o clube, em comunicado.

Foto Getty

Por Estadão

           

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Esporte

Sport vende mais de 23 mil ingressos para decisão contra o Fortaleza

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Sport divulgou a primeira parcial de ingressos vendidos para a decisão contra o Fortaleza pela semifinal da Copa do Nordeste. Até a noite desta quinta-feira (23), o clube rubro-negro comercializou 23.932 mil ingressos. Com transmissão exclusiva da TV Jornal, o “Duelo de Leões” vale uma vaga na final do Regional.

O adversário sai do confronto entre Bahia x CRB. Além disso, vale pelo menos a premiação de R$ 1,361 milhão, que será dada ao vice-campeão. O campeão ainda fatura R$ 2,094 milhões.

É importante ressaltar que a vaga na final será decidida em jogo único. Em caso de empate no tempo normal, a partida vai para os pênaltis.

Desfalque pernambucano

O lateral-esquerdo Felipinho pode desfalcar o Sport contra o Fortaleza. Na última quarta-feira, ele saiu de campo, ainda no primeiro tempo do jogo contra o Atlético-MG, se queixando de dores na posterior da coxa.

Bronca para o clube rubro-negro

O árbitro Bráulio da Silva Machado colocou na súmula que torcedores do Sport arremessaram vários copos com água e um chinelo em direção aos atletas do Atlético-MG. O fato aconteceu durante a comemoração do gol, que posteriormente foi anulado.

Por causa disso, o clube rubro-negro pode ser enquadrado no artigo 213, do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), e ser punido com multa entre R$ 100 e R$ 100 mil.

Fonte: JC

 

           

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Esporte

Darlan brilha e seleção brasileira masculina se vinga da Argentina na Liga das Nações de Vôlei

Nesta sexta-feira (24), sem tempo para descansar, o Brasil tem novo desafio gigante, desta vez contra a Sérvia.

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Sob a batuta do jovem e talentoso Darlan, a seleção brasileira de vôlei se redimiu da apresentação pífia diante de Cuba com uma grande vitória em batalha de cinco sets nesta quinta-feira, se vingando da arquirrival Argentina. O campeão da Superliga com o Sesi-Bauru, de somente 21 anos, anotou 20 pontos e comandou o triunfo por 3 sets a 2, parciais de 25/13, 20/25, 19/25, 25/22 e 15/11 pela segunda rodada da Liga das Nações, no Maracanãzinho, no Rio. Lucarelli cresceu a partir do terceiro set e contribuiu com outros 16 pontos.

Com a torcida especial das ginastas Rebeca Andrade, Jade Barbosa e Flávia Saraiva e um público extremamente atuante, o Brasil melhorou bastante em fundamentos que não funcionaram diante dos cubanos, casos do bloqueio, ataques pelo meio de rede e o saque. Mostrando concentração para superar momento delicado na partida e, com jogo forte que era esperado já na estreia, fechou no tie-break.

Nesta sexta-feira, sem tempo para descansar, o Brasil tem novo desafio gigante, desta vez contra a Sérvia, jogo no qual buscará seu segundo triunfo neste retorno do técnico Bernardinho. O encerramento da primeira fase da Liga das Nações ocorre no domingo de manhã, diante da Itália.

Depois de ganhar a disputa do bronze nos Jogos de Tóquio, em 2021, os argentinos voltaram a aprontar diante do Brasil com 3 a 0 na final do Campeonato Sul-Americano, em Recife, no ano passado. Ganhar o clássico no Maracanãzinho não era apenas questão de honra, mas importante para se vingar e complicar a busca dos arquirrivais por vaga em Paris-2024 – iniciaram a partida em sétimo no ranking. E espantar o rótulo de “freguês.”

A derrota na estreia diante de Cuba fez o técnico Bernardinho mexer na equipe. O meio de rede Lucão, poupado, deu lugar para Isac no time titular. Já o ponteiro Adriano foi observado desde o início na vaga de Leal, maior pontuador do jogo de terça-feira, em troca ousada de Bernardinho.

A seleção entrou em quadra com festa antes do primeiro ponto, na emocionante capela durante o hino nacional. Com arquibancadas mais uma vez lotadas, a esperança de uma apresentação melhor. Apoio não faltava. Tampouco confiança. Mas era necessário sacar melhor – foram 19 erros diante de Cuba – e ajustar o bloqueio, inoperante na estreia.

A primeira boa vantagem na parcial que começou equilibrada veio com o primeiro bloqueio brasileiro na partida e depois em contragolpe para a seleção abrir 7 a 4. Os argentinos não acertavam nada e Darlan obrigou o técnico Marcelo Mendez – ganhou tudo dirigindo o Cruzeiro – a pedir o primeiro tempo com 10 a 5. Darlan virava todas as bolas.

Diferentemente do jogo contra Cuba, até os erros brasileiros davam certo e o time fazia o ponto. A seleção estava mais “ligada” e precisa. O bloqueio colaborava e não vinham desperdícios de ataques ou contragolpes. Com nova pancada de Darlan, seu sexto ponto no set, o Brasil subiu a vantagem para 15 a 7.

Sem sustos e em grande apresentação, o Brasil abriu 1 a 0 com Adriano fechando a parcial com imponentes 25 a 13. Darlan, autor de somente 10 pontos contra os cubanos, foi o destaque do set com nove ataques bem executados.

Depois de largar bem no segundo set, com 5 a 3, o Brasil cometeu três erros seguidos e viu os argentinos abrirem vantagem. Lucarelli não deixou os hermanos se empolgarem. Darlan recolocou o time em vantagem com 11 a 10 após grande defesa de Lucarelli.

Em momento de falta de estabilidade brasileira, a Argentina conseguiu abrir 17 a 14 e obrigou Bernardinho à primeira pausa. O treinador optou por passar calma aos jogadores, dizendo que os erros já eram passado e mostrou confiança em reação na parcial. Teve de pedir nova pausa com 22 a 18 contra, pedindo para o Brasil rodar. O empate em sets veio após erro de Adriano e 25 a 20.

O terceiro set começou com princípio de confusão, após comemoração exagerada de Danani e cobrança de Bruninho, que ultrapassou a quadra para reclamar da postura do líbero argentino. O levantador foi punido com cartão amarelo. Bernardinho pedia calma aos brasileiros, mas os hermanos abriram logo 3 a 1. O jogo ficou tenso.

Depois de ceder o empate por 6 a 6, a Argentina voltou a dominar o placar. Bruno Lima, Vincentín e Palonsky começaram a superar o bloqueio verde e amarelo com facilidade. O Brasil perdeu a concentração com a provocação e os erros apareceram em série: 11 a 6. A vantagem aumentou para sete pontos com 21 a 14. Sem vibração, veio a virada com 25 a 19.

Necessitando reagir no quarto set, o Brasil desperdiçou contra-ataque importante com Darlan para abrir vantagem de dois pontos no começo da parcial. Ao menos, caminhava ponto a ponto com os oponentes. Até Isac, pelo meio, enfim, colocar o Brasil com dois pontos a mais no placar: 14 a 12.

A torcida novamente inflamou e Lucarelli começou a acertar seus ataques. E também o saque. Com ace do camisa 7, o Brasil abriu importante 18 a 15. Depois, no bloqueio de Flávio e ataque de Adriano, ampliou para 22 a 18. O time abriu 24 a 21, mas desperdiçou as duas primeiras chances de fechar. Lucarelli igualou a partida e aliviou a tensão. Primeira partida da Liga das Nações a ser decidida no tie-break.

O set mais curto começou com ace de Lucarelli e com Darlan somando seu 18º ponto em contragolpe. Abrir dois pontos de início era fundamental para desestabilizar os argentinos. Mas o toque na rede de Darlan deixou tudo igual: 3 a 3. O garoto se redimiu ao fazer 5 a 3 e vibrar muito.

A virada de quadra veio com 8 a 6 após bola pelo meio de Isac. Em ataque de Lucarelli, o Brasil subiu para 10 a 7. “Oh, Brasil olê, Brasil olê”, já comemorava a torcida no pedido de tempo argentino. O ponteiro, em saque forte, deixou o time com 11 a 7. Após bola para fora de Vicentin, 14 a 10 e desespero dos adversários. Só um milagre salvava a Argentina. Ele não veio, com Flávio definindo.

Foto Getty

Por Estadão

           

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