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Efeito Trump reduz previsão de PIB e de corte de juro

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O mercado aposta que o BC manterá o mesmo ritmo, com redução de 0,25 ponto, para 13,75% ao ano, no encontro do fim do mês..

O impacto da eleição de Donald Trump sobre a economia brasileira não se limita ao dólar, que ontem, 14, subiu pela quinta sessão seguida e chegou a R$ 3,44, acumulando alta de 8% nesse período. A escolha do novo presidente dos Estados Unidos criou uma nuvem de incerteza sobre a maior economia do mundo e cada vez mais analistas apostam que a queda do juro no Brasil será mais lenta que o imaginado inicialmente. Além disso, economistas acreditam que a recessão brasileira será ainda mais profunda em 2016 e a tão esperada recuperação de 2017, menos intensa.

Na primeira pesquisa realizada pelo Banco Central com analistas de mercado após a eleição nos EUA, o mercado deixou de acreditar que o Comitê de Política Monetária (Copom) acelerará o ritmo de corte do juro. Até a semana passada, analistas apostavam em redução de 0,50 ponto na taxa Selic, para 13,5% ao ano, na reunião dos dias 29 e 30 deste mês. Tal cenário indicava a crença de que o BC seria mais agressivo, já que em outubro a taxa foi cortada em 0,25 ponto.

Com Trump eleito, porém, as coisas mudaram. Agora, o mercado aposta que o BC manterá o mesmo ritmo, com redução de 0,25 ponto, para 13,75% ao ano, no encontro do fim do mês.

Uma das primeiras instituições a mudar a previsão foi o Itaú. Em 10 de novembro, o banco reduziu a previsão de corte da Selic no fim do mês também para 0,25 ponto. “Os mercados deverão permanecer arredios e agitados durante várias semanas, até que acabem as incertezas sobre a equipe e as intenções de Trump. Neste ambiente não tão benigno, o Copom provavelmente vai preferir proceder de forma gradual”, citaram os economistas do Itaú em relatório.

Essa cautela deve se prolongar em 2017. Na pesquisa Focus, a maioria do mercado ainda não alterou o prognóstico para o juro no fim do próximo ano, mas o grupo dos economistas que mais acertam as projeções de médio prazo – o chamado Top 5 – já elevou a estimativa para a Selic do próximo ano de 11,25% para 11,5%. Ou seja, o juro continuará em queda em 2017, mas em ritmo menos intenso após Trump.

Com Trump na Casa Branca, economistas preveem que o governo dos EUA deve aumentar os gastos com investimentos e outras despesas. Isso ajudará a atividade, mas tende a aumentar a inflação. Para reagir a esse efeito colateral, o Federal Reserve (o banco central dos Estados Unidos) deve acelerar o processo de alta do juro em curso. Assim, mais recursos migrarão aos EUA atrás dos juros, o que fortalece o dólar e desvaloriza moedas de outros países, especialmente os emergentes. Em economias como o Brasil, isso gera inflação, o que exige mais cautela com os juros.

Cenário. “O efeito Trump pode acelerar o fim do interregno benigno para emergentes”, disse Solange Srour, economista-chefe da ARX Investimentos. Para ela, os especialistas ouvidos no Focus deverão esperar a divulgação do IPCA-15 de novembro, que deverá ocorrer no próximo dia 23, para avaliar se alteram ou não suas previsões para a Selic num horizonte de tempo mais longo, relativo ao encerramento do próximo ano.

As incertezas em torno da política econômica de Donald Trump e seus impactos sobre as economias emergentes também tiveram influência na revisão, para pior, das projeções para a atividade no Brasil, com recessão maior em 2016 e recuperação mais lenta em 2017.

Na pesquisa do Banco Central, as estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano indicaram retração de 3,37%, ante queda de 3,31% projetada uma semana atrás. Para 2017, o cenário está menos favorável e a perspectiva de crescimento caiu de 1,20% para 1,13% em uma semana. (colaboraram Thais Barcellos e Ricardo Leopoldo).

(Do Jornal Folha São Paulo)

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Farmácia Drogasil faz propaganda enganosa

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A Rede Drogasil realiza propaganda no site que lesa direito do consumidor.

A Drogasil além de realizar a venda de medicamentos e produtos cosméticos, tem a opção de serviço saúde, serviço este, que inclui a realização de vacinação em algumas unidades.

Acontece que, a Drogasil não informa na venda e agendamento de vacinas o preço real do serviço, o que faz com que o consumidor chegue a farmácia e se depare com valores divergentes e informações que não foram anunciadas previamente em seu site e aplicativo.

A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço. A Drogasil não informando a quantidade de doses corretas do imunizante, bem como o devido preço, fere a legislação nacional.

Um exemplo disso, são as vacinas em valores aproximados a R$ 1.000,00 reais. O consumidor chega ao local e lá descobre que terá que tomar duas ou três doses, de igual valor.

Foi o que aconteceu com uma cliente da Rede na cidade de Recife, a consumidora comprou um serviço de saúde para se vacinar e chegando lá, descobriu que não era o valor cobrado no agendamento pelo aplicativo. Ao chegar na sala de vacinação, depois de ter pago o valor, descobre que precisa tomar mais duas doses, uma quantia de quase R$ 3.000,00. Segundo a consumidora que nos contatou, ela precisou solicitar o cancelamento da compra e o estorno do valor, pois não tinha como tomar as outras duas doses.  “A responsável pela aplicação da vacina foi verificar a informação duas vezes, tanto no sistema quanto com outro funcionário pois não sabia ao certo se era uma dose ou mais. Fiz a compra de um serviço para me vacinar e só na sala de vacinação que fiquei sabendo que para a imunização completa eu deveria tomar mais duas doses de R$ 930,00 cada. É um valor muito alto para não ter especificado no site, me senti totalmente lesada. Solicitei o meu reembolso mas espero o contato da Drogasil, pois foi uma falta de respeito”, afirma.

O amparo legal de proteção e do dever de informar permeia todo o Código do Consumidor, ratificando a importância da informação nas relações de consumo para o efetivo esclarecimento do consumidor a fim de que faça uma contratação consciente.

Art. 6º São direitos básicos do consumidor:

III – a informação adequada e clara sobre os diferentes produtos e serviços, com especificação correta de quantidade, características, composição, qualidade, tributos incidentes e preço, bem como sobre os riscos que apresentem; (Redação dada pela Lei no 12.741, de 2012) Vigência.

IV – A proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produtos e serviços;

Art. 31. A oferta e apresentação de produtos ou serviços devem assegurar informações corretas, claras, precisas, ostensivas e em língua portuguesa sobre suas características, qualidades, quantidade, composição, preço, garantia, prazos de validade e origem, entre outros dados, bem como sobre os riscos que apresentam à saúde e segurança dos consumidores.

O dever da informação é essencial para as boas práticas comerciais entre fornecedor e consumidor, ao qual se destaca o bem estar da social e pessoal, bem como a devida proteção do consumidor, tendo em vista a grade quantidade de produtos que estão em circulação diariamente.

Deixamos em aberto o espaço para a manifestação da Drogasil.

           

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Concurso Nacional Edificado é adiado

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O governo federal decidiu nesta sexta-feira (03/05) adiar em todo o país a aplicação das provas do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU) por causa das fortes chuvas no Rio Grande do Sul. O certame, o maior a ser realizado no Brasil, estava marcado para domingo (05/05). Uma nova data ainda não foi anunciada.

Mais cedo, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, havia informado que o governo avaliava um possível adiamento das provas no Rio Grande do Sul. No estado, são 86 mil candidatos inscritos para fazerem a prova em dez cidades gaúchas.

O CPNU é o concurso com o maior número de candidatos já realizado no país. Em todo o Brasil, serão 3.665 locais de aplicação e 75.730 salas. Ao todo, 2,144 milhões de candidatos inscritos no processo seletivo disputarão 6.640 vagas oferecidas por 21 órgãos públicos federais. As informações são da Agência Brasil.

Foto: Freepik

           

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“Maior catástrofe meteorológica da história do RS”, diz ministro

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Ao comentar os estragos causados por temporais que atingem o Rio Grande do Sul, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, Paulo Pimenta, disse, nesta sexta-feira (3), em Brasília, que o estado vive sua maior catástrofe meteorológica.

Ele lembrou um enchente histórica registrada no Rio Grande do Sul em 1941 e cravou: “Nunca vi nada parecido. Conheço bastante o nosso estado. Já enfrentei várias situações delicadas, dramáticas. Mas posso assegurar a vocês que nunca houve uma enchente como essa. Quem é gaúcho sempre ouviu falar na famosa enchente de 1941, histórica. Essa enchente que estamos enfrentando vai ultrapassar e muito o que aconteceu no nosso estado em 1941”, afirmou.

“Tivemos uma situação muito grave no estado em setembro do ano passado, mas, com certeza, esse fenômeno vai ultrapassar, em termos de gravidade – e muito. Continua chovendo. Há uma perspectiva de que essa chuva, em algumas regiões, permaneça até o próximo domingo. Neste momento, estamos com 141 pontos de rodovias interrompidas, entre rodovias estaduais e federais. Isso faz com que algumas cidades já estejam sem combustível. Máquinas da prefeitura que estavam trabalhando na limpeza e desobstrução não têm diesel. Há cidades com desabastecimento de água e alimentos. As ambulâncias não conseguem circular no estado e médicos plantonistas não conseguem chegar nas cidades,” acentuou  o ministro.

Ao participar de entrevista a emissoras de rádio durante o programa Bom Dia, Ministro, da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Pimenta avaliou que todo o foco do governo federal, neste momento, está voltado para o resgate de vítimas das enchentes e inundações.

“Temos ainda centenas de pessoas ilhadas. Agora pela manhã, tão logo amanheceu o dia, deslocamos praticamente todo o efetivo de helicópteros que nós temos para a região do Vale do Taquari. Vamos trabalhar com algo em torno de oito a nove helicópteros durante todo o dia”, revelou.

“Infelizmente, as condições climáticas dificultam muito o trabalho. Estamos falando daqueles helicópteros pesados, em que o salvamento é feito com o helicóptero no ar. As equipes têm que descer por corda, rapel, para buscar as pessoas que estão sobre telhados, em áreas alagadas, onde o helicóptero não pode pousar. Portanto, não é uma operação simples. Alguns desses helicópteros não têm capacidade de voar à noite. [Eles] precisam de visibilidade para isso, não pode estar chovendo, não pode ter neblina. Há regiões que têm rede de alta tensão e isso dificulta muito a operação por conta do risco de acidente.”

Números

Boletim da Defesa Civil do Rio Grande do Sul – divulgado na manhã desta sexta-feira (3) – contabiliza 31 mortes em decorrência das chuvas que assolam o estado.

Há, ainda, 74 pessoas desaparecidas e 56 feridas. Ao todo, 235 municípios gaúchos, até o momento, foram afetados por temporais, totalizando 351.639 pessoas atingidas. Dessas, 17.087 estão desalojadas e 7.165 em abrigos.

Em entrevista na última quinta-feira (2), o governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul, destacou que os números devem subir ao longo dos próximos dias. “Com a mais profunda dor no coração, eu sei dizer que será ainda mais que isso, porque não estamos conseguindo acessar determinadas localidades”, finalizou.

Fonte: Agência Brasil

 

           

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