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Política

Deputados bolsonaristas usaram R$ 58 mil com empresa investigada por atos anti-STF

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Deputados bolsonaristas destinaram R$ 58.110,00 da Cota Parlamentar, também conhecida como cotão, à Inclutech Tecnologia. A empresa é investigada por produção de conteúdos para divulgação de atos com pautas antidemocráticas em inquérito que apura a organização e financiamento de manifestações contra o Congresso Nacional e o STF (Supremo Tribunal Federal).

De acordo com as investigações, os deputados federais Bia Kicis (DF), Guiga Peixoto (SP), Aline Sleutjes (PR) e General Girão (RN), todos do PSL, usaram os serviços da empresa para fazer divulgação dos atos em suas redes sociais.

A Cota Parlamentar é 1 valor que os deputados têm direito para custear as despesas de apoio ao trabalho legislativo. O valor varia de acordo com o Estado do congressista, com base na distância para Brasília. Os gastos podem ser relacionados ao aluguel de imóveis para escritório político, gastos com alimentação e combustível, passagens, hospedagem e divulgação da atividade parlamentar.

Ao destinar o dinheiro à Inclutech Tecnologia, os deputados justificaram os gastos como “divulgação de atividade parlamentar”.

O Poder360 consultou os gastos dos congressistas no site da Câmara dos Deputados neste ano:

  • Bia Kicis (PSL-DF): pagou R$ 6.410 em março;
  • Guiga Peixoto (PSL-SP): pagou no total R$ 19.500 pelos serviços, sendo R$ 6.500 em março, abril e maio;
  • Aline Sleutjes (PSL-PR): pagou R$ 10.000 em março;
  • General Girão (PSL-RN): pagou R$ 22.200, sendo R$ 7.400 em março, abril e maio.

O inquérito que apura sobre a organização dos atos foi aberto em 21 de abril por decisão de Alexandre de Moraes atendendo a pedido feito no dia anterior pela PGR. O pedido de abertura do inquérito se deu no dia seguinte à participação do presidente Jair Bolsonaro em protesto em frente ao Quartel-General do Exército, em Brasília, onde manifestantes defenderam pautas como o fechamento do Congresso e do STF.

Em decorrência das investigações, 11 parlamentares bolsonaristas tiveram o sigilo bancário quebrado, e bolsonaristas donos de sites e canais no YouTube foram alvos de mandados de busca e apreensão.

O jornal O Globo teve acesso ao documento e publicou reportagem nesta 2ª feira sobre o avanço da investigação.

No inquérito, a PGR afirma que juntos os deputados pagaram R$ 30,3 mil à Inclutech Tecnologia só em março. O mês foi o período anterior ao que começou as manifestações pró-governo e anti-Congresso e Supremo nos finais de semana.

Além disso, o vice-procurador-geral da República, Humberto Jacques, apresenta duas fontes distintas de financiamento da líder do movimento “300 do Brasil”, Sara Giromini, que está presa desde 15 de junho devido as investigações.

A bolsonarista e seu grupo teriam arrecadado R$ 10.000 às vésperas do ataque ao prédio do STF com fogos de artifício. Além disso, uma jornalista chamada Jéssica Almeida, que se infiltrou no grupo de Sara para entender como ele funcionava, relatou que os “300 do Brasil” arrecadou R$ 71.000 por meio de uma plataforma de doações coletivas. A PGR investiga quem está por trás desses repasses.

O QUE DIZEM OS DEPUTADOS

Ao jornal O Globo, os deputados negaram que contrataram a empresa para produção de conteúdos para os atos contra o Congresso e o Supremo.

Bia Kicis afirmou que, “ao contrário das ilações feitas nesse inquérito ilegal e abusivo, os gastos são para divulgação de mandato parlamentar, são legais e estão previstos no regimento da Câmara”.

Aline Sleutjes afirmou que nunca apoiou ou participou de movimentos com pautas antidemocráticas ou publicou em suas redes sociais materiais que tenham relação ou façam alusão a esse tipo de movimento. Também negou ter financiado organizações.

Guiga Peixoto afirmou “respeitar as instituições e defender a democracia como o único regime que garante a liberdade das pessoas rigorosamente dentro do que é assegurado pela Constituição”.

General Girão afirmou que nem ele e nem o empresário contratado pelo seu gabinete financiaram nenhuma manifestação, “muito menos antidemocrática”. (Por Poder 360)

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Política

Governo cancela de última hora lançamento do auxílio de R$400; não há nova data para o anúncio oficial

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O Ministério da Cidadania cancelou  o evento de lançamento do Auxílio Brasil, que estava marcado para as 17 horas desta terça-feira, 19. A informação foi repassada à reportagem pela assessoria de imprensa da pasta. Ainda não há uma nova data para o anúncio oficial do programa.

O governo pretendia lançar nesta terça-feira o programa assistencial para substituir o Bolsa Família com valor de R$ 400 em 2022, ano em que o presidente da República, Jair Bolsonaro, buscará a reeleição.

Parte desse valor, cerca de R$ 100, seria contabilizado fora do teto de gastos, em uma vitória da ala política do governo sobre a equipe econômica e gerando repercussão negativa na equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Por JC
Foto: Marcos Correa/PR

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Política

AGU pede que revista ISTOÉ publique nova capa após associar Bolsonaro a Hitler

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Na última sexta-feira (15), a revista ISTOÉ publicou a capa “As práticas abomináveis do mercado da morte” que estampa a foto do Presidente Jair Bolsonaro com um bigode escrito “genocida”, remetendo ao nazista Adolf Hitler. A reportagem fala sobre o relatório final da CPI da Covid-19. Em resposta, a Advocacia-Geral da União (AGU) notificou extrajudicialmente a revista e está requerendo uma nova capa que diga que o governo defendeu “a vida, o emprego, a liberdade e a dignidade”, na justificativa de que a publicação não condiz com a verdade e “atinge direta e indevidamente a imagem do Presidente da República, como chefe de Estado e do governo no país e no exterior”. Na capa sugerida pela União, Bolsonaro aparece acenando no desfile de sete de setembro e sendo abraçado por apoiadores. A notificação é assinada pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco, pelo procurador-geral da União, Vinicius Torquetti Rocha, e por Bruno Luiz Dantas de Araújo Rosa, adjunto da AGU.

(Fonte Diário de Pernambuco)

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Política

Deputado bolsonarista pede desculpas após chamar arcebispo e papa de vagabundos

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O deputado estadual de São Paulo Frederico d’Ávila (PSL) pediu desculpas após ter chamado o papa Francisco e o arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, de “pedófilos”, “vagabundos” e “safados’”.

Em discurso na Assembleia na semana passada, o deputado realizou os ataques verbais em reação a críticas feitas por Brandes em sermão de missa no feriado de 12 de outubro.

“Não poderia deixar de começar esta carta pedindo desculpas pelo excesso cometido quando do meu pronunciamento na tribuna no dia 14 de outubro, inflamado por problemas havidos nos dias anteriores”, disse d’Ávila em uma carta aberta.

O presidente da Assembleia Legislativa, Carlão Pignatari (PSDB), também pediu desculpas, em nome da Casa, ao papa e ao arcebispo. Disse que repudia palavras que extrapolem “os limites da liberdade de expressão e da imunidade parlamentar”.

No texto divulgado nesta segunda, d’Ávila afirma que acredita “na fundamental importância da Igreja Católica e na inabalável fé cristã como um dos pilares da nossa sociedade”.

“Meu pronunciamento, que admito ter sido inapropriado e exagerado pelo calor do momento, se deu em resposta a alguns líderes religiosos que ultrapassam os limites da propagação da fé e da espiritualidade para fazer proselitismo político. Reitero que desculpo-me pelas palavras e exagero”, afirma d’Ávila.

Em Aparecida, na manhã do dia 12 de outubro, antes de visita do presidente Jair Bolsonaro ao local, o arcebispo pregou: “Vamos abraçar os nossos pobres e também nossas autoridades para que juntos construamos um Brasil pátria amada. E para ser pátria amada não pode ser pátria armada”.

O religioso fez alertas sobre o armamento da população, o discurso de ódio e as notícias falsas e defendeu a ciência e a vacinação contra o coronavírus.

No mesmo dia, mas à tarde, Bolsonaro esteve no Santuário Nacional de Aparecida, onde foi recebido com aplausos e vaias, e ouviu um outro sermão com referências à situação atual do país, incluindo o desemprego e a pandemia.

Na última quinta-feira, o deputado estadual atacou a conduta de Brandes.

“Seu vagabundo, safado da CNBB, dando recadinho para o presidente [Bolsonaro], para a população brasileira, que pátria amada não é pátria armada. Pátria amada é a pátria que não se submete a essa gentalha, seu safado”, afirmou na tribuna da Assembleia.

“Seu vagabundo, safado, que se submete a esse papa vagabundo também. A última coisa que vocês tomam conta é do espírito e do bem-estar e do conforto da alma das pessoas. Você acha que é quem para ficar usando a batina e o altar para ficar fazendo proselitismo político? Seus pedófilos, safados. A CNBB é um câncer que precisa ser extirpado do Brasil”, disse.

Em uma nota divulgada neste domingo, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) pediu ao presidente da Assembleia que a Casa adotasse medidas contra d’Ávila.

Carlão Pignatari recebeu nesta segunda representantes da CNBB, que entregaram a carta.

“Para o político, o dom da palavra é um direito inalienável. Mas que encontra limites no respeito pessoal e da própria lei. Não comporta, portanto, a irresponsabilidade e o crime”, disse o tucano.

A manifestação divulgada pelo presidente da Casa, porém, não menciona a possibilidade de punição ao deputado bolsonarista por parte do comando da Assembleia.

(Fonte PE Notícias)

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