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Educação

Bancadas de saúde e educação articulam para manter mínimo de recursos para as duas áreas

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As bancadas da saúde e da educação no Congresso vão se unir para tentar barrar a proposta que acaba com o mínimo constitucional de investimentos as duas áreas no Orçamento. A alteração é defendida pelo presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL).

Como revelou o GLOBO, o relatório da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prorroga o auxílio emergencial em 2021 também acaba com a exigência de gastos mínimos para saúde e educação em União, estados e municípios. O texto deve ser votado ainda nesta semana no Senado.

Atualmente, a Constituição determina que os estados devem destinar 12% de seus recursos para a saúde e 25% para a educação, enquanto, no Orçamento federal, os índices são de 15% e 18%, respectivamente. Em entrevista ao GLOBO, Lira defendeu “desvincular o Orçamento”.

Professora Dorinha Rezende (DEM-TO), presidente da frente parlamentar mista da educação, disse que a proposta é “um absurdo”. Para ela, há quem queira jogar “saúde contra educação” para argumentar que, na pandemia, retirar os mínimos constitucionais daria flexibilidade, o que é enganoso.

Dorinha e os demais deputados ligados à educação frisam ainda que a desvinculação acabaria com a PEC do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), aprovada no ano passado na Câmara e no Senado.

— Não me surpreende a ideia, porque infelizmente não tem valorização para essas áreas. Vamos fazer uma movimentação contrária. Temos que estar muito atentos, mas confio que o Senado, que aprovou por unanimidade o Fundeb, não iria passar um vexame desses.

A bancada da educação deve se reunir na manhã desta terça-feira com a frente parlamentar da saúde, presidida pela deputada Carmen Zanotto (Cidadania-SC). Os parlamentares aguardam a divulgação do relatório da PEC Emergencial, do senador Márcio Bittar (MDB-AC), para reagir.

— O Ministério da Saúde precisa de mais recursos, assim como estados e municípios. Desvincular eu vejo com muita preocupação, porque nesse ano temos a questão dos procedimentos que ficaram represados em 2020, além do enfrentamento à Covid e os gastos normais do ano — diz Zanotto.

A Constituição hoje exige que estados e municípios apliquem ao menos 25% de sua receita resultante de impostos e transferências na manutenção e no desenvolvimento da Educação.

Por Natália Portinari/O Globo

 

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Educação

Como o Uruguai, sem vacina, fechou as escolas por apenas três meses durante a pandemia

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Controle eficaz da pandemia, com distanciamento e máscara, mas sem lockdown, e planejamento para manter alunos conectados à escola são fatores fundamentais. Veja como país vizinho conseguiu, com sucesso, reabrir todas suas escolas ainda no meio do ano passado.

Apontado como um exemplo mundial na condução de seu sistema educacional durante a pandemia de Covid-19, o Uruguai conseguiu fazer com que após apenas três meses fechadas, todas suas escolas voltassem a oferecer aulas presenciais a todos os alunos, ainda que parcialmente e em esquema de rodízio.

O país vizinho é muito menor que o Brasil (sua população, de 3,4 milhões, é comparável à do Rio Grande do Norte). Mas, enquanto os brasileiros iniciaram seu retorno gradual ao ensino presencial em fevereiro de 2021, após quase 11 meses de fechamentoos uruguaios retomaram as aulas presenciais em junho de 2020, em um mundo ainda longe de alcançar a vacina, sem que isso provocasse um aumento no número de contágios e sem colocar em risco estudantes, professores e funcionários. E em um cenário que envolve 82% de alunos matriculados em escolas públicas.

Veja abaixo fatores que viabilizaram a rápida reabertura de escolas no Uruguai:

  • resposta eficiente à pandemia no país desde o primeiro caso
  • população respeita uso obrigatório de máscaras e distanciamento social
  • alto índice de testagem para coronavírus (leia abaixo)
  • plano que cede computadores com internet gratuita a todos os estudantes
  • escolas continuaram fornecendo alimentação a alunos carentes, mesmo sem aulas presenciais
  • manutenção de vínculos entre escolas e alunos no período de fechamento
  • rigoroso cumprimento de protocolos sanitários (leia abaixo)
  • testagem de professores e funcionários antes do retorno ao trabalho
  • professores com comorbidades não voltaram às aulas presenciais
  • escala de retorno gradual, em sistema de rodízio e voluntário para os alunos
  • inclusão de professores no primeiro grupo de pessoas a serem vacinadas no país

Primeiro nas Américas e um dos primeiros do mundo a conseguir realizar a reabertura segura de escolas, o país combinou inicialmente aulas presenciais e educação à distância, realizando um processo gradual, por etapas e voluntário, considerando itens como densidade territorial, vulnerabilidade educacional dos alunos e condições sanitárias de cada região e dos próprios colégios.

Um fator importante foi a manutenção do contato entre alunos e escolas, mesmo no curto período em que elas permaneceram fechadas. Os centros educacionais continuaram com sua função de garantir alimentação aos estudantes mais carentes e também serviram como pontos de envio do material educativo. Essa proximidade foi essencial para reduzir a evasão.

Fernanda Betancurt, diretora de uma escola pública no bairro de Colón, em Montevidéu, considera que o fechamento ajudou a fazer com que a comunidade voltasse a se aproximar da escola.

“A gente percebeu as famílias se aproximando, porque criamos uma rede de apoio”, disse Betancurt. “Os professores passaram seus números de telefone, e isso fez com que eles começassem a saber mais sobre a escola, começaram a vir, foi um pouco melhor.”

“Isso era importante para o contexto em que a escola se encontra, pois ela atende a uma população mais vulnerável”, avalia.

O colégio de Betancurt faz parte do programa A.PR.EN.D.E.R. (Atenção Prioritária a Entornos com Dificuldades Estruturais Relativas), do governo uruguaio.

Essas escolas costumam ficar em bairros periféricos e atendem principalmente crianças carentes, com situações críticas de alimentação, saúde e assistência básica. Por isso, a diretora disse que uma das maiores preocupações do corpo docente era que a pandemia não provocasse uma onda de abandono escolar.

“A nossa prioridade é que eles venham e não deixem a escola. O mais importante é a permanência da criança na escola”, disse Betancurt.

Protocolos sanitários

Além do trabalho para reforçar os laços da comunidade com a escola, uma série de fatores práticos ligados a questões sanitárias favoreceram a volta à educação presencial no Uruguai:

  • em geral, os alunos são matriculados em escolas próximas de suas casas e, por isso, vão a pé. Quem precisa de transporte, tem acesso gratuito a ônibus.
  • todos usam máscaras e, segundo pais e diretores, se adaptaram sem dificuldades a essa nova realidade.
  • a entrada de pais nos colégios não é mais permitida.
  • crianças e jovens limpam os sapatos e lavam as mãos ao chegarem.
  • alunos se alimentam dentro das salas de aula durante o recreio.
  • alunos não compartilham alimentos, bebidas ou talheres.
  • todos têm de manter 1 metro entre cada aluno, tanto durante as aulas quanto no intervalo.
  • atividades ao ar livre são incentivadas sempre que possível.
  • reformas em ambientes como bibliotecas e refeitórios para adaptar os espaços às novas necessidades.

Volta gradual

No geral, os estudantes ficaram em casa apenas por um mês. Depois disso, os alunos das áreas rurais, menos povoadas, foram os primeiros a retornar, e em junho, em três datas diferentes, todos os níveis de educação (com exceção das universidades) retomaram as aulas presenciais, gradualmente, de forma que os locais nunca estivessem lotados.

De acordo com um relatório publicado pelo Unicef, aproximadamente 30% da população uruguaia – ou cerca de um milhão de pessoas – é composta por estudantes, sendo 95% residente nas zonas urbanas e 5% das rurais.

No Uruguai, pela Constituição, o ensino é laico, gratuito e obrigatório a partir dos 4 anos de idade e até o final do ensino médio fundamental.

Computadores e internet para todos

O Uruguai ainda se beneficiou ainda de um programa adotado desde 2007, o Plano Ceibal, que garante um computador pessoal com acesso gratuito à internet para cada criança que ingressa em seu sistema educativo. Desta forma, foi assegurado que todos conseguissem acompanhar as atividades online, uma situação muito difícil de se repetir em muitos países, inclusive o Brasil.

Protocolos claros, confiança na escola

Mãe de duas crianças, a uruguaia Natalia Peláez disse em entrevista ao G1 que, apesar do medo no início da pandemia, a clareza com que os protocolos sanitários foram divulgados e cumpridos pelas escolas aumentaram sua confiança na volta às aulas presenciais.

“Hoje estamos tranquilos, e é por isso que mandamos nossos filhos para lá”, disse Peláez.

Ela contou que ainda estava grávida de seu segundo filho quando o Uruguai registrou o primeiro caso de Covid-19. De um dia para o outro, ela se viu em casa, com a filha de quatro anos tendo aulas pelo computador e um bebê recém-nascido.

“Nem minha família pôde conhecer o bebê pessoalmente”, disse Peláez. “Foi só por foto e ligações com vídeo.”

Com a volta das aulas em formato semipresencial, ainda no meio ano passado, Peláez contou ter sentido um pouco de receio de deixar sua filha Manuela voltar a assistir às aulas.

No entanto, segundo ela, o colégio incentivava – com vídeos e atividades – o retorno. Eles também ensinaram, conta, que não tinham que temer o vírus, mas que tinham que respeitar todas as medidas de higiene e distanciamento.

Preocupação com cumprimento do programa

Manuela é aluna do Colégio e Liceu Hans Christian Andersen, de Montevidéu, uma instituição de ensino privada que durante 2020 manteve a oferta das aulas por Zoom, mesmo quando alguns alunos optaram pela volta às atividades presenciais.

Cecilia Pasini, diretora da instituição, explica que um dos maiores desafios do último ano foi conseguir manter – mesmo com o distanciamento forçado pela quarentena e aulas remotas – os vínculos com seus alunos.

“O vínculo entre a escola e os alunos era a coisa mais importante que não podíamos perder”, disse Pasini.

“As crianças se mostraram muito resilientes em sua capacidade de se adaptar a protocolos, as novas dinâmicas, foi incrível”, disse a diretora. “Elas aceitaram muito bem lavar as mãos com frequência, usar máscaras. Até os mais pequeninos usam a máscara o tempo todo.”

Além disso, ela comentou que uma das maiores preocupações levantadas pelos pais era a de que os filhos conseguissem cumprir com todas as atividades previstas no programa pedagógico.

Ela disse que foi preciso reorganizar os cronogramas e entender que o ano passado não era um ano isolado. Que a formação dos alunos teria que ser repensada no biênio 2020/2021.

“E mesmo voltar às aulas presenciais não significa abandonar os outros modelos”, disse Pasini. “Temos que aprender a coordená-los, a trabalhar junto. Porque podemos ter que voltar a uma quarentena e seguir trabalhando de forma remota.”

Alunos da Escola Nº 38 de Montevidéu, em foto de 1º de março de 2021 — Foto: Cortesia ANEP

Por G1

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Educação

Lista de espera do Prouni está disponível para consulta

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A lista de espera do Programa Universidade para Todos (Prouni) do 1º semestre de 2021 está disponível na página do programa. Prevista para sair na sexta-feira (5) a divulgação da lista foi antecipada para o final da tarde de hoje (4), segundo o Ministério da Educação (MEC).

O prazo para os pré-selecionados comprovarem as informações da inscrição continua o mesmo: de 8 a 12 de março. Os documentos para comprovação devem ser entregues na instituição para a qual o estudante foi pré-selecionado. A instituição precisa entregar ao estudante o protocolo de recebimento da documentação.

“O candidato deve ficar atento quanto à exigência de entrega de documentos adicionais, caso seja julgada necessária pelo coordenador do Prouni na instituição. A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicará na reprovação do candidato”, diz nota do MEC.

O Prouni é um programa de acesso ao ensino superior que oferece bolsas de estudo integrais, ou parciais, que cobrem 50% do valor da mensalidade, para estudantes de baixa renda.

O programa deste semestre utilizou as notas da edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2019 por causa da alteração na data do exame de 2020 em decorrência da pandemia de covid-19. A seleção do Prouni para o 2º semestre de 2021 utilizará a nota do Enem de 2020.

O Prouni recebeu 599.223 inscrições no 1º semestre deste ano, sendo que cada candidato pode escolher até duas opções de curso. Foram ofertadas bolsas para 13.117 cursos de graduação em 1.031 instituições privadas de ensino superior no país. A oferta foi de mais de 162 mil bolsas de estudo.(Blog do Mikael Sampaio)

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Educação

Senac oferece oportunidades de profissionalização e capacitação em Serra Talhada

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O Senac em Serra Talhada está oferecendo diversas oportunidades para quem deseja investir em uma nova formação profissional, se capacitar para o mercado de trabalho ou desenvolver novas habilidades para a geração de renda. Estão abertas as inscrições para cursos nas áreas de Beleza, Gastronomia e Gestão.

Nesta Páscoa as pessoas deverão permanecer distanciadas fisicamente por causa da Covid-19, mas a data deve continuar sendo a mais importante do calendário anual para o comércio e a indústria do chocolate. Quem pretende aumentar a renda neste período pode se inscrever para o curso Bombons e Ovos de Páscoa. Com carga-horária de 15h, as aulas acontecerão de 15 a 19 de março no turno da tarde. 

Na área de Beleza, as oportunidades são para os cursos de Maquiagem Básica; Básico de Corte, Cabelo e Escova e Básico de Depilação. As três formações têm cargas-horárias mais curtas, que permitem o ingresso do profissional no mercado de trabalho em curto espaço de tempo.

O curso de Maquiagem Básica tem 20 horas-aulas e acontecerá de 15 a 23 de março, no turno da manhã. Quem optar pelo Básico de Corte Cabelo e Escova terá que cumprir 40 horas de carga horária, com aulas de 22 de março a 13 de abril, no turno da manhã. Para o curso Básico de Depilação, as aulas acontecerão de 22 de março a 6 de abril, no turno da noite, cumprindo 30 horas de carga horária.

Os cuidados com a imagem e a capacidade de potencializar seus pontos positivos serão abordados no curso de Marketing Pessoal para Vendedores: você é o seu melhor produto. Com 15 horas-aula, o curso da área de Gestão tem início previsto para o dia 22 de março, no turno da noite. 

As inscrições para os cursos oferecidos podem ser realizadas presencialmente no Senac em Serra Talhada, localizado à Praça Barão do Pajeú, 911 – Centro ou pelo site www.pe.senac.br. As vagas são limitadas. Mais informações podem ser obtidas por meio do telefone (87) 3929.2350.

Por PE notícias

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