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Google apresenta novo smartphone com detector de spam e câmera melhor

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O Pixel 3 estará disponível em dois tamanhos, um modelo padrão de 5,5 polegadas e um modelo XL, de 6,3 polegadas

Google anunciou nesta terça-feira (9), em evento em Nova York, o Pixel 3, seu novo smartphone, um tablet e o Google Home Hub, alto-falante inteligente com tela, semelhante ao lançado na segunda-feira (8) pelo Facebook.

O Pixel 3 estará disponível em dois tamanhos, um modelo padrão de 5,5 polegadas e um modelo XL, de 6,3 polegadas. Segundo a empresa, o som dos alto-falantes está 40% mais potente do que o do aparelho anterior, o Pixel 2, e a nova tela Oled de plástico é a melhor já aplicada em um telefone da empresa da Alphabet.

O Google também aperfeiçoou a câmera do smartphone, embora a do Pixel 2 já fosse considerada uma das melhores do mercado. A empresa afirma que a câmera tem um chip de imagem personalizado, que melhora a imagem, assim como os aparelhos da Apple.

Uma novidade é a Screen Call, função que detecta quando uma ligação é spam (uma propaganda indesejada, por exemplo). Se o usuário concorda se tratar de spam, pode bloquear ligações do número.

O smartphone estará disponível em três cores, e o lançamento está previsto para o dia 18. O Pixel 3 de 64 GB sairá por US$ 799 (R$ 2.987), e o 128 GB, por US$ 899 (R$ 3.360). Já o Pixel 3 XL de 64 GB custará US$ 899 (R$ 3.360), e o de 128 GB, US$ 999 (R$ 3.735). Os preços são para os Estados Unidos. Não há previsão de lançamento no Brasil.

O Google vendeu 2,53 milhões de aparelhos Pixel 2 e 2 XL ao longo de nove meses até 30 de junho e obteve menos de 1% do mercado global de smartphones, de acordo com a Strategy Analytics.

Os primeiros aparelhos Pixel atingiram vendas de 2,4 milhões de unidades nos nove meses terminados em 30 de junho de 2017.O Android equipa a maioria dos smartphones ao redor do mundo.

Há três anos, o Google entrou na área de hardware para ter produtos em que pudesse exercer controle total sobre o desempenho de aplicativos e da receita gerada por eles. Embora tenha sido bem-sucedido em vender aparelhos de baixo preço, tais como caixas de som e roteadores para uso residencial, os celulares encontraram dificuldade para avançar no mercado.

Já o Pixel Slate é considerado uma evolução do laptop Pixelbook, de 2017, embora ofereça experiência semelhante à de um tablet, com um teclado que pode ser separado da tela. Assim como o iPad Pro, o aparelho tem alto-falantes frontais e câmeras frontais e traseiras de 8 megapixels.

O Slate será lançado neste ano a US$ 599 (R$ 2.240). O teclado custará US$ 199 (R$ 744), e a caneta, US$ 99 (R$ 370). O Google Home Hub, por sua vez, é como o Google Home, o auxiliar doméstico da marca, porém com um alto-falante e um assistente inteligente. Ele permite que usuários peçam para o dispositivo acender as luzes e se conectem com outros dispositivos domésticos.

Semelhante ao lançamento do Facebook, que na segunda-feira anunciou o Portal, e ao Eco Show, da Amazon, o Google Home Hub possui uma tela integrada que permite respostas visuais às perguntas. O dispositivo custará US$ 149 (R$ 557).

Também nesta terça, o Google entrou com recurso contra uma multa recorde de € 4,3 bilhões (R$ 18,5 bilhões) que a União Europeia lhe impôs em julho por abuso de posição dominante com o Android.

Bruxelas acusara o Google de usar a enorme popularidade de seu sistema operacional em smartphones e tablets para promover o uso de seu próprio mecanismo de busca e excluir seus rivais. O apelo pode levar anos para ser julgado.

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Você precisa saber: O que é o Artigo 13? O projeto da UE que ameaça a internet

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Os artigos 11 e 13 da nova diretiva de direitos autorais da União Europeia estão gerando bastante preocupação entre os defensores da liberdade da internet.

O Parlamento Europeu votou a favor de uma nova e controversa diretiva que forçaria as gigantes da tecnologia a ter um controle maior para impedir a disseminação de material protegido por direitos autorais.

A Diretiva da União Europeia sobre Direitos do Autor no Mercado Único Digital, em seu nome completo, foi concebida para atualizar as leis de direitos de autoria para a era da internet.

A nova diretiva coloca sobre os sites como YouTube, Facebook e Twitter, a responsabilidade para garantir que conteúdos protegidos por direitos autorais não sejam compartilhados ilegalmente em suas plataformas.

Nesse documento, constam dois artigos — Artigo 11 e Artigo 13 — que foram apelidados de “imposto do link” e “proibição de memes” respectivamente.

Os críticos do Artigo 11 alertam que usuários vão precisar pagar uma taxa para compartilhar um link de um artigo de notícias de veículos da grande mídia.

Enquanto os críticos do Artigo 13 alertam que o objetivo da diretriz é filtrar e remover os memes.

Apesar da grande controvérsia envolvendo as propostas dos globalistas da União Europeia, as medidas ainda precisam passar por algumas etapas para serem definidas oficialmente como uma diretiva da UE.

Críticos das novas diretrizes acusam a União Europeia de censura

Artigo 13, a “proibição do meme”?

Esta é a parte da diretiva que mais preocupa as pessoas. Em seu texto, o artigo declara que:

Os provedores de serviços de compartilhamento de conteúdo e os detentores de direitos devem cooperar de boa fé para garantir que obras protegidas não autorizadas não estejam disponíveis em seus serviços.

Veja AQUI o texto da diretiva na íntegra.

Resumindo, o artigo diz que qualquer site que hospede uma grande quantidade de conteúdo gerado por usuários (Youtube, Twitter e Facebook, dentre outros) é responsável por derrubar o conteúdo que infringir os direitos autorais.

Mas as coisas não são tão simples, não há consenso em como essas plataformas devem identificar e remover tais conteúdos.

A versão anterior referia-se à “tecnologias proporcionadas de reconhecimento de conteúdo”, o que soa como solicitar que as plataformas usem filtros automatizados para escanear o conteúdo de upload e impedir tudo que possua direitos autorais seja publicado nas redes sociais.

A versão atual retira esse trecho e insere uma exceção garantindo os direitos fundamentais e que o bloqueio automático de conteúdo seja evitado.

Esse artigo foi apelidado de “proibição de memes” por não saber ao certo se os memes, que em sua maioria são baseados em imagens protegidas por direitos autorais, violam essas leis.

Defensores do Artigo 13 argumentam que os memes são protegidos como paródia, não precisando ser removidos de acordo com a diretiva, porém, opositores argumentam que os filtros não serão capazes de distinguir o meme do material protegido, de modo que eles seriam banidos.

O Artigo 13 é o pior pesadelo dos criadores de memes da Europa

Artigo 11, o “imposto do link”

Esse artigo diz que sites agregadores de notícias, como o Google News, devem pagar aos produtores de conteúdo pelo uso de trechos de seus artigos em suas plataformas.

Os veículos da grande mídia “podem obter uma remuneração justa e proporcional pelo uso digital de suas publicações de imprensa”, afirma a diretiva.

O funcionamento desse artigo também é incerto. Quanto de um artigo deve ser compartilhado antes que a plataforma tenha que pagar ao editor?

A diretiva estabelece que usuários não pagarão se compartilhar “meros hiperlinks acompanhados de palavras individuais”. No entanto, como a grande maioria dos links é acompanhada de mais que apenas algumas palavras, muitas plataformas e agregadores de notícias entrariam nessa taxação.

Nela contém uma isenção para “uso legítimo, privado e não comercial, de publicações de imprensa de usuários individuais”, dando a falsa impressão que os indivíduos que compartilham links em plataformas sociais não seriam afetados por esse artigo.

Porém, alguém com um grande número de seguidores nas redes sociais, que publica anúncios para esse público, seria considerada uma entidade “privada e não comercial”?

Existe uma grande preocupação de que esse chamado “imposto de link” sirva apenas para beneficiar os veículos da grande mídia, já que pequenos e novos veículos de notícias não conseguirão arcar com os custos adicionais.

O “imposto do link” é o pior pesadelo da mídia independente europeia

Quem é a favor e contra a diretiva da União Europeia?

A Diretiva sobre o Direito de Autoria ganhou críticas contundentes de ambos os lados do debate.

A favor da diretiva, estão as indústrias do cinema, da música, representantes dos produtores de conteúdo, incluindo 84 organizações europeias de música e meios de comunicação, incluindo a Universal Music Group e o Warner Music Group, que declararam publicamente apoio ao documento.

Além deles, o músico Paul McCartney defendeu abertamente a proposta da União Europeia. Em carta, ele declarou:

Plataformas de compartilhamento de conteúdo feitos por usuários se recusam a compensar artistas e todos os músicos de maneira justa pelos seus trabalhos, enquanto os exploram para seu próprio lucro.

E acrescentou:

Abordaria a lacuna de valor e ajudaria a assegurar um futuro sustentável para o ecossistema musical e seus criadores, fãs e serviços de música digital.

O membro do icônico grupo musical Beatles limitou-se à sua área, ignorando como o conteúdo escrito, vídeos e memes podem ser afetados com a diretriz.

Paul McCartney é um defensor do Artigo 13

No outro lado do debate, os críticos incluem o grupo do Vale do Silício, o CCIA, cujo membros incluem Google, Facebook, eBay, Amazon e Netflix.

Em junho, outro grupo de gigantes da internet, incluindo o fundador da Wikipedia, Jimmy Wales, assinou uma carta aberta contra a diretiva.

YouTube é, sem dúvidas, o crítico mais contundente do Artigo 13, fazendo um grande esforço na promoção da oposição à diretiva entre seus criadores e usuários.

Um pop-up no site e no aplicativo da plataforma direciona os usuários a uma página com o título #SaveYourInternet, que inclui um vídeo explicando as objeções da empresa em relação à diretiva.

No vídeo, Matt Koval, estrategista de conteúdo do YouTube argumenta que:

O Artigo 13 ameaça centenas de milhares de criadores, artistas outros dependentes da economia criativa.

Próximos passos

Após passar pelo parlamento, a diretiva entrará em negociação entre a Comissão Europeia, o Conselho e o Parlamento.

As três organizações decidirão a redação final antes de direcioná-las à Comissão de Assuntos Jurídicos da EU ainda neste mês de dezembro.

Em janeiro, a diretriz volta para o Parlamento para a votação da redação final, antes das eleições para o Parlamento Europeu.

Supondo que ela seja aprovada, os Estados membros têm o prazo de dois anos para estabelecerem suas próprias leis que harmonizem com a redação da diretiva. (Fonte: www.renovamidia.com.br)

 

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Tecnologia

Novo golpe em roteadores rouba dados bancários de milhares brasileiros

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Diversos modelos de roteadores, como D-Link e da TP-Link, foram atingidos. Saiba se proteger

Um novo tipo de ataque a roteadores está roubando informações bancárias dos usuários. O golpe, batizado de “Novidade”, foi identificado pela empresa de segurança TrendMicro. Como explicam os especialistas, criminosos fazem alterações nas configurações do Sistema de Nomes de Domínio (DNS) por meio da falsificação de solicitação entre sites (CSRF), o que possibilita a invasão de smartphones e computadores.

O ataque é feito por meio de anúncios publicitários maliciosos, injeção comprometida de sites, mensagens instantâneas e outras formas.

A ameaça foi descoberta em agosto de 2017. Desde então, duas variantes já foram detectadas em diferentes países, sendo que o Brasil é um dos principais alvos. A maior campanha de anúncio malicioso foi aplicada 24 milhões de vezes desde março deste ano.

Roteadores atingidos

Segundo a TrendMicro, a Netlab 360 e o GhostDNS, os modelos de roteadores possivelmente afetados são:

A-Link WL54AP3 / WL54AP2 (CVE-2008-6823)

D-Link DSL-2740R

D-Link DIR 905L

Medialink MWN-WAPR300 (CVE-2015-5996)

Motorola SBG6580

Realtron

Roteador GWR-120

Secutech RiS-11 / RiS-22 / RiS-33 (CVE-2018-10080)

TP-Link TL-WR340G / TL-WR340GD

TP-Link WR1043ND V1 (CVE-2013-2645)

Saiba se defender

O ‘TechTudo’ orienta os usuários a manter o firmware do roteador atualizado, além de personalizar o nome de usuário e escolher uma senha forte. Também vale mudar o endereço IP do roteador e desativar recursos de acesso remoto. Tente usar sempre conexões seguras da web, garantidas pelo HTTPS na barra de endereço do navegador.

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Tecnologia

Loja virtual do Android pode ser usada para fazer doações

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A opção apenas está disponível para os EUA

O Google decidiu aproveitar a época natalina para permitir que os usuários da sua loja virtual do Android, a Play Store, consigam fazer doações. O Google não vai cobrar os 30% de taxa nas transações da Play Store, com 100% do valor que os usuários decidirem doar para organizações como a American Red Cross, a UNICEF, a Girls Who Code e o Doctors Without Frontiers USA.

“Em celebração da época natalina, estamos fazendo uma atualização à Google Play Store que permite fazer doações de caridade para organizações sem fins lucrativos inspiradoras. É rápido, fácil e 100% das tuas contribuições vão diretamente para as organizações que você escolher”, é possível ler no comunicado de uma das responsáveis do Google Play, Maxim Mai, partilhado pelo The Verge.

A funcionalidade não vai se manter exclusiva nos EUA por muito mais tempo, com o Google já tendo indicado que será lançada nos próximos dias no Canadá, México, Alemanha, Grã-Bretanha, França, Espanha, Itália, Taiwan e Indonésia.

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