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Educação

Ex-babá se forma em Direito, no ES, e sonha em ser juíza

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Ex-babá se forma em Direito, no Espírito Santo, e sonha em ser juíza (Foto: Guilhereme Ferrari/ A Gazeta)

Ex-babá se forma em Direito, no Espírito Santo, e sonha em ser juíza (Foto: Guilhereme Ferrari/ A Gazeta)

A ex-babá Ana Karla Santa Ana, de 33 anos, mudou seu destino ao formar em Direito e passar na prova da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) antes mesmo de concluir o curso.

Mulher, negra e pobre, Ana não tinha as condições favoráveis, mas com muita determinação provou ser possível crescer. “Quero fazer escola de magistratura e ser juíza. O aprendizado é contínuo”, disse Ana Karla.

Após concluir o ensino médio em 2009, na modalidade de Ensino de Jovens e Adultos (EJA), Ana Karla prestou Enem em 2010, e obteve 800 pontos na prova de redação e média de 649 na prova objetiva.

O resultado foi a conquista de bolsas integrais em três instituições. O caminho foi difícil, mas ela contou com a ajuda de alguns “anjos da guarda”.

O primeiro deles é o marido, Sidnei Lima da Silva, de 32 anos, que a inscreveu no Enem e, durante todo o curso, a ajudava a custear as despesas, vendendo balas no Terminal de Laranjeiras, na Serra.

Ele conta que a apoiou desde o momento que ela falou do sonho de ser advogada. “As pessoas falavam que ela não conseguiria, mas eu sempre acreditei”, disse.

A renda que Sidnei obtinha, entre R$ 800,00 e R$ 1 mil mensais, era usada para pagar as despesas da casa e garantir passagens e alimentação para a esposa.

“Certa vez um professor me deu R$ 50,00 para eu pagar passagem, mas quando eu não tinha dinheiro, também pedia carona nos ônibus”, conta a bacharel em Direito.

Uma amiga, em especial, marcou a trajetória de Ana Karla: a universitária Ruth Gonçalves. Antes dela entrar na faculdade, Ruth deu a ela um emprego de vendedora na loja onde trabalhava como gerente.

“E por eu morar próximo a faculdade, nos reencontramos. Eu a ajudava como podia. Sua humildade a fez ir longe”, afirma Ruth.

Prova
No último ano do curso, Ana Karla, que é moradora de Nova Carapina, na Serra, intensificou os estudos para passar na concorrida prova da OAB. Ela lembra que, às vezes, entrava na faculdade às 8h e saía após às 22h.

“Estudava até de madrugada, pois os conteúdos que aprendia na faculdade revia em casa. Os livros eram emprestados da biblioteca.”

O professor de Direito Civil e coordenador do curso de Direito da Faculdade Estácio de Sá, Carlos Alberto Hackbardt, é só elogios à postura de Ana Karla. “Ela serve de exemplo para as pessoas buscarem aquilo que almejam, ao invés de esperar de mão beijada”.

E por essa postura, Ana Karla recebeu nesta terça-feira (9), na Câmara de Vereadores da Serra, a comenda Nelson Mandela, uma homenagem de honra ao mérito.

(De A Gazeta)

 

Educação

Número de matrículas na rede pública de ensino cai entre 2022 e 2023

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O número de estudantes matriculados na educação básica — que compreende o ensino infantil, fundamental, médio, profissionalizante e EJA — caiu entre 2022 e 2023. A rede pública representa mais de 80% dessas matrículas e sentiu o maior impacto. As informações são do Censo Escolar 2023, divulgado ontem pelo Ministério da Educação e o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Ao todo, foram contabilizadas 47,3 milhões de matrículas nas 178,5 mil escolas de educação básica no Brasil no ano passado — cerca de 77 mil a menos, na comparação com 2022. Considerando apenas a rede pública, foram 500 mil alunos a menos na educação básica. Nas instituições privadas, em contraste, houve aumento de 4,7% nas matrículas.

No ensino fundamental, foram 26,1 milhões de estudantes matriculados. Esse contingente é 3% menor que em 2019, no período pré-pandemia. Nos últimos cinco anos, a redução foi mais acentuada nos anos iniciais (3,9%) do que nos anos finais do ensino fundamental (1,9%). Já no ensino médio, foram 7,7 milhões de estudantes matriculados no último ano — o que representa uma redução de 2,4% em relação a 2022.

De acordo com o Inep, a queda nas matrículas já era esperada, em razão da alta taxa de aprovação dos alunos durante a pandemia da covid-19. Nos últimos anos, a aprovação vem diminuindo e chegando ao patamar pré-pandemia.

A evasão escolar também é uma preocupação. Em 2023, 6% dos estudantes desistiram da escola nesta fase, e 3% no fundamental. A população mais vulnerável é quem representa essa estatística.

“Quando se trata de escolas indígenas, quilombolas e questões de raça, vemos a desigualdades que existem no Brasil”, refletiu o ministro da Educação, Camilo Santana. O Censo de 2023 mostrou que, no ensino fundamental, por exemplo, a modalidade de educação com maior evasão foi a indígena (7,3%), seguido de educação especial (4,9%) e quilombola (4,8%). Já no ensino médio, quem mais abre mão dos estudos são os pretos e pardos (6,3%).

Respostas

Santana destacou ações que estão sendo pensadas para combater o índice de evasão escolar, em especial, do ensino médio — quando a taxa é duas vezes maior que no fundamental.

“Não queremos deixar ninguém para trás. A gente tem procurado trabalhar de forma integrada, olhando toda a rede de educação básica. A primeira ação que o ministério lançou foi o Programa Nacional Criança Alfabetizada porque estudos mostram que, quando uma criança aprende a ler e a escrever na idade certa, ela diminui todos problemas educacionais ao longo dos anos”.

Em segundo lugar está o reforço às escolas em tempo integral. Há a intenção, ainda, de ampliar o ensino médio profissionalizante. “Vamos apresentar, em breve, uma política mais ousada para que os estados brasileiros possam ampliar as matrículas técnico-profissionalizantes nas escolas de ensino médio brasileiras”, comentou o ministro.

Ele ainda disse que esse novo incentivo para o ensino-técnico pode ser inserido no texto da reforma do Novo Ensino Médio, que tramita no Congresso Nacional.

GRAFICO MATRICULAS ESCOLAS
GRAFICO MATRICULAS ESCOLAS(foto: editoria de arte )

Como política “ousada”, Santana ressaltou também a importância do programa Pé de Meia, uma poupança estudantil que beneficiará cerca de 2,5 milhões de jovens cadastrados no Cadastro Único (CadÚnico). A poupança estudantil iniciará o pagamento no próximo mês e cada aluno ganhará até R$ 9.200 ao longo dos três anos de ensino.

EJA

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70 milhões de brasileiros, com 18 anos ou mais, não concluíram a educação básica no Brasil. O Inep considera que essas pessoas são “candidatos potenciais” para ingressar no EJA.

Dados do Censo Escolar 2023 indicam que o programa de educação para jovens e adultos recebe os alunos provenientes do ensino regular. De 2020 para 2021, aproximadamente 107,4 mil alunos dos anos finais do ensino fundamental e 90 mil do ensino médio migraram para a EJA. São alunos com histórico de retenção e que buscam meios para conclusão dos ensinos fundamental e médio.

Apesar disso, as matrículas na modalidade registraram queda entre 2022 e 2023 — de 2,7 milhões de estudantes para 2,5 milhões. Em relação a 2019, esse valor representa queda de 20% dos inscritos. Essa etapa também possui a predominância de pretos e pardos, que são 77,7% do nível fundamental e 70,7% do médio.

Educação Infantil

O único nível de educação que aumentou o número de matrículas no Brasil, em 2023, foi a educação infantil. Atualmente, são 4,1 milhões de matriculados em creches e pré-escolas no Brasil. O número está bem próximo da meta prevista pelo Programa Nacional da Educação (PNE) para 2024, em que 50% das crianças de 0 a 3 anos devem estar nas escolas.

A pesquisa estatística revelou que o Brasil está a cerca de 900 mil matrículas de atingir a meta de crianças na creche. Algo que o Inep considera possível, considerando a sequência anual de aumento de matrículas — em 2021, eram apenas 3,41 milhões.

O Censo Escolar da Educação Básica é uma pesquisa estatística anual que subsidia políticas públicas, programas governamentais e ações setoriais nas três esferas de governo (federal, estadual e municipal).

Fonte:correiobraziliense

           

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Educação

Senai-PE oferece bolsas de estudo em cursos técnicos em Petrolina, Araripina e outras cidades

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Pessoas de baixa renda, a partir de 16 anos, podem se candidatar até o dia 25 de fevereiro a 563 bolsas de estudo oferecidas pelo Senai-PE em 10 cursos de Educação Profissional Técnica, nas modalidades presencial e remota. Desse total, 30 são para curso Técnico em Eletrotécnica em Araripina e 10 para a mesma capacitação em Petrolina.

Os cursos são voltados para estudantes a partir do 1° ano do Ensino Médio ou quem já concluiu o estudo. Para participar os interessados devem preencher o formulário disponível na aba “cursos gratuitos” no site do Senai-PE, anexando todos os documentos exigidos. O resultado será divulgado em 28 de fevereiro e as aulas começam no dia seguinte.

O edital determina que as bolsas oferecidas pelo Senai para a Educação Profissional devem atender requisitos como ordem de inscrição e envio da documentação requisitada. Os cursos têm carga horária que varia de 1.200 a 1.400 horas.

Por Alvinho Patriota

           

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Educação

A Educação transforma sonhos em realidade

Campanha da LBV em prol da Educação visa incentivar estudos e combater insegurança alimentar de estudantes.

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Alimentação e material escolar são fortes aliados para um bom desempenho escolar, por isso, é fundamental a realização de ações efetivas que garantam os direitos básicos de crianças e jovens em situação de vulnerabilidade social.

Um levantamento feito pela Fundação Escola de Comércio Álvares Penteado (FECAP), apontou que os itens escolares neste ano, estão, em média, 8,5% mais caros, influenciados pela inflação brasileira de 4,63% acumulada em 2023. E esse aumento representa um enorme desafio para as famílias mais vulneráveis, cuja prioridade é o alimento à mesa.

Para auxiliar quem mais precisa de ajuda, a Legião da Boa Vontade (LBV) promove ações permanentes de incentivo ao ensino e de apoio às famílias, pois ela acredita que a Educação transforma sonhos em realidade. No início do ano letivo, a Instituição mobiliza doações para entregar kits de material pedagógico para crianças, adolescentes e jovens atendidos pela Entidade e também aos auxiliados por organizações parceiras em todo o país. Entre as iniciativas, destaque para a campanha LBV — Educação: Futuro Presente! Que neste ano estabeleceu duas importantes metas: entregar, de janeiro a março, 18 mil kits pedagógicos e servir nesse período, um milhão de refeições em suas unidades. Para as famílias é uma ajuda e tanto.

Essa iniciativa da LBV contribui com a melhoria na Educação e para a segurança alimentar das famílias. Ajude a garantir um futuro melhor no presente para milhares de meninas e meninos. Colabore acessando o site www.lbv.org.br ou faça uma doação pela chave pix@lbv.org.br.

Alimentação x aprendizado
A boa alimentação na infância e na adolescência está diretamente relacionada ao desenvolvimento físico, mental e intelectual dos estudantes e representa reflexos a longo prazo que os acompanharão durante a vida. Meninas e meninos com carência alimentar podem ter dificuldades de assimilação, uma vez que a fome prejudica a capacidade de concentração e compromete o rendimento em sala de aula. Por isso, uma alimentação saudável é fundamental em todas as fases da vida do ser humano e é também uma extensão da aprendizagem. Daí a LBV ofertar todos os dias refeições com valor nutritivo a milhares de crianças e adolescentes atendidos em suas unidades socioeducacionais.

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