A Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) está programada para deliberar nesta terça-feira (9/6) sobre um novo pedido de liberdade apresentado pela influenciadora e advogada Deolane Bezerra, que se encontra detida sob suspeita de lavagem de dinheiro para o Primeiro Comando da Capital (PCC).
O julgamento ocorre após a presidência do STJ rejeitar um habeas corpus solicitado pela defesa, argumentando que um pedido semelhante ainda aguardava análise no Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). O novo recurso visa que o habeas corpus seja também examinado pelo STJ.
Na sessão de hoje, o advogado de Deolane, Aury Celso Lima Lopes Junior, terá a oportunidade de fazer a sustentação oral, enquanto o promotor Arthur Pinto de Lemos Junior também se manifestará sobre o recurso.
Deolane Bezerra foi presa no dia 21 de maio de 2026, durante uma operação conjunta da Polícia Civil de São Paulo e do Ministério Público do estado. As investigações apontam que a influenciadora tinha laços com familiares de Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, e utilizava sua influência para ocultar lucros provenientes do tráfico de drogas geridos pelo PCC. Entre 2018 e 2022, Deolane movimentou R$ 13,6 milhões em suas contas pessoais e R$ 14 milhões através de três empresas.
Os advogados de Deolane sustentam no STJ que as circunstâncias do caso não justificam a manutenção da prisão preventiva. Eles alegam a ausência de riscos concretos à ordem pública, à instrução criminal ou à aplicação da lei penal, além de afirmarem que as provas já estão sob a custódia das autoridades.
A prisão da influenciadora ocorreu em Alphaville, na Grande São Paulo, durante uma ação que faz parte da Operação Vérnix, a qual cumpriu seis mandados de prisão preventiva e ordens de busca e apreensão. Essa operação revelou um esquema complexo de ocultação de patrimônio.