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Saúde

50% das crianças brasileiras têm anemia; veja dicas para prevenir

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criança

dona_flor_pousada_farmacia_gifAumento do consumo de alimentos industrializados é um dos principais fatores para o surgimento da doença, que já atinge mais de 50% da população infantil, segundo a OMS.

No Brasil, estima-se que mais de 50% das crianças são anêmicas. A praticidade dos alimentos industrializados e o uso de leite de vaca nos primeiros anos de vida podem explicar o aumento na incidência. A falta de nutrientes fundamentais pode prejudicar o desenvolvimento psíquico e estrutural da criança. Fraqueza, palidez, cansaço, dificuldade de concentração e baixo rendimento escolar são alguns dos fatores que devem despertar a atenção dos pais.

A anemia surge quando a concentração de hemoglobina – componente do sangue responsável por transportar oxigênio para todas as células do corpo – diminui e compromete o abastecimento de todos os tecidos. Independente da faixa etária, o problema ocorre quando os índices de ferro, vitamina B12 ou outras vitaminas e minerais presentes no sangue estão abaixo dos níveis desejados.

Os pequenos estão mais suscetíveis devido à velocidade do crescimento e com isso apresentam maior demanda nutricional. Dietas baseadas no consumo excessivo de leite de vaca, típicas na infância, podem ser uma das causas de anemia nos primeiros anos de vida. “Por ser um alimento pobre em ferro, é preciso enriquecer a dieta com alimentos de origem animal, que garantem uma absorção de 10% a 30% do ferro. Vale investir em carnes, ovos, folhas verde-escuras, feijão e beterraba”, orienta Daniela Gomes, pediatra e nutróloga do HCor – Hospital do Coração de São Paulo.

Para confirmar a suspeita, o procedimento mais indicado pelos médicos é o exame de sangue. “Por ser uma doença silenciosa, com poucas manifestações clínicas, os sintomas podem ser confundidos com os de outras doenças, como problemas cardíacos e infecções”, explica Dra. Daniela. “Se a criança está anêmica, ela acaba não recebendo a oxigenação necessária para um bom funcionamento do organismo e em casos de anemia grave pode descompensar o coração, trazendo desconfortos”, acrescenta.

Confira algumas dicas da médica do HCor para prevenir o distúrbio:

· Ofereça, após o almoço, frutas que sejam fontes de vitamina C, pois elas potencializam a absorção de ferro;

· Evite que a criança consuma leite ou algum chá durante as refeições. Essas bebidas impedem que o organismo aproveite o ferro dos alimentos;

· Incentive a criança a ter uma dieta variada, rica em frutas, verduras e legumes.

 

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Saúde

Governo fará vacinação em escolas contra diferentes doenças, diz ministra da Saúde

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A ministra da Saúde, Nísia Trindade, afirmou neste sábado (2) que escolas do país vão receber uma ação de vacinação contra diferentes doenças. A medida do governo federal está prevista para a segunda quinzena deste mês de março, conforme a ministra.

“Estamos organizando uma ação pelo programa Saúde nas Escolas, que é uma ação conjunta do Ministério da Saúde e do Ministério da Educação”, disse.

“É um programa muito apoiado, de grande apreço, pelo nosso presidente Lula. A vacinação vai ocorrer, prevista para a segunda quinzena de março. É de todas as vacinas”, completou.

O anúncio ocorreu em uma entrevista a jornalistas em Serra (a 30 km de Vitória), o município mais populoso do Espírito Santo.

A cidade recebeu a iniciativa batizada como “Dia D de mobilização contra a dengue”. A agenda deste sábado buscou reforçar ações de prevenção e eliminação de focos do mosquito Aedes aegypti.

“As escolas também estão com várias ações para dengue. A comunidade escolar está unida, [com] materiais para professores, no caso específico de dengue. Mas a ação de vacinação [nas escolas] será para todas as vacinas”, declarou Nísia.

No mesmo evento, a ministra defendeu uma união de esforços para combater a dengue no Brasil. Questionada se haveria planos de ampliar o público-alvo da vacinação contra essa doença, Nísia argumentou que a quantidade de imunizantes ainda é reduzida.

“Recebemos uma oferta pequena, compramos todo o estoque possível do laboratório produtor e estamos em um trabalho para que laboratórios brasileiros, sob a liderança da Fundação Oswaldo Cruz, possam produzir a vacina no Brasil. Mas isso não é uma solução imediata”, afirmou a ministra, que participou do evento em Serra ao lado do governador capixaba, Renato Casagrande (PSB).

O Brasil registrou, até este sábado, 1.038.475 casos prováveis de dengue e 258 mortes confirmadas pela doença em 2024, segundo o Painel de Arboviroses do Ministério da Saúde. Outras 651 mortes são investigadas.

Com taxa de incidência de 511 casos por 100 mil habitantes, a situação do país já é considerada epidêmica, conforme critérios da OMS (Organização Mundial da Saúde) –acima de 300 casos a cada 100 mil habitantes.

Fonte: Folha de S. Paulo

           

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Saúde

Número de pessoas com obesidade passa de 1 bilhão no mundo, diz estudo

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Uma análise global publicada no periódico The Lancet mostrou que o número de pessoas que vivem com obesidade passou de 1 bilhão e comprovou o cenário epidêmico da condição, principalmente entre os mais jovens: no período de 1990 a 2022, as taxas de obesidade quadruplicaram entre crianças e adolescentes.  Entre adultos, as taxas saltaram de 8,8% para 18,5% em mulheres e quase triplicaram nos homens, passando de 4,8% para 14%. Diante dos achados, a Organização Mundial da Saúde (OMS), que contribuiu com a coleta de dados, voltou a recomendar uma série de intervenções para reverter a tendência de crescimento do problema de saúde pública nos próximos anos (veja abaixo).

Segundo o levantamento, 159 milhões de crianças e adolescentes, da faixa etária de 5 a 19 anos, e 879 milhões de adultos viviam com obesidade no ano de 2022. Para realizar o estudo, mais de 1.500 investigadores se debruçaram nas medidas de peso e altura, usadas para calcular o índice de massa corporal (IMC), de 220 milhões de pessoas com 5 anos ou mais de 190 países.

Em adultos, considera-se que o paciente se enquadra no diagnóstico de obesidade quando o IMC é maior ou igual a 30kg/m². Para crianças e adolescentes, é necessário observar fatores como idade e sexo, além de considerar variações de altura e peso comuns nessa fase da vida.

“É muito preocupante que a epidemia de obesidade, que era evidente entre adultos em grande parte do mundo em 1990, se reflita agora em crianças e adolescentes em idade escolar. Ao mesmo tempo, centenas de milhões de pessoas ainda são afetadas pela subnutrição, especialmente em algumas das partes mais pobres do mundo. Para combater com sucesso ambas as formas de desnutrição, é vital melhorar significativamente a disponibilidade e o preço acessível de alimentos saudáveis ​​e nutritivos”, declarou Majid Ezzati, professor do Imperial College London e principal autor do estudo.

Aumento da obesidade

O relatório mostra que o número total de crianças e adolescentes que vivem com obesidade teve um expressivo aumento, saindo de 31 milhões em 1990 para 159 milhões em 2022.

Estima-se que a população de adultos com obesidade seja de 878 milhões, dos quais 504 milhões são do sexo feminino. Nos anos 1990, eram 195 milhões de adultos vivendo com a condição no mundo.

“Este novo estudo destaca a importância de prevenir e controlar a obesidade desde o início da vida até à idade adulta, por meio de dieta, atividade física e cuidados adequados, conforme necessário”, destacou, em comunicado, Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor-geral da OMS. “Regressar ao caminho certo para cumprir as metas globais de redução da obesidade exigirá o trabalho dos governos e das comunidades. É importante ressaltar que requer a cooperação do setor privado, que deve ser responsável pelos impactos dos seus produtos na saúde.”

A entidade relembrou que, durante a Assembleia Mundial da Saúde de 2022, os estados-membros adotaram o Plano de Aceleração da OMS para conter o avanço da epidemia da obesidade até 2030.

“Existem desafios significativos na implementação de políticas destinadas a garantir o acesso acessível a dietas saudáveis ​​para todos e a criar ambientes que promovam a atividade física e estilos de vida saudáveis ​​em geral para todos”, disse Francesco Branca, diretor do Departamento de Nutrição e Segurança Alimentar da OMS e um dos coautores do estudo.

Veja as intervenções recomendadas pela OMS para conter a obesidade

  • Ações para apoiar práticas saudáveis ​​desde o primeiro dia, incluindo promoção, proteção e apoio à amamentação;
  • Regulamentos sobre a comercialização prejudicial de alimentos e bebidas para crianças;
  • Políticas de alimentação e nutrição escolar, incluindo iniciativas para regular a venda de produtos ricos em gorduras, açúcares e sal nas proximidades das escolas;
  • Políticas fiscais e de preços para promover dietas saudáveis;
  • Políticas de rotulagem nutricional;
  • Campanhas de educação e sensibilização públicas para dietas saudáveis ​​e exercício;
  • Padrões para atividade física nas escolas;
  • Integração dos serviços de prevenção e gestão da obesidade nos cuidados de saúde primários.

Fonte: Veja Saúde

 

           

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Saúde

Entenda a diferença dos sintomas de dengue e de covid-19

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Em meio a uma explosão de casos de dengue e o aumento de infecções por covid-19 no Brasil, sintomas como febre, dor de cabeça e mal-estar passaram a assustar e gerar muitas dúvidas. No atual cenário epidemiológico, é importante saber diferenciar os sinais de cada enfermidade.

Em entrevista à Agência Brasil, o infectologista do Serviço de Controle de Infecção do Hospital Albert Einstein, Moacyr Silva Junior, lembrou que, embora igualmente causadas por vírus, dengue e covid-19 são transmitidas de maneiras completamente diferentes. Enquanto a infecção por dengue acontece pela picada do mosquito Aedes aegypti, a infecção por covid-19 se dá por via aérea, por contato próximo a uma pessoa doente, como tosse ou espirro.

“A transmissão da covid-19 acontece de pessoa para pessoa. É uma transmissão respiratória por tosse, expectoração, gotículas, contato de mão. Muitas vezes, a pessoa assoa o nariz, não higieniza as mãos e passa para outra pessoa. A dengue não, está relacionada ao mosquito mesmo. O mosquito pica uma pessoa infectada e, posteriormente, vai picar outra pessoa sã e transmitir o vírus de uma pessoa para outra, mas você tem o vetor.”

O infectologista explica a diferença básica nos sintomas das duas doenças:

“Quando a gente pensa em covid-19, o quadro é muito relacionado a um quadro respiratório ou de resfriado comum e dor no corpo. Já na dengue, geralmente, é um quadro mais seco. Esse quadro respiratório geralmente está ausente. Não vai haver infecção das vias aéreas superiores. É mais dor atrás dos olhos, dor no corpo, mal-estar. Não vai estar associado à coriza, tosse e expectoração.”

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Dengue

Brasília, DF 31/01/2024 A ministra da Saúde, Nísia Trindade, visita a tenda de acolhimento e atendimento para casos suspeitos de dengue na cidade de Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Ministra da Saúde, Nísia Trindade, visita tenda de acolhimento e atendimento para casos suspeitos de dengue na cidade de Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal – Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

O Ministério da Saúde define a dengue como uma doença febril aguda, sistêmica, debilitante e autolimitada. A maioria dos pacientes se recupera, mas parte deles pode progredir para formas graves da doença.

A quase totalidade dos óbitos por dengue é classificada pela pasta como evitável e depende, na maioria das vezes, da qualidade da assistência prestada e organização da rede de serviços de saúde.

“Os sinais clássicos da dengue são febre, geralmente junto com dor no corpo, dor atrás dos olhos, mal-estar e prostração. É uma febre que chega a 38° ou 39°. Tudo bem associado”, explicou o infectologista.

Após o período febril, entretanto, é preciso manter a atenção. Com o declínio da febre após os primeiros dias, alguns sinais classificados como de alarme podem estar presentes e marcam o início da piora do paciente.

“O agravamento da dengue acontece em torno do terceiro ao quinto dia, quando a febre desaparece. É interessante porque, geralmente, quando a febre desaparece, a gente acha que está melhorando. Mas, no caso da dengue, pode se um sinal de que a coisa pode piorar.”

“Nessa piora, os sinais de alerta são vômitos recorrentes, a pessoa não consegue se alimentar, fica bem desidratada, dor de barriga, surgem manchas pelo corpo. São sinais de gravidade. Então, no terceiro dia, caso a febre suma e a pessoa se sinta pior, vale procurar o posto de saúde para ser avaliada e verificar a gravidade.”

Covid-19

Já a covid-19 se caracteriza por uma infecção respiratória aguda causada pelo coronavírus SARS-CoV-2 e é classificada pelo Ministério da Saúde como potencialmente grave, de elevada transmissibilidade e de distribuição global.

A doença pode apresentar manifestações clínicas leves, quadros moderados, graves e até críticos.

A maioria dos casos são marcados pela presença de sintomas como tosse, dor de garganta ou coriza, seguidos ou não de febre, calafrios, dores musculares, fadiga e dor de cabeça.

“A covid pode não ter febre. O paciente vai apresentar um quadro de tosse, expectoração, dor de garganta, obstrução nasal associada à dor no corpo. Acompanhado ou não de febre”, explicou Moacyr Silva Júnior.

“Felizmente, com a vacinação, a gente não está tendo mais casos graves de covid-19, com internação. A pessoa pode ficar em casa e tratar coma analgésicos e antitérmicos. Os sinais de gravidade são falta de ar que persiste, cansaço importante, frequência respiratória mais aumentada e uma febre que pode persistir, diferentemente da dengue. Nesses casos, o paciente deve procurar assistência médica.”

Em casos graves, classificados como Síndrome Respiratória Aguda Grave, há desconforto respiratório, pressão persistente no tórax ou saturação de oxigênio menor que 95% em ar ambiente, além de coloração azulada de lábios ou rosto. Nos casos críticos, há necessidade de suporte respiratório e internações em unidades de terapia intensiva (UTI).

Automedicação

Com os sistemas de saúde públicos e particulares sobrecarregados, o paciente, muitas vezes, opta por tomar medicamentos por conta própria. O infectologista alerta, entretanto, que a automedicação, apesar de ser vista como uma solução para o alívio imediato dos sintomas, deve ser feita com cautela para que não haja consequências mais graves – sobretudo em casos de dengue.

“Em relação à covid, particularmente, a dipirona e a lavagem nasal com soro fisiológico já ajudam e diminuem os sintomas até passar a fase. Já em relação à dengue, além do analgésico, que seria a dipirona, precisamos de uma hidratação bastante importante, algo em torno de três litros por dia de hidratação oral. Pode ser suco, água de coco e água. Associados à dipirona, para diminuir os sintomas de dor muscular. O que é contraindicado é o ácido acetilsalicílico, o AAS, que pode piorar os sinais de hemorragia caso o paciente evolua para dengue hemorrágica”, concluiu.

Fonte: Agência Brasil

 

 

           

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