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Saúde

O que torna o infarto mais letal em pessoas jovens

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A morte do filho do ex-jogador de futebol Cafu por infarto lançou luz sobre um problema de saúde que afeta milhares de brasileiros abaixo de 40 anos, mas ainda é pouco discutido.

Danilo Feliciano de Moraes, filho mais velho do lateral-direito pentacampeão mundial, morreu na quarta-feira (04/09), aos 30 anos, após sofrer um ataque cardíaco no intervalo de uma partida de futebol na casa da família, em Barueri, região metropolitana de São Paulo. Amigos tentaram reanimá-lo, sem sucesso.

Em 2015, Danilo já havia sofrido outro infarto.

Principal causa de morte no Brasil, doenças cardiovasculares afetam com mais frequência pessoas acima de 40 anos.

Esse é o caso dos infartos. No entanto, ataques cardíacos podem ser mais letais nos mais jovens.

Proteção com o tempo

Isso porque, apesar de terem normalmente mais força física que os mais velhos para suportar o infarto, os mais jovens não tem uma proteção chamada “circulação colateral”, como explica à BBC News Brasil o cardiologista Glauber Fabião Signorini, diretor técnico do Instituto de Cardiologia – Fundação Universitária de Cardiologia (IC-FUC).

“Chamamos de circulação colateral os pequenos vasos sanguíneos que surgem no coração para compensar a falta de irrigação causada por uma artéria entupida. Os mais jovens não têm esse tipo de proteção, portanto, o infarto tende a ser mais letal nessa faixa etária”, explica.

Segundo o Ministério da Saúde, dos 56.399 brasileiros que morreram por causa de infarto agudo do miocárdio em 2017 (últimos dados disponíveis), 95,6% tinham mais de 40 anos.

Por outro lado, entre aqueles com menos de 40 anos, a faixa entre 30 e 39 anos concentrou a maior parte dos casos (1.831).

Segundo Signorini, estima-se que 10% das vítimas morram na primeira hora após o infarto, portanto, essa proteção adicional é valiosa.

O especialista diz ainda que 93% dos casos de morte súbita – que ocorre nas primeiras 24 horas após um sintoma – são resultado de doenças isquêmicas agudas.

Dores ou desconfortos no peito são os principais sintomas. Falta de ar, suor, dor nos dentes e palidez também devem ser observados.

“A obstrução de um vaso impede a irrigação de sangue para a artéria, causando a necrose do músculo cardíaco e gerando instabilidade elétrica, o que pode facilitar a arritmia cardíaca (quando o batimento do coração se torna irregular)”, explica.

Nesse caso, segundo ele, o tratamento, como manobras de ressuscitação, tem que ser realizado em uma janela de tempo de até, no máximo, oito minutos.

Signorini ressalva, contudo, que nem sempre os infartos são causados por obstrução de vasos que irrigam o coração.

“A vítima também pode ter algum problema que desconheça com alguma válvula cardíaca, por exemplo”, acrescenta.

Prevenção

Signorini lembra ainda que o histórico familiar é um “importante fator de risco para infartos”.

“Quem tem pai ou mãe que sofreu infarto, especialmente com menos de 55 anos, deve começar o acompanhamento médico com um cardiologista a partir dos 30 anos”, recomenda.

Neste sentido, ele também chama atenção para a falta de prevenção no Brasil.

“A prevenção é muito baixa aqui, cerca de 2% a 4%. Enquanto isso, esse índice chega a mais de 50% em alguns países desenvolvidos.”

Outros fatores de risco para o infarto, segundo Signorini, são obesidade, falta de atividade física, tabagismo, estresse, diabetes e distúrbios do sangue.

Doenças genéticas, como a cardiomiopatia hipertrófica, também devem ser levadas em conta.

A cardiomiopatia hipertrófica atinge uma em cada 500 pessoas e causa o crescimento das células musculares do coração. As paredes do órgão ficam mais grossas, o que prejudica o fluxo sanguíneo e dificulta o bombeamento do sangue.

Sendo assim, a doença pode causar palpitações e arritmias, o que pode levar à morte durante exercícios físicos. Muitas vezes, o paciente é assintomático e desconhece que tem o problema, o que pode agravar o quadro.

Usuários de drogas, especialmente as vasoconstritoras, como MDMA e cocaína, também têm mais chances de sofrer infartos, acrescenta Signorini.

Por BBC

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Saúde

Belmonte; Secretaria Municipal de Saúde realiza Campanha de Vacinação de Tríplice Viral

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A Prefeitura de São José do Belmonte, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) iniciou nesta ultima segunda-feira, 10 de fevereiro, até o dia 13 de março, a campanha de vacinação para atualização e Tríplice Viral.

Pessoas na faixa etária de 05 a 19 anos que ainda não tomaram a segunda dose estão convocadas para comparecerem a um posto de vacinação do município para saber quais vacinas devem ser tomadas ou reforçadas. A vacina é uma maneira de prevenir doenças, o que resulta na melhoria da saúde de toda a população. É importante levar a carteira de vacinação.

A campanha acontece nas seguintes Unidades Básicas de Saúde (UBS’s):

Centro de Vacinação
UBS Centro
UBS Cohab
UBS Cacimba Nova
UBS Vila Fortuna
UBS Vila Delmiro

A coordenadora do setor de epidemiologia, enfermeira, Tatiane Fonseca, destaca que o Dia “D” de vacinação acontecerá no dia 15 de fevereiro, sábado. “A preocupação da Administração Municipal é de imunizar todos os belmontenses, crianças, adolescentes e adultos, todos precisam estar com a carteira de vacinação atualizada”, argumentou.

 

 

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Saúde

Rotina de festas no carnaval exige cuidados com a saúde

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Veja algumas dicas para curtir os dias de folia da melhor forma

Para curtir todos os dias de folia no carnaval, é preciso estar atendo à saúde. O clima é propício para quadros de desidratação, alergias na pele e transmissão de infecções. Mas, com medidas preventivas, a festa segue com muita diversão e sem problemas.

Um dos primeiros alertas é para o consumo abusivo de bebidas alcoólicas e a mistura com energéticos. A nutricionista Luciana Sarmento, do Espaço Stella Torreão, diz que essa combinação aliada ao calor excessivo pode levar à desidratação e outros perigos como intoxicação alcoólica, vômitos e até desmaios. Além de se manter hidratado com água, isotônicos ou água de coco, ela indica uma alimentação adequada e leve.

A doença do beijo é bem comum no carnaval, embora o beijo não seja a única via de contrair o vírus da mononucleose. A contaminação também pode ocorrer por meio de espirro, tosse e saliva em copos e outros utensílios. A melhor prevenção é evitar o contato íntimo com muitas pessoas, já que nunca é possível saber quem está infectado.

E é só falar em carnaval que já pensamos no glitter e no sol que vai iluminar e aquecer a passagem do trio elétrico. “Os cuidados com o sol devem ser redobrados durante as atividades ao ar livre e não esqueça de usar roupas e sapatos confortáveis”, alerta Alessandra Romiti, da Sociedade Brasileira de Dermatologia. A dica é moderar na maquiagem, em espumas e sprays para evitar alergias. Além disso, inclua chapéu ou boné de aba larga, óculos de sol com proteção UV e filtro solar.  (POR ESTADAO CONTEUDO)

 

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Saúde

É hipocôndriaco? Nove sinais de quem tem ‘a mania das doenças’

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Já lhe disseram que tem ‘a mania das doenças’? Saiba que a hipocondria é mais do que uma mania e pode representar um perigo real

hipocondríaco tem um medo infundado de ter uma doença grave e mortal, com base na interpretação errónea de funções normais do organismo, explica o hospital CUF no seu site.

Nove sinais de que sofre de hipocondria

Procure ajuda se tem estes comportamentos:

1. Pensa frequentemente que tem uma nova doença e que vai morrer.

2. Preocupa-se excessivamente com a saúde e qualquer coisa serve para entrar em pânico: um espirro pode ser sinônimo de contágio por uma bactéria mortífera, uma tosse ligeira é sinal óbvio de tuberculose, uma dor de cabeça só pode ser um tumor.

3. Faz o autodiagnóstico com a ‘ajuda’ da Internet e não “baixa a guarda”, ainda que todos os médicos garantam que está tudo bem.

4. Chega mesmo a sentir os sintomas da doença que imagina ter e que nenhum exame objetivo comprova.

5. É um cliente assíduo das farmácias e tem o seu próprio stock de medicamentos em casa.

6. Está sempre a monitorizar o seu corpo e a queixar-se de problemas que mais ninguém vê.

7. Quando ouve falar de uma doença na televisão (como dengue, gripe ou Alzheimer), acredita que vai ser a próxima vítima.

8. Quando sente algo, como um ruído estranho ou uma dor nova, vai logo investigar no Google.

9. Acha que a sua família, os seus amigos e os médicos não levam as suas preocupações a sério.

Consequências

Conforme explica a CUF, dos grandes perigos é a automedicação, devido aos efeitos secundários e às interações entre fármacos. Outro risco sério é a realização de exames ‘a torto e a direito’, alguns dos quais são invasivos ou envolvem radiações. Por fim, para quem se lembra da história de Pedro e o Lobo, pode acontecer que quando for ‘a sério’ ninguém acredite.

Diagnóstico e tratamento

A hipocondria é mais do que uma mania temporária, sublinha o hospital CUF, é um distúrbio de ansiedade.

Para ser diagnosticada, tem de causar uma preocupação constante, um sofrimento intenso e uma deterioração da qualidade de vida durante pelo menos seis meses. É distinta da depressão, do distúrbio de pânico e da perturbação obsessivo-compulsiva (POC). O tratamento é possível. Este pode incluir psicofármacos (antidepressivos, neurolépticos, ansiolíticos) e/ou psicoterapia.

Por Notícias ao Minuto

 

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