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Pernambuco

Vereadores pressionam prefeito João Campos a armar Guarda Municipal do Recife

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Nesta segunda-feira (13), a Câmara Municipal do Recife aprovou o requerimento nº 4273/2024, de autoria do vereador Alcides Cardoso (PL), que solicita ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), que adote as medidas necessárias para armar a Guarda Municipal. A matéria foi aprovada pelo plenário com 15 votos favoráveis, seis contrários e duas abstenções, em votação nominal.

Em defesa da pauta, Cardoso lembrou que a Casa José Mariano fomentou o debate sobre o armamento da Guarda nos últimos anos.

Não estou pedindo para armar por armar. [Pedimos guarda] treinado e armado. São 256 horas-aula. Nós fomos visitar o pessoal no Cabo. Professores, sala de aula”, ilustrou.

“Acho que a própria Guarda quer isso, espera isso. Ele quer isso, ele espera isso. Ele sai de casa como um guarda, como uma pessoa para a segurança, e sai desarmado”, continuou o parlamentar.

A reportagem do Jornal do Commercio procurou a Prefeitura do Recife para saber o posicionamento do Executivo sobre o requerimento, mas até a publicação desta matéria não houve retorno.

Vereadores saíram em defesa do requerimento

Dos 15 votos a favor um foi do vereador Osmar Ricardo (PT) e outro de Felipe Alecrim (PL).

Ricardo afirmou que a iniciativa ajudaria a suprir dificuldades enfrentadas pelo próprio Estado de Pernambuco, que é o ente federativo que detém a obrigação de gerir a segurança pública.

“Fizemos muitas audiências públicas, muitos debates. Já lotamos esta Casa várias vezes, fizemos vários atos com os próprios guardas municipais para que armassem a Guarda”, recordou.

“É preciso que o governo [municipal] aceite isso, que resolve em parte o problema, inclusive, da governadora. Ele tem que, também, ajudar a governadora na questão da segurança pública”, sugeriu Osmar Ricardo.

Já Alecrim, assim como citou Alcides Cardoso, chamou atenção para o treinamento e preparação.

“Eu faço o registro de que sou a favor do armamento da Guarda Municipal. Obviamente, com o devido cuidado, com a devida preparação, formação, para que os guardas municipais possam participar de forma mais efetiva da segurança pública. Já existem dados estatísticos que mostram que as cidades que armaram a Guarda Municipal reduziram os índices de criminalidade”.

Oposição

O vereador Ivan Moraes (PSOL) é contra o armamento da Guarda Municipal do Recife e desde o ano passado defende esse posicionamento. Na votação do requerimento não foi diferente, o parlamentar votou contra a aprovação da pauta.

“Não é uma boa ideia armar a guarda municipal. É fundamental que o Recife e os municípios façam seu dever de casa no que se refere à prevenção à violência. Cabe ao município outras tarefas diversas que a de realizar o poder coercitivo do Estado, isso quem realiza é a Polícia Militar”, afirmou.

“Não existe, em nenhuma literatura sobre prevenção à violência, um indicativo de armas de fogo num espaço conglomerado de gente. O que vai fazer a guarda do mercado público não é para fazer armada mesmo não. Não há elementos que diga pra gente que há ocorrências de crimes armados em mercados públicos. O que existe na verdade é um desejo de ter arma por aí. É uma ilusão de que você ter mais arma na rua vai ter mais segurança. Não há dados científicos que comprovem isso”, completou o vereador.

Discussões

Em uma série de matérias publicadas sobre o tema na Coluna Segurança assinada pelo jornalista Raphael Guerra no Jornal do Commercio, é possível acompanhar a discussão entre os poderes e o posicionamento dos guardas municipais.

Em pelo menos 20 capitais do País, a Guarda Municipal já atua armada. Recife é a única capital do Nordeste que não aderiu.

No início de novembro de 2023, o Sindicato dos Guardas Municipais, Subinspetores, Inspetores e Agentes de Trânsito do Recife (Sindguardas) revelou a coluna que os guardas queriam utilizar armas de fogo.

“A questão do armamento é uma situação de necessidade por causa da violência imposta. A gente sempre entendeu que a Guarda Municipal pode colaborar contra a violência. E a lei reconhece isso. Já tivemos vários diálogos com o secretário de Segurança Urbana, Murilo Cavalcanti, sobre o assunto, mas ele tem um pensamento diferente”, disse Marília Viana, presidente do Sindguardas à Coluna Segurança.

A polêmica sobre o uso de armas de fogo pela Guarda Municipal teve início com a publicação de um artigo assinado pelo vereador Paulo Muniz (PL) na edição do JC do dia 26 de outubro.

No dia seguinte, o secretário de Segurança do Recife, Murilo Cavalcanti, foi questionado pela reportagem sobre o assunto. Mas se mostrou contrário à medida.

Desde então, essa pauta vem repercutindo na Câmara do Recife.

Fonte: JC

 

 

           

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Pernambuco

Comitiva de Prefeitos pernambucanos conhece Programa Parceria da Prefeitura do Recife

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O presidente da Amupe, Marcello Gouveia, e o prefeito João Campos destacaram a importância da parceria entre as instituições

O presidente da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe), Marcello Gouveia, juntamente com diretores da Associação e um grupo formado por prefeitos e prefeitas, visitou nesta segunda-feira, 27, a comunidade do Alto do Refúgio, no bairro de Nova Descoberta, Zona Norte da Capital. A convite do prefeito anfitrião, João Campos, eles conheceram de perto o Programa Parceria, da prefeitura do Recife.

A comitiva assistiu a uma apresentação sobre o funcionamento do programa realizada pelos secretários de Infraestrutura, Marília Dantas, e da Defesa Civil, Cel. Cássio Sinomar. Premiado pela ONU em 2024, o Programa Parceria elabora projetos executivos, presta consultoria técnica, arca com os custos dos insumos e realiza obras de pequeno e médio porte em áreas de morro e planícies do Recife. As intervenções são executadas em conjunto com a população local e têm a função de reduzir riscos e promover a melhoria na qualidade de vida das pessoas que vivem nessas comunidades.

O prefeito João Campos destacou a importância da cooperação entre a prefeitura e a Amupe. “Quando municípios trocam boas práticas todos saem ganhando. Ao apresentar esse projeto, o nosso desejo, através da Amupe e do Comupe, é de colocá-lo à disposição das cidades para que possam fazer obras de contenção de encostas e eliminar pontos de risco. Essa parceria é importante para toda população do Estado”, destacou.

Marcello Gouveia agradeceu ao prefeito João Campos pela iniciativa e reiterou que “é muito importante o compartilhamento desse tipo de boa prática entre os municípios. Reforço que a Amupe, assim como o Consórcio dos Municípios Pernambucanos (Comupe), está sempre à disposição para ajudar nos trabalhos dos prefeitos e prefeitas pernambucanos”, enfatizou.

A Amupe também esteve representada pela prefeita de Surubim, Ana Célia; o prefeito de Águas Belas, Luiz Aroldo; a prefeita de Cumaru, Mariana Medeiros; e a prefeita de Camaragibe, Nadegi Queiroz. Também participaram da visita os deputados estaduais Aglailson Victor e Lula Cabral.

           

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Pernambuco

A eleição do Recife e o perigo da popularidade incondicional

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Em 1992, Bill Clinton venceu George Bush (pai) e se tornou presidente dos EUA. Na época, uma das frases de sua campanha virou livro, documentário e frequentou a cultura pop: “É a economia, estúpido”.

A campanha foi marcante porque Bush, então presidente, tinha 90% de aprovação em 1991, durante a Guerra do Golfo, mas isso foi revertido para uma rejeição de 64% alguns meses depois, resultando em derrota. Os EUA passavam por uma recessão muito dura e a campanha democrata baseada em acusar o que era palpável na gestão do adversário saiu vitoriosa.

Mudando

Pelas últimas décadas, a importância da economia para as eleições sempre foi inquestionável. A frase “É a economia, estúpido” serviu para tudo, desde dados econômicos mesmo até infraestrutura.

Mas as coisas parecem estar mudando, inclusive no Brasil, inclusive em Pernambuco, inclusive no Recife. Nos anos 1990, quando Jarbas Vasconcelos (MDB) foi prefeito da capital pela segunda vez, era considerado o “melhor gestor do país” seguidamente, terminou com aprovação altíssima e foi impulsionado ao Governo do Estado naquela administração.

O mérito de Jarbas era visível, palpável e fácil de mensurar. Houve uma transformação na cidade que incluía desde serviços básicos bem mantidos até grandes obras, cujos efeitos o recifense sentia em sua rotina.

O pior é que, hoje, com as redes sociais, Jarbas poderia nem ser considerado um candidato competitivo, e ter baixa aprovação, caso não tivesse uma conta no Instagram cheia de seguidores empolgados e não soubesse fazer dancinhas.

Alguém imagina Jarbas fazendo o passinho de brega funk porque disso depende a popularidade e os votos?

Geração e foco diferentes

Mas antes que você pense que se trata de uma crítica ao atual prefeito do Recife, João Campos (PSB), saiba que não é. Pelo contrário, será um elogio com uma preocupação.

O socialista tem feito um trabalho bom e reconhecido. É difícil comparar com uma gestão de infraestrutura, como foi a de Jarbas nos anos 1990, porque a sociedade era diferente naquela época e porque esse não foi o foco de João no mandato. É difícil imaginá-lo construindo viadutos e túneis para melhorar o trânsito de carros.

É mais fácil pensar num governo de praças, parques, prioridade para pedestres ao invés de veículos automotores e, por causa da necessidade trágica, reforço na estrutura dos morros.

O ruim…

Há falhas, sim. Faltou a João investir mais em habitação, faltou contribuir com a segurança e falta ser mais efetivo com aqueles a quem se propõe priorizar, como os ciclistas.

No Recife, a taxa de desemprego, por exemplo, é a segunda pior do país entre as capitais. A cidade tem muitos problemas.

Moradores de rua estão espalhados pelo centro. Os alagamentos ainda são uma constante.

E isso derruba a popularidade de João Campos? De jeito nenhum. O prefeito tem quase 80% de aprovação.

…e o bom

Por outro lado, Campos promoveu uma transformação digital nos processos entre cidadãos e prefeitura que é uma verdadeira revolução nos serviços e impacta a vida dos recifenses com resultados que ainda não são totalmente percebidos e entendidos pela população. Nesse ponto, da inovação no acesso da população à gestão, Campos é revolucionário e um exemplo para o país.

Ele também conseguiu reduzir muito o risco nas encostas e barreiras da cidade e melhorou a qualidade de vida com parques e praças. É algo exemplar.

Mas é isso que aumenta tanto a popularidade dele? Não também.

A popularidade de Campos, do ponto de vista de gestão, é incondicional. E isso é um perigo.

Não é mais

“Não é mais a economia, estúpido” é a frase que se impõe agora, desfazendo o que se fez com a eleição de Clinton em 1992.

No Brasil, poucos perceberam isso tão rápido quanto João Campos e poucos conseguem fazer o que ele faz, goste-se ou não do estilo.

Até agora, o prefeito do Recife tem sido cuidadoso, garantindo que sua administração tenha algumas realizações palpáveis também. Mas há um risco quando isso fica em segundo plano, principalmente com a proximidade eleitoral. Risco para ele e para a cidade.

“Fazer o diabo”

Ainda vivemos numa sociedade acostumada à cultura de espetáculo e na qual as pessoas votam mais naquele que é um “sucesso” e menos em quem faz entregas. Esse tipo de ambiente é pródigo para atrair estrategistas eleitorais comprometidos somente com a vitória a qualquer custo, sem pesar as consequências.

O “fazer o diabo” para vencer, expressão infeliz do marqueteiro de Dilma Rousseff (PT) em 2014, é um exemplo. Acabou em impeachment e prisão. Acabou também em uma das maiores crises econômicas de nossa história recente.

Ator e personagem

No caso do personagem de rede social, a questão é que há um ônus terrível, que é o risco de reduzir o gestor verdadeiramente competente a uma celebridade volátil, passageira. Marqueteiros (sim, eles existem ainda) precisam ficar atentos a isso.

Personagens grandes demais correm o risco de condenar a capacidade do ator atrás da máscara.

Fonte: JC

 

           

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Pernambuco

Veja as vagas de emprego para esta terça-feira, 28 de Maio de 2024

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As agências do Trabalho de Pernambuco divulgam, diariamente, quadros das vagas com oportunidades de trabalho em unidades espalhadas pelo estado, na Região Metropolitana do Recife (RMR), Agreste e Sertão.

Para se candidatar, é necessário agendar previamente o atendimento através do site da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação (Seteq), onde também há os endereços e telefones de todas as agências.

Confira o quadro de vagas completo clicando aqui

Agende atendimento através do  site da Secretaria do Trabalho, Emprego e Qualificação.

           

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