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Cultura

Filme japonês ‘Shoplifters’ vence Palma de Ouro em Cannes

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Obra é a história de uma casal pobre no Japão que acolhe uma menina que parece sofrer maus-tratos de seus pais

filme “Shoplifters”, dirigido pelo cineasta japonês Hirokazu Kore-Eda, foi o grande vencedor do Festival de Cannes deste ano. A obra levou a Palma de Ouro, principal prêmio da mostra, na noite deste sábado (19), na França.

Drama de mensagem humanista, “Shoplifters” é a história de uma casal pobre no Japão que acolhe uma menina que parece sofrer maus-tratos de seus pais.

O título em inglês se deve ao fato de que o pai ensina seus filhos -incluindo a recém-acolhida Lin–a furtar itens de supermercado. Mas o título que talvez o defina melhor é o dado na França: “Une Affaire de Famille”: com esse filme, Kore-Eda questiona o que forma uma família.

Segunda honraria mais importante, o grande prêmio do júri foi para “BlacKkKlansman”, do americano Spike Lee. A obra trata de um policial negro que se infiltra na organização Ku Klux Klan.

O filme, dirigido pelo maior cronista das tensões raciais entre os cineastas americanos, atribui a Donald Trump responsabilidade no acirramento do ódio em seu país. 

Já “Capharnaüm”, da libanesa Nadine Labaki, levou o prêmio do júri. A obra, que era tida como a favorita para levar o prêmio principal, conta a história de um garoto pobre que move um processo contra os pais por causa de todas as agruras que sofreu.

Neste ano, quem presidiu o júri foi a atriz australiana Cate Blanchett. Ela e os demais integrantes do júri instituíram para esta edição uma Palma de Ouro especial a “Le Livre D’Image”, colagem visual lotada de referências e mensagens dirigida pelo octogenário Jean-Luc Godard.

Os jurados também deram o prêmio de direção ao polonês Pawel Pawlikowski por seu trabalho de enquadramentos rigorosos em “Cold War”, história de amor entre dois músicos contada por meio de elipses no tempo.

Nas categorias de atuação, a cazaque Samal Yeslyamova levou como melhor atriz por “Ayka”, filme no qual interpreta uma imigrante do Quirguistão que vive agruras em Moscou.

Como ator, o premiado foi o italiano Marcello Fonte, que faz o franzino dono de um pet shop depauperado em “Dogman”, de Matteo Garrone. Na obra, ele se vê obrigado a tomar uma atitude contra um arruaceiro violento que atormenta a sua vizinhança.

A italiana Alice Rohrwacher (“Lazzaro Felice”) e o iraniano Jafar Panahi (“3 Faces”) dividiram o prêmio de roteiro. O longa europeu, de tintas surrealistas, narra a história de uma comunidade de agricultores explorados no interior do país peninsular.

Já a obra de Panahi é uma crítica ao conservadorismo centrada na figura de uma jovem atriz impedida de frequentar ao conservatório por decisão de seus pais.

Foram escolhas carregadas de significado: Panahi é um preso político em seu país de origem, e Rohrwacher é uma das únicas três mulheres que competem em Cannes.

Numa edição que teve o tema do assédio e da participação feminina como mote dos debates, a atriz italiana Asia Argento foi quem trouxe à tona o nome de Harvey Weinstein. Ela afirma ter sido estuprada pelo produtor durante o festival de 1997.

“Ele nunca mais será bem-vindo aqui”, disse Argento, estendendo os punhos.

Além de Blanchett, fizeram parte do júri as atrizes Léa Seydoux e Kristen Stewart, a diretora Ava DuVernay e a cantora Khadja Nin. Completam o time dos jurados os diretores Denis Villeneuve, Robert Guédiguian e Andrey Zvyagintsev, além do ator Chang Chen. 

A presidente do júri abriu sua fala mencionando os dois diretores desta competição que não compareceram a Cannes por estarem presos em seus respectivos países: o iraniano Jafar Panahi e o russo Kirill Serebrennikov.

Entre os curtas, o premiado foi o australiano “All These Creatures”, de Charles Williams, que gira em torno de um adolescente que lida com lembranças de uma infestação. O chinês “On The Border”, deWei Shujun, ganhou menção especial na categoria.

Brasil levou três prêmios paralelos

O prêmio Câmera de Ouro, dedicado a filmes de diretores estreantes, foi para Lukas Dhont, que dirige “Girl”, produção belgo-holandesa sobre uma menina transgênero que sonha em se tornar uma bailarina. O filme também ganhou o prêmio da crítica na seção Um Certo Olhar.

O Brasil não participou da competição oficial neste ano, mas obras que têm o país como um dos coprodutores levaram prêmios em outras seções.

Na Um Certo Olhar, o misto de ficção e documentário “Chuva É Cantoria na Aleia dos Morto”, da brasileira Renée Nader Messora e do português João Salaviza, levou o grande prêmio do júri. O filme acompanha a jornada espiritual de um jovem da etnia krahô em sua aldeia no cerrado tocantinense.

Quem levou o principal prêmio na Um Certo Olhar foi “”Border”, do diretor iraniano-dinamarquês Ali Abassi, que mistura elementos de realismo social, suspense noir e mitologia nórdica.

Já “Diamantino”, coprodução entre Brasil, França e Portugal foi o principal vencedor da seção paralela Semana da Crítica. O filme de Gabriel Abrantes e Daniel Schmidt tem como personagem principal um jogador de futebol inspirado em Cristiano Ronaldo.

O curta nacional “O Órfão”, de Carolina Markowicz, ganhou a Queer Palm, prêmio dedicado a produções com temática LGBT.

Na seção Quinzena dos Realizadores, o longa nacional “Los Silencios”, de Beatriz Seigner, perdeu o prêmio principal para “Climax”, jornada erótica de um grupo de dançarinos dirigida pelo franco-argentino Gaspar Noé.

A crítica também elegeu seus melhores filmes, espalhados em todas as mostras de Cannes. Da competição escolheu “Burning”, de Lee Chang-dong.

Na mostra Semana da Crítica o vencedor do prêmio da Fipresci foi “One Day”, da húngara Zsófa Szilagyi, sobre uma mulher de vida atribulada que tem de lidar com o marido adúltero.

Por Folhapress.

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Cultura

Roberto Carlos lança 1º LP em 22 anos e segue a tradição da cor azul

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‘Amor sin límite’ tem repertório em espanhol

edição em LP do álbum “Amor sin límite”, de Roberto Carlos, chega às lojas do Brasil a partir da próxima sexta-feira (16), com o vinil da cor azul.

Essa é a primeira vez em 22 anos que o cantor e compositor capixaba tem lançado um álbum em LP. O último saiu em 1996.

Desde o álbum de 1980, o azul é cor recorrente nas capas dos discos do Rei.

Por Notícias ao Minuto

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Cultura

Lucas Lucco lança DVD ‘A Origem’ e diz que sempre agradece Luan Santana

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Trabalho com 19 inéditas já revelou o sucesso ‘Briguinha Boba’

Aos 27 anos, Lucas Lucco lança seu segundo CD/DVD repleto de participações especiais e dos mais diferentes gêneros musicais. Com o trabalho, o artista retoma a sua carreira musical com novo fôlego. Ao longo de seus cinco anos de carreira, ele despontou como revelação do novo sertanejo e passou um tempo dedicado à atuação.

Lucco trabalhou em “Malhação” (2016) e na novela “Sol Nascente” (2017), ambas da Globo. No início do ano, ele lançou a parceria “Paraíso” com Pabllo Vittar, enquanto já preparava o novo trabalho: “A Origem – Ao Vivo em Goiânia”.

O artista dedicou anos ao trabalho que traz 19 canções inéditas, do começo ao fim. A primeira música lançada foi “Briguinha Boba”, que já está perto dos 8 milhões de visitas no YouTube. “Posto 24”, parceria com Wesley Safadão, também está entre as cem mais tocadas do Spotify no Brasil. Só na última semana foram mais de 1 milhão de execuções.

Satisfeito com a sua carreira, Lucco diz que sempre agradece Luan Santana por tudo o que conquistou. “Depois do sertanejo clássico que conquistou o Brasil, veio o universitário com César Menotti & Fabiano, com João Bosco & Vinicius, quando eu estava na faculdade, veio João Bosco & Vinicius, até chegar ao novo sertanejo que eu mesmo fiz parte. E isso é ótimo, sempre que eu encontro com Luan eu falo para ele: Você me ajudou a construir tudo isso, e eu vou ajudar alguém a construir algo novo também”, celebra.

Dedicado totalmente à música nos próximos meses, Lucco diz que sempre pensa em voltar a atuar. “Agora é dedicação total à música, mas o trabalho como ator chegou naquela época e não tive como evitar, porque eu tinha uma paixão pela atuação. Quando eu achar que devo voltar a algum papel, eu farei. É algo que tem na sua cabeça sim”.

UM RETORNO ÀS ORIGENS

Para chegar ao projeto final do CD/DVD “A Origem – Ao Vivo em Goiânia”, Lucco usou a tranquilidade do seu lar para pensar. Sempre calmo, ele se mantém acompanhado de seus pais e de sua namorada, que são apoiadores de sua carreira.

“Moro em Uberlândia [MG] com a minha namorada, e os meus moram em Patrocínio, minha cidade natal. Eu estava lá em casa e fui encaixando ideias, anotando coisas até sentir que estava pronto. De repente, eu chamei o meu pai dizendo que era a hora de voltar para Goiânia. Passar um tempo no lugar onde eu comecei a minha carreira, onde estão os compositores. Dois meses depois, já estávamos na seleção final das músicas”, afirma Lucco. “Como diz o nome do DVD, ‘A Origem’, eu quis mostrar a base que consegui criar por todos esses anos de carreira, a minha maturidade musical”, diz o artista. 

Desde o início de sua carreira, o artista sertanejo seguiu a ideia de unir ritmos. O novo DVD faz um grande retrato disso. Há participação dos sertanejos Maiara & Maraisa, Gustavo Mioto e da dupla Israel & Rodolfo. Tem o funk de MC Kevinho, a pegada axé de Leo Santana e o ‘forronejo’ de Wesley Safadão. Para passar a mensagem de paz e perdão, ele canta uma música romântica com o padre Fábio de Melo. 

“Imaginei gravar uma grande festa e mostrar a minha essência que é a versatilidade musical. Por isso, tem parcerias inusitadas e mistura de gêneros. Todos com quem eu trabalho nesse DVD eu já conhecia, porque não acho que faça sentido fazer parceria se já não há uma infinidade com o outro artista”, conta Lucco.

O áudio do CD/DVD já está disponível em todas as plataformas digitais. O DVD físico deve chegar às lojas físicas ainda neste mês.

Por  Folhapress.

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Cultura

Capitã Marvel nos cinemas, Brie Larson vem ao Brasil na CCXP

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No evento em São Paulo, será exibido também ‘Aquaman’

protagonista do longa “Capitã Marvel”, da Marvel Studios, Brie Larson virá ao Brasil na CCXP, no dia 8 de dezembro 12 na São Paulo Expo, para falar sobre o filme com estreia prevista para o dia 7 de março de 2019.

Além dela, M. Night Shyamalan, diretor de “O Sexto Sentido”, “Corpo Fechado” e “Fragmentado”, também estará no evento para apresentar seu novo filme “Vidro”, com estreia marcada para dia 17 de janeiro.

No mesmo estande, Rich Moore e Phil Johnston, diretores da animação “WiFi Ralph”, mostrarão pela primeira vez no Brasil o filme, que será lançado no dia 3 de janeiro.

O aniversário de 90 anos da primeira aparição do Mickey Mouse será celebrado com uma apresentação do diretor do Disney Television Animation, que falará sobre os curtas-metragens do Mickey que se passam no Brasil, como “Futebol Clássico” e “Carnaval”.

No estande da Warner Bros. haverá a primeira apresentação do longa “Aquaman”, na sexta-feira (7/12). O filme revela a origem de Arthur Curry, meio homem, meio atlante, que embarca em uma jornada para descobrir quem ele realmente é e se ele é digno de seu destino de se tornar rei.

Por Folhapress

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